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Timor-Leste

Timor-Leste
Chegam-nos notícias da resignação de Mari Alkatiri, e a prisão em casa de Lobato. Ora aqui está mais um passo para que Timor avance na sua afirmação como País, é natural, ou quase natural, que estas coisas aconteçam, não é de um momento para o outro que um País, que sai para a liberdade quando Portugal deixa de ser um País colonialista e abra os braços para todos os Países colonos iniciem a sua nova vida por si próprios.
É natural que esta nova situação traga muitos problemas, e, para que isso não acontecesse-se, deveria ser um processo pacífico entre o colonizador e os colonizados, o que é extremamente difícil especialmente quando as descolonizações são litigiosas, em guerra, o que não aconteceu, totalmente, com Portugal.
É uma questão de bom senso e inteligência, o País deveria continuar sob a ajuda dos antigos colonos, sem o disparo de um tiro e continuar com as estruturas antigas, ou seja, continuar tudo com a integração da população em todas as áreas da sociedade, com a máxima de “continuação sem destruição” e especialmente sem a guerra.
Basta ver o que se passou com as colónias mais poderosas como Angola e Moçambique que se lançaram numa guerra com duas vezes mais a duração das guerras de libertação, causando um enorme atraso e um terrível sofrimento para todo um povo que já há muito tempo merecia um vida uma vida mais digna.
É claro que isto é a forma mais simplista que pode haver, mas no seu essencial as coisas são simples desde que as pessoas queiram e não se queiram aproveitar das situações especiais, ignorando o sofrimento que daí virá com a arrogância das guerras, conversar entre todos e levar os Países para um vida digna, deveria estar primeiro. Nada de ganâncias.
Timor passou por uma ocupação do seu território pela Indonésia, cerca de 25 anos, foi guerra, morte e sofrimento, mas desta vez ganhou a razão e a valentia de um povo, o povo de Timor. A valentia dos combatentes e o enorme levantamento internacional liderado sempre por Portugal, levou ao maior sucesso, alguma vez visto na ONU, o Secretário-Geral das Nações Unidas Koffi Annan está sempre a mencionar, com orgulho, esta vitória da razão e da justiça.
Timor tem estado desde Abril debaixo de mais ameaças à sua sobrevivência e à sua evolução, alguns chegaram a mostrar a vontade em desmantelar um País independente na gulosa ganância de obter mais proveitos. Xanana está lá, com a sua integridade e esta é o força maior que se pode ter. Assim, ninguém vencerá Xanana Gusmão. Viva Timor-Leste viva Xanana Gusmão.
Eduardo Moreira
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