setembro 01, 2006

A fuga ao Sol


A fuga do Sol

Tirando uns mergulhos na praia, estes meses, Junho, Julho, Agosto e o recém-chegado Setembro fazem-nos correr para as zonas com ar condicionado, fresquinho. O todo poderoso Rei Sol é implacável na sua autoridade e poder. É a nossa principal luz. Por vezes andamos ofuscados, mas não é por culpa do Sol é por outras coisas, coisas sem valor, olhando para a frente, temos luz, logo, temos tudo o que é preciso, pois o esplendor solar, qual vitrina ou janela para espreitar e logo nos parece que temos tudo, nada nos falta.

Pela noite manda-nos descansar, para que, melhor pela manhã os possamos apreciar, o Sol a Luz. Na escuridão da noite vemos as estrelas brilhar lá em cima, espectáculo maravilhoso, vemos as constelações. Variando, como que para continuar o encantamento, aparece a Lua, reflectindo uma luz suave a convidar-nos para o velho romantismo que tanto gostamos de absorver com avidez e deleite.

Mas eu estava em fuga do sol, nestes meses veraneantes, é verdade, mas mesmo implacável como é nestes meses, ele é sempre a luz que nos bronzeia e no faz mais rebeldes a atrevidos, pondo os corpos entregues à natureza que é pura e sadia e gosta da nossa nudez mergulhada nas dançarinas ondas do mar.

Sempre, abertas para nos receber fazendo-nos sentir leves e livres naquele mar azul fresco e limpo numa lavagem de espírito e carregamento de energias e esperanças para um Outono de imensos motivos de postais ilustrados a desfazerem-se e refazerem-se no Céu.

Eduardo Moreira

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