A Mística Benfiquista
Dentro de algumas horas eles vão-se encontrar outra vez, eles são o Benfica e o Manchester United. Sem se estar a contar o Benfica fez-se em brios e derrotou o Manchester na Luz, estava toda a gente muito céptica, ainda com o treinador Holandês em quem eu nunca acreditei que pudesse ser um bom treinador. Não me enganei, ele já regressou à Holanda e o seu companheiro das conquistas em Portugal, um tal Co Adriaance, eram boas pessoas mas nem um nem outro mostrou ter algum jeito para comandar jogadores de futebol.
O grande clube que é o Benfica, não está bem, o seu treinador está pior ainda, pois ainda não atinou no discurso certo para galvanizar os jogadores. Há quem diga que ele é bom, mas, penso eu, ele peca por falta de carisma no sentido de levar os jogadores, é por eles que passa tudo, desde que estejam bem envolvidos num espírito de vitória, levados por uma liberdade de acção em que as coisas saem de forma espontânea. Não é fácil lá chegar mas, chega-se, o contrário disto é exigir tácticas e técnicas que a própria exigência rejeita e vai tudo por água a abaixo.
Falando agora no jogo que vai decorrer dentro de horas acontece uma coisa engraçada é que o Benfica ganhou no ano passado e este ano fala-se em vingança da parte do ilustre derrotado no passado jogo. Ora aqui entra um fenómeno estranho que é aquela história da vingança que vai bailando na cabeça dos jogadores, que é negativo para quem quer vingar e positivo para o outro lado que beneficia da ansiedade do vingador.
Para além desta teoria há também um factor importante que é a grandeza do Benfica, ou seja, há uma mística tão grande naquele estádio que os jogadores e o público transcendem-se completamente quando, num jogo, como o de hoje, dois colossos da arte do futebol se defrontam com toda aquela carga psicológica, arrastando uma magia que dá gosto viver, por isso lá estarão 60 e tal mil crentes.
Quem, vai ganhar? É sem dúvida a gente da casa. “Para cá do Marão mandam os que cá estão”.
Dizem muito bem os trasmontanos.
Eduardo Moreira
Dentro de algumas horas eles vão-se encontrar outra vez, eles são o Benfica e o Manchester United. Sem se estar a contar o Benfica fez-se em brios e derrotou o Manchester na Luz, estava toda a gente muito céptica, ainda com o treinador Holandês em quem eu nunca acreditei que pudesse ser um bom treinador. Não me enganei, ele já regressou à Holanda e o seu companheiro das conquistas em Portugal, um tal Co Adriaance, eram boas pessoas mas nem um nem outro mostrou ter algum jeito para comandar jogadores de futebol.
O grande clube que é o Benfica, não está bem, o seu treinador está pior ainda, pois ainda não atinou no discurso certo para galvanizar os jogadores. Há quem diga que ele é bom, mas, penso eu, ele peca por falta de carisma no sentido de levar os jogadores, é por eles que passa tudo, desde que estejam bem envolvidos num espírito de vitória, levados por uma liberdade de acção em que as coisas saem de forma espontânea. Não é fácil lá chegar mas, chega-se, o contrário disto é exigir tácticas e técnicas que a própria exigência rejeita e vai tudo por água a abaixo.
Falando agora no jogo que vai decorrer dentro de horas acontece uma coisa engraçada é que o Benfica ganhou no ano passado e este ano fala-se em vingança da parte do ilustre derrotado no passado jogo. Ora aqui entra um fenómeno estranho que é aquela história da vingança que vai bailando na cabeça dos jogadores, que é negativo para quem quer vingar e positivo para o outro lado que beneficia da ansiedade do vingador.
Para além desta teoria há também um factor importante que é a grandeza do Benfica, ou seja, há uma mística tão grande naquele estádio que os jogadores e o público transcendem-se completamente quando, num jogo, como o de hoje, dois colossos da arte do futebol se defrontam com toda aquela carga psicológica, arrastando uma magia que dá gosto viver, por isso lá estarão 60 e tal mil crentes.
Quem, vai ganhar? É sem dúvida a gente da casa. “Para cá do Marão mandam os que cá estão”.
Dizem muito bem os trasmontanos.
Eduardo Moreira

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