setembro 01, 2006

Primeiro de Setembro - O Barro



Primeiro de Setembro - O Barro

No campo alentejano, aqui estou a desbravar o barro, barro bem barro, fechado duro e imponente, dá que fazer quando se quer trabalha-lo, mas também é moldável quando comandado pela mão humana. Saem peças muito belas e o cheiro também é bom, a água, nas púcaras de barro, está sempre mais fresquinha e faz parte da nossa vida, quando pela sua personalidade, se impõe também, pela sua verticalidade.

Duros e moles consoante o caso são também os Iranianos, que puseram os americanos zangados, porque não, não vergam às exigências dos senhores de Washington e outros que tais. Não aceitam que os “maus” tenham o direito de desenvolver a energia nuclear e outros desenvolvimentos, não enxergão que não se podem armar em Rei Salomão e apontarem quem são os bons e quem são os maus.

Além desse abuso, nem sequer estão a ser inteligentes, pois as sanções, além de serem ineficazes, não vão de encontro ao que se pretende, ou seja, que não se façam descriminações, humilhando quem já está muito humilhado, alimentando assim um mau estar, uma arrogância constrangedora.

Tenham juízo meninos, as coisas já não são o que eram e se querem continuar a viver com uma espada por cima das vossas cabeças, tem de aceitar os outros tal como querem ser e não serem o que os outros querem conseguir à martelada. Assim não, venha lá daí, alguma humildade e falem com todos.

Eduardo Moreira

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