
Noite, Chuva e Futebol
Faltam dois minutos para as quatro da manhã, escrevo, não sei o quê, é a mansidão da noite, o cheiro a terra muito molhada, a Lua em quarto minguante, brilhante, lá em cima. As nuvens tem estado meias loucas, desvairadas a descarregar levas de água cá para baixo, é como que querem lavar-nos a mente e a alma. Os campos estão encharcados, aqui no Centro-Sul Alentejano, cheira fortemente a terra molhada, sente-se uma frescura agradável, não é bom para os campos onde não se recolheram os fardos de palha, prejuízo.
Semana de feriados, perda de ritmo? No quotidiano da vida, pasmaceira para alguns, viagens para outros, a continuação da labuta para muitos. Fala-se do Campeonato do Mundo, interessante, o Mundo numa guerra pacífica, de festa onde todos querem ganhar e onde todos ganhamos com o colorido das “armas”, cachecóis, bonés e tudo mais o que a imaginação traz. Esquecem-se por agora, parcialmente, um montão de coisas inquietantes, quando acabará o sofrimento de tantos, que não contribuíram nada para tanto sofrimento?
Por enquanto vamos acompanhando dia a dia os homens de calções dando todo o esforço e entusiasmo para mostrar que o seu País também tem os seus pergaminhos na arte do jogo da bola, começando a verificar-se alguns equilíbrios que são saudáveis, a Angola e tantos outros batem o pé aos historicamente mais fracos. Será que está por aí um começo de menos desigualdades? E menos injustiças e sobrancerias? Sempre que um homem sonha o Mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança. Oxalá.
Eduardo Moreira
Faltam dois minutos para as quatro da manhã, escrevo, não sei o quê, é a mansidão da noite, o cheiro a terra muito molhada, a Lua em quarto minguante, brilhante, lá em cima. As nuvens tem estado meias loucas, desvairadas a descarregar levas de água cá para baixo, é como que querem lavar-nos a mente e a alma. Os campos estão encharcados, aqui no Centro-Sul Alentejano, cheira fortemente a terra molhada, sente-se uma frescura agradável, não é bom para os campos onde não se recolheram os fardos de palha, prejuízo.
Semana de feriados, perda de ritmo? No quotidiano da vida, pasmaceira para alguns, viagens para outros, a continuação da labuta para muitos. Fala-se do Campeonato do Mundo, interessante, o Mundo numa guerra pacífica, de festa onde todos querem ganhar e onde todos ganhamos com o colorido das “armas”, cachecóis, bonés e tudo mais o que a imaginação traz. Esquecem-se por agora, parcialmente, um montão de coisas inquietantes, quando acabará o sofrimento de tantos, que não contribuíram nada para tanto sofrimento?
Por enquanto vamos acompanhando dia a dia os homens de calções dando todo o esforço e entusiasmo para mostrar que o seu País também tem os seus pergaminhos na arte do jogo da bola, começando a verificar-se alguns equilíbrios que são saudáveis, a Angola e tantos outros batem o pé aos historicamente mais fracos. Será que está por aí um começo de menos desigualdades? E menos injustiças e sobrancerias? Sempre que um homem sonha o Mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança. Oxalá.
Eduardo Moreira

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