julho 28, 2006

Comigo me desavim



Sá de Miranda

(Coimbra, 1481-1558)

(COMIGO ME DESAVIM
)

Comigo me desavim
Sou posto a todo o perigo:
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse;
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim
?

julho 27, 2006

Outra vez Simão


Outra vez Simão

Lembro-me da saga de Simão no ano passado em que chegou a rumar para Inglaterra e depois voltou para trás, porque eram os milhões para aqui e para ali, dás 20 milhões não dás, vai, não vai. Foi de arrepiar, sempre é um ser humano, tem os seus sentimentos, tem os seus anseios de mudar. Enfim, eles disseram, não dão os 20 não vai, pronto.

Como ele conseguiu, ainda, fazer uma época boa é que eu não sei, sei que deve ter uma boa capacidade de ultrapassar estas trapalhadas e ir em frente.

Este ano, com o mesmo Simão, depois do Mundial, logo se tem falado, vai para ali, vai para acolá, o acordo está a um passo, entretanto vem o Presidente do Valência e diz que já não quer, quer um jogador em troca, aqui diz-se que não, aos 20 milhões, talvez 18.

Aguenta Simão, és bom jogador e espero que mais esta embrulhada acabe por dar sossego e te prepares para uma boa época, mas, até agora, só fumaça.

O Figo é que está na maior, é campeão mais uma vez, desta vez em Itália, (graças à correcção dos mafiosos) para além da Taça. Foi campeão espanhol. Barcelona 1998/99 e pelo Real Madrid em 2001/2003.

Espero que o meu Sporting faça alguma coisa, não tenho fé, desculpem, mas cá no fundo ainda há uma esperança, quem me garante que um quase estreante nestas coisas chamado Paulo Bento não se inspire no Papa Bento XVI e vai daí surge um segundo Mourinho. Não é impossível.

Eduardo Moreira

julho 26, 2006


Bush ainda não sabe as razões da Guerra

Quando se deu o 11 de Setembro de 2001, os EUA não sabiam ou não queriam saber das razões que levaram aqueles “terroristas” suicidas e homicidas a desviarem aviões comerciais contra torres (World Trade Center) e contra o Capitólio em Washington e outro que se despenhou, presumivelmente seria contra a Casa Branca.

Quando se deu esta tragédia contra a Nação mais poderosa do Mundo, cuja Nação eu gosto muito, especialmente Nova Iorque, Filadélfia, toda a Nova Jérsia, onde eu já vivi durante 4 anos, de 1995 a 1999.

Estava porém em Paris quando se deu o 11 de Setembro 2001, festejava as minhas bodas de prata com a minha mulher. A primeira reacção que tive foi de que os EU não deveriam retaliar, adivinhei logo as tragédias que daí viriam, numa ânsia de vingança ou de arrasar tudo o que parecesse ser culpado.

Sabiam alguns nomes, como por exemplo o Bem Laden, (aquele que Clinton não conseguiu apanhar) sabiam que era provável que estivesse no Afeganistão, e vai de ataques e mais atraques etc.

Não quiseram ir ao fundo da questão, para depois analisarem as razões (deles) porque tinham (têm) tanto ódio aos EU. Num mundo menos selvagem do que já foi, e com as responsabilidades que têm aqueles que vão à frente, talvez uma elite que encontrou, de repente, quase um mundo à sua frente para avançar, livre, não como outros, agarrados a passados muito pesados.

Há duas coisas que os da frente têm que reter e perceber para bem do Mundo todo:

1ª - Há que perceber os que estão mais atrás e esperar por eles com ajuda e amizade.

2ª – Quando numa zona, com uma certa predominância os vizinhos não se entendem ou não gostam do vizinho muito rico. Este não tem outra solução senão mudar-se.

Eduardo Moreira

julho 24, 2006


A grande volta

O fim-de-semana que passou foi, ou devia ser, saudável, deu-nos a volta à França em bicicleta, com as lindas imagens de Paris com a chegada dos ciclistas, é um descanso para a vista e uma boa sensação olhar para um País como França um País da EU, ver os corredores espraiarem-se pelas e excelentes estradas numa festa desportiva.

Por cá também tivemos um bom espectáculo com os Veleiros no Tejo, milhares de pessoas que iam desde o Terreiro do Paço até Belém, com a nossa Sagres à frente passando por baixo da majestosa Ponte 25 de Abril com os belos Veleiros e centenas de outras embarcações num agrupamento de festa e beleza enchendo de prazer todos os que aguentaram um sol quente, até, por volta das 12:30, todos foram saindo deixando o Bugio para trás, rumando para Cádis, com a promessa de voltarem em 2008.

Eram dezenas os veleiros com a Sagres três mastros e o Crioula quatro mastros, portugueses e outros de Espanha, França, Inglaterra, Rússia, Alemanha e tantos outros, todos muito briosos.

Há também a grande volta que se prepara sempre, porque há sempre uma volta que se deve dar. Para melhor.

Entretanto neste momento, já a paisagem é diferente, há uma quinta que se quer compor, devagar e bem. Uma força em força. Total.

Eduardo Moreira

julho 22, 2006


O Satanás de tudo é capaz

Ele está sempre atento, apanha os mais distraídos nas teias de vermelho pintadas, agarra as vítimas ferozmente tomando-lhe a mente, transformando o tino num cruel destino de carácter distorcido. Brinca com as palavras, brinca com o ser, diverte-se. Tolda tudo a seu favor, avança sempre que não encontra resistência e esta tem de reagir depressa para fugir a um domínio que pode ser de muitos anos ou para sempre.

O mais forte está sempre do outro lado, o lado do amor, este, verdadeiro, é imbatível quando se quer. Só isto o Querer. É com uma felicidade doce que é recebido, o vermelho tomba para o lado, a luz aparece, tudo se ilumina e uma força inaudita rompe todas as amarras, rasga a desgraça e começa a crescer uma alma nova limpa e cheia de vontade de viver.

Há sempre uma esperança, mesmo que quase esteja desvanecida numa escuridão invisível e ameaçadora, o caminho está aberto e as estrelas brilham mais forte na noite longa e triste de um estado de espírito estranho mas real que impediu o amor de amar.

Eduardo Moreira

julho 20, 2006

A terceira semana


A terceira semana

Uma viagem uma paragem para almoço e a continuação do percurso que nos levaria a um lugar lindo de se ver, um rio que corria, florestas, montanhas, pinheiros muitos, estradas boas e outras de sobe e desce, uma paz, gente agradável, preços não especulativos, sensação de paz, boa disposição, gente em tratamento de águas, um cheiro permanente a águas sulfúricas.

Ao longo do Rio Vouga havia mesas e bancos de pedra, para as pessoas instalarem as suas merendas. Óptimo também para os artistas sacarem dos seus pincéis e paletas e passarem para a tela a sua arte e os lindos motivos sempre com o Vouga vadiando rio abaixo. Os patos e os gansos alimentavam-se, cuidavam das crias e lavavam-se, quase com vaidade, sentindo-se felizes e aconchegados, variando o pão que as pessoas lhes atiram com umas esperas de girinos no correr do rio.

A vida dentro do INATEL Palace era saudável para o corpo e para a mente, as refeições eram boas, muita fartura, self-service, aliás, naquelas terras, Beira-Baixa Interior, S. Pedro do Sul, respira-se fartura, tudo muito verde e tudo a produzir.

Na parte boa para a mente, a alma e coração, havia a animação cultural, onde, no interior das instalações da INATEL ou no exterior, quase todos os dias havia música e dança, que intervalava com a animação no Largo Rainha D. Amélia, um bom lugar para muita gente se esticar na dança e festa até as 23 00h ou mais um bocadinho. Não faltava aí uma Biblioteca Pública onde eu aproveitava para o “post” quase diário, no Blog.

Pudemos também acompanhar a saga da nossa selecção, que foi longe, mas não gostei do jogo com a Inglaterra, nem com a França, aliás dei conta disso nos respectivos “posts”.

Isto foi a primeira semana de férias, a segunda foi Monte com companhia e a terceira está a ser no mesmo sítio, trabalhando para a restauração, não da República mas da parte velha do Monte da Azinheira, ou Monte da Cerca. Com alguma solidão mas também paixão pelo que está feito e pelo que está por fazer.

Eduardo Moreira

As Obras


As Obras

Reconstruir não é tarefa fácil, para transformar as coisas velhas em coisas assim, assim é preciso haver uma grande entrega e uma grande paixão e também tostão, quando o tostão é pouco a magia ainda é maior.

Primeiro é o pó que se foi instalando durante anos, encantadoras são as teias de aranha, elas, as aranhas fazem a sua teia, bem tecida, qual melhor tear fabricando excelentes tecidos de fibra ou de algodão, sarjas de 3 ou de 4, o produto, ou seja os tecidos, vão-se enrolando a uma velocidade maior ou menor, conforme a qualidade do tear, se é totalmente automatizado com são os de Alemanha ou Suiça, é um gosto vê-los produzir metros à hora, se são portugueses, semiautomáticos nem o rolo da fazenda se vê mexer.

Mas, estávamos a falar nas obras em casas velhas, cujas têm de se ir fazendo aos poucos levados pelo prazer de recuperar as coisas e estimular a vida, talvez o estimulo seja o mais importante, recriar, inventar, sonhar, vergar a mola, tudo isso nos faz ver a vida de forma diferente, damos mais valor a coisas simples, como, por exemplo cuidar das árvores, que nós próprios plantamos, com carinho para as ver ficar verdes no Inverno ou no Verão.

As pinturas também são importantes, escolhem-se as cores para cada quarto ou sala de acordo com as pessoas que as irão usar. Para o quarto da menina será lilás, por exemplo.

São as janelas que se mudam, são as pinturas a óleo ou vitrais que se colocam nas paredes, tudo muito naífe, mas é a prata da casa. São os sonhos que não acabam nunca.

Sempre que um homem sonha as coisas pulam e avançam, com suor e amor e as loucuras da vida.

Bom e agora vamos continuar o combate com os inquilinos indesejados como, as trabalhadoras Aranhas, os descuidados Cavalozes, as Lagartixas e Lagartos e as venenosas Osgas.

Eduardo Moreira

julho 19, 2006

Tempo Quente, sem chuva


Tempo Quente, sem chuva

Ontem houve chuva, hoje não, só calor, tudo muito quente, como? Por exemplo, lá para os lados do médio oriente, Líbano, Israel. Estão a matar e a destruir, não sei para quê, fica tudo na mesma, excepto para os que morrem e para aqueles que perdem os seus e para os perdem os bens e o seu ritmo de vida. As entidades que poderiam fazer alguma coisa, não o fazem, não querem, ou não sabem, e todos falam em diálogo quando sabem que nada disso tem resultado nem resultará.

Para resultar, deveriam os dois contendores abdicar de alguma coisa. Israel, no meio daquela vizinhança nunca terá sossego, logo, apesar de estar legal à luz da direito internacional, mas isso não lhes resolve nada, os vizinhos não os querem lá e não os vejo a cederem, e continuam, quiçá, cada vez mais, com tanta humilhação só os leva para mais radicalismos.

Deviam acordar no seguinte: numa acção bastante divulgada e esclarecedora, com apoio internacional, os Israelitas, numa atitude elevada, de altruísmo, de acordo com o seu nível de desenvolvimento cultural, mudar-se-iam para outro lado, longe da Palestina e os Islamitas deveriam levar a sua religião para uns níveis menos radicais a partir dos seus próprios lideres espirituais. Os EUA deveriam ter uma acção de reconciliação com todo o Mundo Árabe. Parece simplista, mas é a solução e com isso a Paz. Carnificina e guerras não. Não se pode viver toda a vida com ameaças a quem quer ter também potencial armamento nuclear. Com ameaças só se agudizam as posições. O importante é saber que todos podem ter, se querem, mas sabendo-se que não as utilizarão, porque não faz sentido.

Eduardo Moreira

julho 18, 2006

Sol e Chuva

Pela manhã o céu estava cinzento, talvez como eu, prometia chuva, chuva boa para uns e má e feia para outros. Para mim era boa, tinha árvores de fruto e de sombra á minha espera. Havia dias que não tiveram água para aguentar a calma, estavam encalmadas, as arvores, queriam água, água do céu ou a outra, a das torneiras. Entretanto eu cheguei reguei, sabia que vinha aí chuva mas não esperei, reguei. Mais tarde veio a chuva do céu, com trovoadas e trovões e essa foi para todas as árvores e plantas e para a própria terra que também tinha direito. Foram belas, as chuvadas, e vêm para aí mais, para bem de quem a quer.

A terra e as plantas ficam felizes quanto têm o que gostam, as pessoas também, as pessoas são muito sensíveis e estão sempre a mudar de “disposição” umas vezes estão felizes, outras vezes não. E vá lá saber-se porquê. São felizes quando têm amor e infelizes quando não têm. E que o é a felicidade? É as coisas correrem bem, mas às vezes tudo corre mal e estamos assim como num carrossel, ora vai para cima ora vem para baixo, o que é mau é quando num carrossel imaginário as pessoas não procuram saber porque é que se está mais em baixo do em cima ou vice-versa? Os seres humanos têm a capacidade do diálogo, sabem fazer análises e reflectir.

A nossa mente diz-nos tudo, e manda-nos fazer as nossas escolhas, do que acha bem e do que acha mal. O próprio corpo faz uns avisos, pouco perceptíveis, quando as pessoas já não ouvem, e é perceptível quando querem ouvir.

As pessoas muitas vezes não dialogam porque não merece a pena a situação está tão degradada que não à volta a dar, é só continuar e aguentar até ao fim.

Temos as nossas ferramentas mas não as sabemos ou podemos utilizar. Temos de conhecer bem os outros e conhecermo-nos a nós próprios e não permitir que as coisas que estão na moda é que valem e pronto, na dignidade e no amor é o nosso carácter que manda a nossa consciência é que manda e manda sempre bem quando as bases são as boas, as da nossa integridade.

E, para mim, oxalá que chova, onde estou a terra gosta da água e a água é que nos lava e acho que bem precisamos às vezes.

Eduardo Moreira

julho 14, 2006


A Desagregação da Família

Viu-se ontem O Presidente da República preocupado, e muito bem, com a desagregação da família em Portugal. É um facto e uma tendência que não podem ser ignorados. Estamos a atravessar uma fase em que vale tudo, e quase toda a gente, como carneirinhos, seguem as pisadas dos mais avançadinhos, muito prá frentex, para não ficarem mal vistos, no quanto pior melhor.

Se desbaratarmos a célula de família, que é a nossa principal força numa vivência digna, responsável, inteligente e eficaz, então é o princípio do fim em qualquer nação, ou em qualquer ponto do planeta. Hoje, não obstante se falar muito em solidariedade e em diálogo, consensos etc. O Mundo está em crise muito grave e prestes a poder entrar num carrossel de conflitos que é inimaginável onde poderá chegar, uma coisa é certa, numa situação dessas, as famílias são as primeiras unirem-se, indo agarrar o que puderem para enfrentar as derrocadas, nas famílias o mais importante para todos, são as crianças, e daí virá sem dúvida, uma força, que, aparentemente não se sabe de onde vem, mas vem, aparece, nem que seja dos quintos dos infernos ou do Céu.

Toda a gente se quer mostrar muito de, cabeça aberta, e acho muito bem, considerando mentalidades anacrónicas, muito arreigadas, ainda incutidas de um passado recente fechado, snobe, piroso, egoísta, presunçoso, soberbo etc., mas, os valores da dignidade, da decência e do carácter, não são renováveis, são para os sentir e usar sempre, elevando-nos assim, à nossa essência natural, vinda da criação, da natureza, do amor, de Deus.

Eduardo Moreira

julho 13, 2006

Depois de S. Pedro do Sul


Depois de S. Pedro do Sul

S. Pedro e o Palácio (Inatel Palace) numa deslumbrante paisagem natural, com o rio Vouga vagueando por ali abaixo sereno e poluído, contudo sabe sempre bem ouvir a água correr serenamente, indiferente aquilo o Homem faz às águas que vêm das serras e vão sendo conspurcadas pelas descargas sem tratamento, sem as esperadas ETAR. Estações de Tratamento de Águas Residuais.

Vale-nos o verde, este está presente, especialmente nesta época, por todos os montes e vales, as terras são generosas e até esbanjadoras, dá gosto fazer um passeio de carro e ver todas aquelas aldeias fixadas, muitas, em locais de difícil acesso, porém em todos os lugares as pessoas aproveitam ao máximo, tudo o que naquelas circunstâncias podem obter. Muitos queixam-se do isolamento, mas lá têm a sua casa, umas melhores outras menos boas, mas, no fundo, sentem-se confortáveis com os seus pertences.

Nas Termas de S. Pedro vê-se muita gente em tratamento de diversas maleitas, especialmente de origem bronco respiratório, pessoas de todas as idades e também crianças, há muitos tipos de tratamento como: Doenças do Foro Reumatismal,
Do Foro O.R.L e vias respiratórias, Medicina Física e de Reabilitação, Caracterização da Água Minero-Medicinal. Muitas pessoas contentam-se com o molhar das mãos directamente do repuxo de água sulfúrica bastante quente que jorra permanentemente no Largo D. Rainha Dona Amélia.

Conclusão, é uma visita que nos leva a sentir o paraíso ali mesmo à nossa frente no meio de uma floresta particularmente de pinheiros e toda uma diversa florestação.
Deliciei-me passeando junto ao rio, sentindo a pureza do ar que se respira e uma paz pura e aconchegadora.

Não se deve esquecer os vinhos de Lafões e do Dão que alegram aquela linda região da Beira Baixa Interior.

Eduardo Moreira

julho 09, 2006

Jogo da Bola e o País


Jogo da Bola e o País

Foi excelente a participação de Portugal no Campeonato do Mundo, porém isto é mais um paliativo no inferno em que o nosso País se encontra.

Temos de nos concentrar agora no desenvolvimento deste País atrasado que nos leva há humilhação vai para muitos anos.

O que precisamos é de alinharmos com os nossos parceiros da EU e de uma vez por todas pormos o País a crescer e a acertar as contas da balança comercial, se vendemos dez não podemos comprar vinte. E por os portugueses eles próprios a arrancar com este velho para a luz da competição actual.

Vejo nos nossos responsáveis alguma tendência para as grandes obras, emblemáticas, como O TGV, fui sempre contra, primeiro está a canalha a assumir as suas responsabilidades de jogar para vencer. E não adormeçam com tanto futebol e lamechada.

Eduardo Moreira

O Filosofo

O Filosofo . descodificar

A palavra, o Nada, A guerra, o Preconceito, O ódio, A dignidade, carácter isso? O disparate, A gula, Humana? A alarvice, O alapar. O ignorar

Quando um homem não tenha a esperteza saloia, cria-se o preconceito, parvo, e que qualquer um enrola, daí ao desprezo é um passo. Forever
È uma beiça de desprezo endoirada com a mãozinha fatal, parecido a um esgar raivoso.
A esperteza saloia é que é o maior. Anos quase trinta, salpicados de veneno, do puro.
Vale zero, é passível de enganar, facilmente, que sorte. Sou esperteza, carago, dá-se a volta e já está, quando se vai para lá, já se vem para cá. Está enrolado. Têm-se tudo, sem uma única preocupação, Otário. O resto controlado, não estou para. É só dar a pancada. Massa faltou nunca, sem vaca. Viagens para todo o lado, claro, estrangeiro, é só enrolar, sempre a dar. Mais pancadas. Há não...desborbulhagem, desmêdulagem, sai sempre envenenado, beiçadesprezada. Semprepoucochinho até práscriazinhas. A espouzinha,
Baú. Enfia-se e pronto. Dá-se voltaaconversa. Descartável. È pancada. Muito trabalhada dá em nada? Civilizar? Bravura?. Nada é impossível. There is lots of love. Informal, descodificar.

The Philosopher

julho 07, 2006

Rezar não chega


Rezar não chega

Agora que já passou a euforia do Mundial, resta-me dizer que não gostei do jogo a partir do penalty que foi um bocadinho forçado, tendo em conta que a dita falta começou com um embrulhamento de pernas e pés sem qualquer intenção e inteligentemente aproveitado pelo Thiery Henry Obviamente os franceses encetaram uma táctica de defesa, semelhante ao que aconteceu no jogo com o Brasil.
Admira-me que não houvesse uma táctica preparada para este caso, pois os jogadores a partir do momento em que a França se colocou à frente ficaram perdidos no campo sem um sistema de jogo previamente estudado. (Exemplo Brasil)
Foi ver os nossos craques, todos, de cabeça perdida, esforçando-se desmesuradamente sem qualquer tipo de estudo de jogo para estas circunstâncias.
Já tinha chamado a atenção para o jogo com a Inglaterra em que , passámos por sorte, dada a forma como a nossa equipa estava a jogar. Remates em surpresa nada, era um jogo de passe e mais passe, denunciando qualquer hipotético remate. Como foi no jogo com a Inglaterra. Por exemplo o Figo e o C. Ronaldo não faziam um remate sem antes darem dois, três toques em corrida ou mais, claro, quando saía o remate já estavam os caminhos fechados. Onde é que o treinador entre neste disparate? Rezar não chega.

Eduardo Moreira

julho 06, 2006

Spam ataca

Spam ataca

Uma intromissão abusiva, é aquilo que me está a acontecer, não obstante vários e-mails enviados no sentido de pararem com esta ilegalidade.

Vão ser accionadas as medidas para acabar com este abuso, incluindo provocando desestabilização no modo de apresentação na visualização dos "posts".

Eduardo Moreira

julho 05, 2006

Museu do Caramulo

Museu do Caramulo

Neste dia expectante futebolisticamente, nada melhor que visitar o Museu do Caramulo, é excelente Museu de Arte, são dezenas e dezenas, de obras oferecidas por variadíssimos artistas, um bom exemplo de mecenato, o Museu está bem vivo e recomenda-se uma viagem á serra do Caramulo, não só pelo valioso Museu mas também pelo meio ambiente envolvente de verde e tranquilidade.

O Museu do Caramulo foi fundado por Abel de Lacerda em 1953,com a participação dos principais coleccionadores de Arte e artistas plásticos, num raro exemplo do mecenato em Portugal.
João Lacerda, continuador da obra, cria em memória do seu irmão, falecido em 1957 a Fundação Abel de Lacerda, à qual junta 60 veículos de selecção, nascendo o primeiro Museu Automóvel de Portugal.
O Museu do caramulo é assim, uma invulgar e preciosa exposição de Artes Plásticas e de Automóveis antigos.

Como disse acima, hoje é um dia especial, aí está o Portugal-França que nos enche de orgulho e a hora é de ansiedade. Fico por aqui e Vamos a eles Portugal.

Eduardo Moreira

julho 04, 2006

S. Pedro do Sul


A Nossa Bandeira - S.Pedro do Sul

Estou a norte, viajo pelas serras e vales, vejo um Portugal amado, vejo a nossa bandeira levantada em todos os locais onde ela se pode fixar, como seja nas janelas, nas varandas, nos carros e camionetas, nas mãos das pessoas mais novas ou menos novas, nos altos das serras, nas terras cultivadas, nas mãos, nas casas em construção, nas cabeças dos rapazes e raparigas, caxecóios no pescoço, nos artistas que animam as festas, nos locais menos acessíveis como no monte mais alto das serranias etc. é impressionante, Portugal é uno e indestrutível.
Que mais precisamos nós para termos um País à altura do culto que temos por este nosso rectângulo à beira mar plantado, com extensão por esse Atlântico fora, encontrando as belas ilhas da Madeira e Açores, mais ainda se pode avançar e encontrar pedaços de Portugal por esse mundo fora, chegando até ao outro lado do Mundo e pelos cinco Continentes.
O Futebol está a dar-nos conta, mais uma vez, destas realidades, mas não será só o jogo da bola, serão outros poderes, que estando ainda encobertos e indecisos, precentem-se a perder os medos e as vergonhas, e mais tarde ou mais cedo saíram do seu casulo histórico e saltem ao encontro da realidade. O Futebol é só uma pequena amostra. Desfraldem essas bandeiras amanhã e porque não, no jogo a seguir, vamos a isso. Viva Portugal

Eduardo Moreira

julho 03, 2006

S. Pedro do Sul – INATEL·


S. Pedro do Sul – INATEL·

Segunda-Feira, céu limpo, Rio Vouga descendo preguiçosamente para o seu destino, o Mar, muitas árvores e sombra. Um Portugal a Norte, lindo de se ver e sentir, o rio passa a escassos metros do INATEL Palace, zona das Termas, espectacularmente restaurado em 1997. O lugar e as águas sulfurosas de tratamento convidam-nos a uma esperança, especialmente para aos mais idosos, de uma vida mais saudável, sem as penas de um dia a dia penoso.
O verde domina completamente estas terras a Norte, faz-nos lembrar um Paraíso inventado e um sentir de delicias naturais, em cada canto algo cresce, nada é desperdiçado, a Natureza rejuvenesse-se por ela própria e o homem também não descuida o aproveitamento da frescura e das boas terras, faz-nos ver a fartura esbanjadora que a Natureza nos dá, pena é que muitas vezes o Homem em vez de saber aproveitar a dádiva, estraga-a.
A Natureza não se cansa nunca na criação e na dádiva, é um toque de Deus.

Eduardo Moreira

julho 02, 2006

PORTUGAL-INGLATERRA


PORTUGAL-INGLATERRA

Directo de S. Pedro do Sul, Varzea das Termas.

Os nossos guerreiros puseram-nos os nervos em franja, parecia o jogo do remata tu Manel, parece que estavam com vergonha de rematar à baliza, foi exasperante, especialmente a jogarem contra dez. Contudo acabaram por nos orgulhar a todos com a vitória, mérito especial para Ricardo. Para além de um excelente trabalho de grupo, uns autênticos herois, terá de se ter em conta o factor sorte. Isto indica uma mentalização para este facto no jogo com a França, na próxima quarta-feira. Esperamos todos que se preparem para um jogo muito difícil, mesmo sem a sorte anterior temos condições para superiorizar a França. Vamos a isso guerreiros em calções mostrem outra vez a vossa classe. Mas, por favor não tenham vergonha de rematar à baliza, essa táctica resultou parcialmente, mas queremos mais.

Eduardo Moreira