As pedras, o Outono e a Primavera
Elas são tantas tantas que eu não consigo dar conta delas, as pedras, elas são todas diferentes, não estou a falar delas em especial, das muito bonitas, estou a falar delas todas, todinhas, algumas nem as faço mexer de tão pesadas serem. È um trauma que eu tenho por elas, até já gosto delas de tanto trabalho me darem.
Elas começaram a perseguir-me há uns anos atrás, foi em 2003. Já passaram três anos e continuo com elas, é uma boa relação, eu fui procurando por elas e elas foram aparecendo, especialmente quando, vencido pela necessidade de terra, elas, oportunistas vieram também, foram toneladas e toneladas delas, também amante da terra fui remexendo e elas continuaram a aparecer.
Já têm feito jeito, às vezes é preciso pedra muita pedra. Às vezes aproveito-as para ornamentar o jardim e as cazolas das árvores, mantêm as terras mais frescas. Mas tem sido uma perseguição, eu, teimoso procuro a terra, essa que não se cansa de rebentar pela Primavera e como por milagre, vem daí as ervas, as plantas etc. tudo rebentando, quase num desafio de quem mais belo quer apresentar, é um espanto o renascer da vida todos os anos.
Estou ansioso pela Primavera, oxalá não haja nenhuma catástrofe agrícola, às vezes acontece, mas nós cá estamos a preparar coisas que queremos ver reviver numa Primavera nova e linda. É o milagre da criação é a vida a dar vida, é o equilíbrio suave e seguro que mantém a orquestra filarmónica em harmonia e perfeição, a este conjunto de maravilhas há quem lhe chame Deus.
O Outono vai já começar depois de amanhã dia 23 de Setembro, é a despedida do Verão, que foi bem quente, quiçá, quente de mais, tudo fugia para as sombras, ou para a praia e também para o ar condicionado. Eu não sei para onde fugia, talvez fugisse de mim mesmo a pensar em algo que se desejava muito, o ser humano é assim, quer sempre atingir o limite na vida, salvar a Pátria e acabar com a miséria. Mas quando assim não é, o que é não é nada, é o desistir o perder da alma e esta é a que tem de estar sempre bem viva.
Voltando às pedras, que eu amo, vou pondo sempre pedra sobre pedra e assim se constrói o nosso castelo o castelo das nossas ilusões, das nossas paixões, na caminhada do êxito ou não.
Eduardo Moreira
Elas são tantas tantas que eu não consigo dar conta delas, as pedras, elas são todas diferentes, não estou a falar delas em especial, das muito bonitas, estou a falar delas todas, todinhas, algumas nem as faço mexer de tão pesadas serem. È um trauma que eu tenho por elas, até já gosto delas de tanto trabalho me darem.
Elas começaram a perseguir-me há uns anos atrás, foi em 2003. Já passaram três anos e continuo com elas, é uma boa relação, eu fui procurando por elas e elas foram aparecendo, especialmente quando, vencido pela necessidade de terra, elas, oportunistas vieram também, foram toneladas e toneladas delas, também amante da terra fui remexendo e elas continuaram a aparecer.
Já têm feito jeito, às vezes é preciso pedra muita pedra. Às vezes aproveito-as para ornamentar o jardim e as cazolas das árvores, mantêm as terras mais frescas. Mas tem sido uma perseguição, eu, teimoso procuro a terra, essa que não se cansa de rebentar pela Primavera e como por milagre, vem daí as ervas, as plantas etc. tudo rebentando, quase num desafio de quem mais belo quer apresentar, é um espanto o renascer da vida todos os anos.
Estou ansioso pela Primavera, oxalá não haja nenhuma catástrofe agrícola, às vezes acontece, mas nós cá estamos a preparar coisas que queremos ver reviver numa Primavera nova e linda. É o milagre da criação é a vida a dar vida, é o equilíbrio suave e seguro que mantém a orquestra filarmónica em harmonia e perfeição, a este conjunto de maravilhas há quem lhe chame Deus.
O Outono vai já começar depois de amanhã dia 23 de Setembro, é a despedida do Verão, que foi bem quente, quiçá, quente de mais, tudo fugia para as sombras, ou para a praia e também para o ar condicionado. Eu não sei para onde fugia, talvez fugisse de mim mesmo a pensar em algo que se desejava muito, o ser humano é assim, quer sempre atingir o limite na vida, salvar a Pátria e acabar com a miséria. Mas quando assim não é, o que é não é nada, é o desistir o perder da alma e esta é a que tem de estar sempre bem viva.
Voltando às pedras, que eu amo, vou pondo sempre pedra sobre pedra e assim se constrói o nosso castelo o castelo das nossas ilusões, das nossas paixões, na caminhada do êxito ou não.
Eduardo Moreira

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