julho 14, 2006


A Desagregação da Família

Viu-se ontem O Presidente da República preocupado, e muito bem, com a desagregação da família em Portugal. É um facto e uma tendência que não podem ser ignorados. Estamos a atravessar uma fase em que vale tudo, e quase toda a gente, como carneirinhos, seguem as pisadas dos mais avançadinhos, muito prá frentex, para não ficarem mal vistos, no quanto pior melhor.

Se desbaratarmos a célula de família, que é a nossa principal força numa vivência digna, responsável, inteligente e eficaz, então é o princípio do fim em qualquer nação, ou em qualquer ponto do planeta. Hoje, não obstante se falar muito em solidariedade e em diálogo, consensos etc. O Mundo está em crise muito grave e prestes a poder entrar num carrossel de conflitos que é inimaginável onde poderá chegar, uma coisa é certa, numa situação dessas, as famílias são as primeiras unirem-se, indo agarrar o que puderem para enfrentar as derrocadas, nas famílias o mais importante para todos, são as crianças, e daí virá sem dúvida, uma força, que, aparentemente não se sabe de onde vem, mas vem, aparece, nem que seja dos quintos dos infernos ou do Céu.

Toda a gente se quer mostrar muito de, cabeça aberta, e acho muito bem, considerando mentalidades anacrónicas, muito arreigadas, ainda incutidas de um passado recente fechado, snobe, piroso, egoísta, presunçoso, soberbo etc., mas, os valores da dignidade, da decência e do carácter, não são renováveis, são para os sentir e usar sempre, elevando-nos assim, à nossa essência natural, vinda da criação, da natureza, do amor, de Deus.

Eduardo Moreira

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