setembro 22, 2006


Falar na Paz

Mahmoud Ahmadinejad deu uma cambalhota de cento e oitenta graus nestes últimos dias e fez muito bem. Aqui está como de momento para o outro duas pessoas intransigentes, passam a ser duas pessoas normais, que é o mesmo que serem sensatos e dialogantes independentemente do que tenham dito antes, pois em primeiro lugar está o bom senso e especialmente nos tempos que passam é mesmo isso que faz falta.

Alguém disse e muito bem que “temos de falar com os nossos inimigos” e é verdade, não se pode, especialmente quem tem a responsabilidade de evitar grandes conflitos ou outra coisa muito diferente que é a guerra invisível, sim aquela que veio sem se saber de onde e sem se saber bem onde estão os protagonistas e quem são. Quem tem um grande arsenal de armas acha, e mal, que pode resolver tudo num fechar de olhos e já está, grande erro. Este raciocínio aconteceu no dia 11 de Setembro de 2001. Eu tive a clara visão do que ia acontecer quando os vi ir de armas e bagagens lá para os lados do Afeganistão, foram bombas e mais bombas e o resultado é zero, não se resolveu nada tudo piorou.

Quando acontece o que aconteceu na bela cidade de Nova Iorque é porque há um forte vazio de vida e recalcamento por parte de um povo que se sente deveras humilhado, muito humilhado. Será que ao Sr. Presidente dos EUA não lhe ocorreu que haveria outras coisas a esclarecer, o porquê ?. Antes de arrancar com o arsenal militar.

Isto veio a lume agora pela reviravolta aparente ou não, nas palavras de Mahmoud Ahmadinejad e também de G.W. Bush, pareceu que com algumas palavras se poderia evitar uma guerra.

Aprendam a dialogar e aprendam a saber ler o que se passa no mundo e no mundo também está a responsabilidade de se chegar aqueles que precisam de apoio e nunca queiram resolver as coisas pela espada como dizia Moisés. Os tempos são outros.

Eduardo Moreira

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