julho 18, 2006

Sol e Chuva

Pela manhã o céu estava cinzento, talvez como eu, prometia chuva, chuva boa para uns e má e feia para outros. Para mim era boa, tinha árvores de fruto e de sombra á minha espera. Havia dias que não tiveram água para aguentar a calma, estavam encalmadas, as arvores, queriam água, água do céu ou a outra, a das torneiras. Entretanto eu cheguei reguei, sabia que vinha aí chuva mas não esperei, reguei. Mais tarde veio a chuva do céu, com trovoadas e trovões e essa foi para todas as árvores e plantas e para a própria terra que também tinha direito. Foram belas, as chuvadas, e vêm para aí mais, para bem de quem a quer.

A terra e as plantas ficam felizes quanto têm o que gostam, as pessoas também, as pessoas são muito sensíveis e estão sempre a mudar de “disposição” umas vezes estão felizes, outras vezes não. E vá lá saber-se porquê. São felizes quando têm amor e infelizes quando não têm. E que o é a felicidade? É as coisas correrem bem, mas às vezes tudo corre mal e estamos assim como num carrossel, ora vai para cima ora vem para baixo, o que é mau é quando num carrossel imaginário as pessoas não procuram saber porque é que se está mais em baixo do em cima ou vice-versa? Os seres humanos têm a capacidade do diálogo, sabem fazer análises e reflectir.

A nossa mente diz-nos tudo, e manda-nos fazer as nossas escolhas, do que acha bem e do que acha mal. O próprio corpo faz uns avisos, pouco perceptíveis, quando as pessoas já não ouvem, e é perceptível quando querem ouvir.

As pessoas muitas vezes não dialogam porque não merece a pena a situação está tão degradada que não à volta a dar, é só continuar e aguentar até ao fim.

Temos as nossas ferramentas mas não as sabemos ou podemos utilizar. Temos de conhecer bem os outros e conhecermo-nos a nós próprios e não permitir que as coisas que estão na moda é que valem e pronto, na dignidade e no amor é o nosso carácter que manda a nossa consciência é que manda e manda sempre bem quando as bases são as boas, as da nossa integridade.

E, para mim, oxalá que chova, onde estou a terra gosta da água e a água é que nos lava e acho que bem precisamos às vezes.

Eduardo Moreira

Sem comentários: