julho 20, 2006

As Obras


As Obras

Reconstruir não é tarefa fácil, para transformar as coisas velhas em coisas assim, assim é preciso haver uma grande entrega e uma grande paixão e também tostão, quando o tostão é pouco a magia ainda é maior.

Primeiro é o pó que se foi instalando durante anos, encantadoras são as teias de aranha, elas, as aranhas fazem a sua teia, bem tecida, qual melhor tear fabricando excelentes tecidos de fibra ou de algodão, sarjas de 3 ou de 4, o produto, ou seja os tecidos, vão-se enrolando a uma velocidade maior ou menor, conforme a qualidade do tear, se é totalmente automatizado com são os de Alemanha ou Suiça, é um gosto vê-los produzir metros à hora, se são portugueses, semiautomáticos nem o rolo da fazenda se vê mexer.

Mas, estávamos a falar nas obras em casas velhas, cujas têm de se ir fazendo aos poucos levados pelo prazer de recuperar as coisas e estimular a vida, talvez o estimulo seja o mais importante, recriar, inventar, sonhar, vergar a mola, tudo isso nos faz ver a vida de forma diferente, damos mais valor a coisas simples, como, por exemplo cuidar das árvores, que nós próprios plantamos, com carinho para as ver ficar verdes no Inverno ou no Verão.

As pinturas também são importantes, escolhem-se as cores para cada quarto ou sala de acordo com as pessoas que as irão usar. Para o quarto da menina será lilás, por exemplo.

São as janelas que se mudam, são as pinturas a óleo ou vitrais que se colocam nas paredes, tudo muito naífe, mas é a prata da casa. São os sonhos que não acabam nunca.

Sempre que um homem sonha as coisas pulam e avançam, com suor e amor e as loucuras da vida.

Bom e agora vamos continuar o combate com os inquilinos indesejados como, as trabalhadoras Aranhas, os descuidados Cavalozes, as Lagartixas e Lagartos e as venenosas Osgas.

Eduardo Moreira

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