junho 29, 2006

O que anda por aí


O que anda por aí

1º. O Futebol traz a malta enriquecida, rica de entusiasmo e em expectativa, no fundo somos todos que estamos na guerra em calções, o pelotão da frente está a fazer desgraça aos primeiros inimigos que apareceram, ficaram por terra, vencidos 23 rapazes habilidosos e determinados, não é necessário serem fisicamente fortes como nas antigas batalhas com armaduras e outros artefactos, basta o jeito de saber lidar com a redondinha, e nós temos jeito, bom temos jeito para mais coisas, para acertar o passo, no que diz respeito ao “défit” é que não, lá está a EU onde pertencemos, sendo dos primeiros. Mas contas não é connosco definitivamente, mas os nossos da bola põem a cabeça em água às grandes potências. No Sábado dia 01 de Julho aí está o País inteirinho a enviar pensamentos positivos para os nos 23 mais o brasileiro que também tem jeito p´ra arte da guerra em calções. Anda aí Filipão mais os portugas.

2º. Os nossos irmãos lá do outro lado do Mundo, Timor-Leste, estão divididos, uns querem a Fretilin, o partido em maioria outros são contra, os mais velhos querem que prevaleça um primeiro-ministro arranjado à pressa outro querem que se vá ao fundo da questão, ou seja dissolução do parlamento e arrancar do zero, ir a novas Eleições. Terá que ser, talvez assim dado que com remendos também não se chega lá, mas para isso têm de se acalmar e aceitar o que sais das eleições livres, ou seja a voz do povo.

Parece-me que houve falta de tino e não só por parte do governo que estava e de outras forças que já estão sobe detenção em casa. Não gostei nada do que se passou e aquela loucura de despedir os militares foi de bradar aos céus, eu até senti um arrepio na espinha quando li essa notícia, estava-se mesmo a ver o que aí vinha. Depois detestei aquela intervenção da Austrália, que, parecia tudo menos ajudar Timor-Leste, uns crápulas.

3º. Palestina e Israel, que turma meu Deus, se um diz mata o outro diz esfola. Ora agora matas ora agora mato eu. Os Israelitas têm um cidadão seu (jovem de 19 anos) capturado pelos Palestinianos, que ameaçam matar, vai daí Israel pega na sua forte artilharia (tanques mais que muitos) aviões, mísseis etc. têm tanto material que até fazem uns raides à Síria, parando mesmo sobre a cabeça dos Sírios até estes fazerem disparos anti aéreos. Eles não se entendem e ninguém sabe como é que isto vai parar. Como na guerra dos calções não é de certeza, aqui, acabam todos suados, mas não morre ninguém, bebem-se umas cervejas (mais aqueles que ganham) e passa à história, amigos como dantes. Há, e não destroem pontes nem centras eléctricas.

Já agora. Que ganhem os nossos. Bora neles.

Eduardo Moreira

junho 28, 2006

O VIANDANTE de Carlo

O VIANDANTE de Carlos de Oliveira

Trago notícias da fome
Que corre nos campos tristes:
Soltou-se a fúria do vento
E tu, miséria, persistes.
Tristes notícias vos dou:
Caíram espigas da haste,
Foi-se o galope do vento
E tu, miséria, ficaste.
Foi-se a noite, foi-se o dia,
Fugiu a cor às estrelas:
E, estrela nos campos tristes,
Só tu, miséria nos, velas.  








junho 27, 2006

Grândola - Esposição de Trapologia

Grândola - Esposição de Trapologia
Autora: Helena Chainho, Artista com Grândola e o Alentejo no Coração
Pelos campos, manhã cedoPisando a geada fria,Pensando na fantasia,No direito à liberdade,Recusando a caridade,Cantando com emoção,Sem matar a ilusão,A vontade de querer,E a vontade de viverEu trago no coração. Da terra que me deu vida,De tão bela natureza,De tão selvagem belezaQue não se pode esquecerQue tudo dá para comer,Onde o silêncio é saudadeOnde a paz e a lealdadeSão fortunas de valor,São primaveras em flor,Terra da fraternidade Entre planície e montado,Adiando o que é urgente,Do direito que se sente De ter algo para comer,Onde tanto há por fazer,Tanta terra p´ra dar pãoDe doer o coraçãoPor tudo quanto morreuO povo jamais esqueceuLá diz a velha canção

junho 26, 2006


Portugal e o Futebol

Vá lá andamos todos contentes, dá para esquecer outros males, vibrei muito com o jogo e com o resultado, são agora as nossas guerras de calções e são também as nossas ilusões, somos um País pobre, temos por este rectângulo fora e ilhas muita gente sem saber como educar os filhos e com razão, muitos e muitos também não tiveram tempo de aprender e saber o que é uma nação onde toda a gente vive a valer e não se sente humilhado por ter de ir para essa Holanda ou Inglaterra e França e para mais longe, já que cá morria-se e morre-se de miséria.

Temos a nossa Pátria no coração, não há um pingo de divisão de norte a sul e Ilhas, bom as ilhas, se as coisas não melhoram, às tantas, largam o Continente e governam-se melhor sozinhas e estão no seu direito, toda a gente quer viver melhor, para empatas já basta.

Nós gostamos muito de futebol e de muitos outros desportos também, somos bons nisso, e agora envoltos na alegria e arte dos irmãos brasileiros ainda mais, mas digo eu, todos esses procuram também quem lhes encubra e alivie as feridas e a miséria como o Gana, o Equador, México, Ucrânia, Brasil etc. e pronto assim se vai vivendo bem mal para os menos afortunados, porque a fina flor, essa vive muito bem e sentem-se confortáveis. Mas a vergonha é para todos.

Se assim não fosse, senhores com “tiques” do Império, teriam de saber que o País é de todos e prioridade primeira teria sido tirar as rendas dos punhos e pedalar para apanhar aqueles que souberam, tiveram a inteligência de saber que a Pátria deles e a de todos os Portugueses só realmente é uma Nação digna se o seu povo, todinho, não for iletrado, mantido no obscurantismo o povinho, inchando assim os apinocados e pirosos.

A hora é de arregaçar as mangas e não recuar um milímetro perante os desafios que temos pela frente, o nosso belo futebol afaga-nos a alma mas já chega de mesuras não vamos querer que, não mais um português ande desdentado por não ter dinheiro para ir ao dentista, se assim não for, não somos uma Pátria somos um sub País.

Eduardo Moreira

junho 23, 2006

Timor-Leste


  • Timor-Leste

    Chegam-nos notícias da resignação de Mari Alkatiri, e a prisão em casa de Lobato. Ora aqui está mais um passo para que Timor avance na sua afirmação como País, é natural, ou quase natural, que estas coisas aconteçam, não é de um momento para o outro que um País, que sai para a liberdade quando Portugal deixa de ser um País colonialista e abra os braços para todos os Países colonos iniciem a sua nova vida por si próprios.

    É natural que esta nova situação traga muitos problemas, e, para que isso não acontecesse-se, deveria ser um processo pacífico entre o colonizador e os colonizados, o que é extremamente difícil especialmente quando as descolonizações são litigiosas, em guerra, o que não aconteceu, totalmente, com Portugal.

    É uma questão de bom senso e inteligência, o País deveria continuar sob a ajuda dos antigos colonos, sem o disparo de um tiro e continuar com as estruturas antigas, ou seja, continuar tudo com a integração da população em todas as áreas da sociedade, com a máxima de “continuação sem destruição” e especialmente sem a guerra.

    Basta ver o que se passou com as colónias mais poderosas como Angola e Moçambique que se lançaram numa guerra com duas vezes mais a duração das guerras de libertação, causando um enorme atraso e um terrível sofrimento para todo um povo que já há muito tempo merecia um vida uma vida mais digna.

    É claro que isto é a forma mais simplista que pode haver, mas no seu essencial as coisas são simples desde que as pessoas queiram e não se queiram aproveitar das situações especiais, ignorando o sofrimento que daí virá com a arrogância das guerras, conversar entre todos e levar os Países para um vida digna, deveria estar primeiro. Nada de ganâncias.

    Timor passou por uma ocupação do seu território pela Indonésia, cerca de 25 anos, foi guerra, morte e sofrimento, mas desta vez ganhou a razão e a valentia de um povo, o povo de Timor. A valentia dos combatentes e o enorme levantamento internacional liderado sempre por Portugal, levou ao maior sucesso, alguma vez visto na ONU, o Secretário-Geral das Nações Unidas Koffi Annan está sempre a mencionar, com orgulho, esta vitória da razão e da justiça.

    Timor tem estado desde Abril debaixo de mais ameaças à sua sobrevivência e à sua evolução, alguns chegaram a mostrar a vontade em desmantelar um País independente na gulosa ganância de obter mais proveitos. Xanana está lá, com a sua integridade e esta é o força maior que se pode ter. Assim, ninguém vencerá Xanana Gusmão. Viva Timor-Leste viva Xanana Gusmão.

    Eduardo Moreira

junho 20, 2006

Dia internacional do refugiado

Dia internacional do refugiado

A ONU promete manter viva a esperança de refugiados palestinianos
A directora da agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), Karen Koning Abuzayd, se comprometeu hoje, Dia Internacional do Refugiado, a fazer todo o possível para manter viva a esperança dos refugiados da região.
"O Dia Internacional do Refugiado deveria ser também um dia no qual damos nossa palavra às crianças refugiadas da Palestina de que faremos o possível para manter a esperança viva", disse. Koning Abuzayd ressaltou a dignidade e a autonomia como dois objectivos que a UNRWA tenta proporcionar aos refugiados. A agência foi criada em 1949 e actualmente oferece serviços a 4,3 milhões de refugiados em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria. O retorno e a compensação dos refugiados palestinos que saíram ou foram expulsos durante a guerra de 1948 são algumas das soluções para o conflito palestino-israelense. Enquanto isso, habitantes do campo de refugiados de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, demonstraram hoje à Efe pessimismo em relação a seu futuro. Um médico que trabalha para a missão norueguesa da UNRWA em Rafah, que não quis revelar seu nome, comentou que "a situação financeira na Autoridade Nacional Palestina (ANP) também atinge os refugiados que recebem ajuda da UNRWA". "O número de visitas a este centro aumentou, há quatro meses, entre 20% e 30%", disse o médico pediatra, que explicou que isso acontece porque muitos refugiados funcionários do Governo, e que estão sem receber seus salários pela crise financeira, já não vão a clínicas privadas ou hospitais estatais, como faziam antes. Outra situação "moralmente muito difícil para o médico" é a de doentes palestinos que não têm status de refugiados, mas que não encontram os remédios nos centros públicos, recorrerem à UNRWA: "não podemos atendê-los", afirmou o pediatra. Ao contrário do que ocorre nos hospitais da ANP - que dependem de fundos estatais -, a chegada de remédios não foi suspensa nos centros da UNRWA. Em termos gerais o médico também não tem uma visão muito otimista da situação: "ninguém aqui aceita esta situação, mas a vida como refugiado se transformou em uma rotina porque acho que não haverá outra forma de vida para nós". A respeito dos planos, ainda defendidos pelas autoridades palestinas, de exigir o retorno dos refugiados que tiveram de abandonar sua terra, o médico sentencia: "acho que nunca voltaremos, nenhum de nós, ninguém permitirá. Nosso futuro é muito negro, pode-se dizer que não há futuro". Naji Abu Taha, funcionário administrativo de um hospital de Gaza e também refugiado de Rafah, compartilha esta visão. "Tenho seis filhos e espero para eles um futuro melhor, mas dentro de mim, sei que não será assim, que sua situação será mais dura que a minha porque cada vez há mais instabilidade", comentou. Este refugiado, cuja família teve que abandonar a cidade de Bersheva em 1948 antes que ele nascesse, ressalta que "ao problema externo, representado por Israel e apoiado pelos EUA e pela Europa, é acrescentado um problema interno". "Há um ano os soldados israelenses nos matavam, agora nos matamos uns a outros", disse o refugiado em alusão ao conflito entre facções palestinas distintas que foi se agravando desde a chegada do movimento islâmico Hamas ao Governo, em 28 de Março. Mohammed A., um jovem policial do campo de refugiados, contesta: "como o senhor acredita que posso ver meu futuro, tenho 26 anos e só pude sair de Gaza uma vez em minha vida".

Eduardo Moreira

junho 19, 2006


2ª Feira, 19 de Junho de 06

Quente, esta dita feira, será que as coisas se estão a clarificar, como é possível haver em Timor, quem mande matar! Timor-Leste é um País independente, foi uma lição para o Mundo e para aqueles que, pensaram, que podiam anexar uma ex-colónia e ficava por aí, houve muita luta, muito sangue, mas chegou-se lá, ao respeito por um povo, ao respeito pelo ser humano.

A Indonésia também cresceu, está melhor assim, sem o peso de invasor, de massacrar para dominar. A Indonésia é grande e está-se a desenvolver com outro espírito, outra mentalidade e assim será em breve uma potência respeitada.

A Austrália parecia (parece?) que queria (quer?) andar para trás, já só via, ser o Senhor “protector” do petróleo, que já está a beneficiar em grande e crescida ambição, oportunista e hipócrita.
Ai, ai, grande ilha, grande País contem-te. Escusavas de ser alarve e de má educação para com os portugueses que voltaram a pedido de Timor-Leste e só com vontade de ajudar sendo até o melhor doador a Timor-Leste, no início da caminhada como Nação. Vai com calma grandalhão. És novinho não pensas. Arrogante.

Eduardo Moreira

junho 17, 2006

A Alegria do Futebol


A Alegria do Futebol

Dia de futebol, dia de vitória, dois zero contra o Irão. Os iranianos, na primeira parte resguardaram-se na defesa da sua baliza, mas foram-se chegando à frente à medida que o tempo passava, a equipa até é equilibrada mas falta-lhes traquejo e coragem de se lançarem no ataque à baliza adversária.

Quanto à equipa portuguesa, sentiram-se nas nuvens perante uma equipa que se mostrava medrosa perante a outra que é credenciada e tem nomes de “top”. Ainda na primeira parte os Iranianos ousaram avançar no terreno e foram mostrando algum talento envergonhado.

As coisas começaram a ser preocupantes para os portugueses, com os adversários a crescer e a ganhar confiança, até que veio o golo de Portugal, num excelente passe de Figo para Deco que em posição frontal não perdoou e colocou o nosso “team” a vencer, entretanto os Iranianos mostravam uma reacção natural, chegando algumas vezes à baliza contrária com perigo e sentiu-se o fantasma de um empate, o que iria trazer, uma quebra de confiança numa equipa de categoria e classe.

O nível dos portugueses leva-nos a ambições arriscadas, mas o facto de termos grandes nomes, com grande curriculum como: Figo, Deco, Cristiano Ronaldo, R. Carvalho, Miguel, Costinha etc. legitima essa ambição e assim sendo o céu é o limite.

O segundo golo dos portugueses, de grande penalidade, sobre Luís Figo, mais uma vez, trouxe a tranquilidade esperada e assim se chega à passagem directa aos oitavos da final, tendo ainda de fazer o jogo com o México. Em suspenso temos ainda o nosso País Irmão a Angola que, contando com o empate contra o México tem ainda hipótese de continuar em frente, é esse o sentimento de apoio a Angola. Vamos a isso Palancas Negras.

Eduardo Moreira

junho 16, 2006

A noite está linda

A noite está linda, o céu está estrelado, a chuva fez mais uma pausa, os aguaceiros têm sido uma constante desde terça-feira. O trabalho continua nesta sexta-feira, as notícias vão chegando céleres, uma das mais importantes é a entrega das armas através das forças australianas em Tinor, espero que seja honesta esta entrega, não vejo nada de bom pelos lados de Darwin, a Austrália não está neste conflito de boa fé, mas vamos dar-lhe o benefício da dúvida. No início só mostrou uma vontade possessiva de abocanhar o Jovem País, uma vergonha.

Da parte de quem entrega as armas, nada de concreto se sabe. Não há dúvidas de que houve muita negligência e pouco bom senso e inteligência, vamos ver que verdade nos trás o futuro.

A ONU e a EU vão ajudar e tudo se irá recompor, apesar de tão pouco tacto e tantas coisas dúbias, a razão já venceu e voltará a faze-lo.

Entretanto vou olhando para as estrelas neste céu cheio de estrelas brilhando, como que a dar força ao Mundo e à vida, sim porque a vida é o mais belo de tudo, seja em que circunstâncias for, é só apreciar a vida em todo o seu esplendor.

As “lutas” entre os homens em calções num rectângulo a volta de um hectare e com cerca de quarenta e tais mil pessoas a ver ao vivo, os seus, os outros e o todo, aliados a mais cerca de quarentas e tais milhões, esperando que os seus vão até ao fim em Julho e a festa termina, a alegria de quem vence e a satisfação de quem participou, mesmo em casa olhando para o televisor.

Que ganhem os melhores e também os outros que viveram a vida. A vida é o melhor que há. Viva a vida.

Eduardo Moreira

Noite, Chuva e Futebol


Noite, Chuva e Futebol

Faltam dois minutos para as quatro da manhã, escrevo, não sei o quê, é a mansidão da noite, o cheiro a terra muito molhada, a Lua em quarto minguante, brilhante, lá em cima. As nuvens tem estado meias loucas, desvairadas a descarregar levas de água cá para baixo, é como que querem lavar-nos a mente e a alma. Os campos estão encharcados, aqui no Centro-Sul Alentejano, cheira fortemente a terra molhada, sente-se uma frescura agradável, não é bom para os campos onde não se recolheram os fardos de palha, prejuízo.

Semana de feriados, perda de ritmo? No quotidiano da vida, pasmaceira para alguns, viagens para outros, a continuação da labuta para muitos. Fala-se do Campeonato do Mundo, interessante, o Mundo numa guerra pacífica, de festa onde todos querem ganhar e onde todos ganhamos com o colorido das “armas”, cachecóis, bonés e tudo mais o que a imaginação traz. Esquecem-se por agora, parcialmente, um montão de coisas inquietantes, quando acabará o sofrimento de tantos, que não contribuíram nada para tanto sofrimento?

Por enquanto vamos acompanhando dia a dia os homens de calções dando todo o esforço e entusiasmo para mostrar que o seu País também tem os seus pergaminhos na arte do jogo da bola, começando a verificar-se alguns equilíbrios que são saudáveis, a Angola e tantos outros batem o pé aos historicamente mais fracos. Será que está por aí um começo de menos desigualdades? E menos injustiças e sobrancerias? Sempre que um homem sonha o Mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança. Oxalá.

Eduardo Moreira

junho 15, 2006

Díli - Blogs do Público - 15-5-2006


Díli - Blogs do Público - 15-5-2006

Díli continua a ser uma cidade sem ordem e parece estar a ser difícil sair do caos. Na ponte de Comoro estão as forças da Malásia inspeccionando cuidadosamente os veículos que se dirigem para a cidade. Passam revista, perguntam se transportam armas e, às vezes, até pedem os documentos do carro. O esforço é louvável e, se não houvesse quem fugisse da bicha formada pela pertinente actuação dos malaios e atravessasse a ribeira, talvez pudéssemos acrescentar eficiência e eficácia a essa diligência. Assim fica-se com a impressão de que estamos perante uma tarefa incompleta.As ruas da cidade são relativamente estreitas, pelo que em várias delas havia apenas sentido obrigatório para tornar o trânsito mais fluído. Com a confusão, “acabaram-se” os sentidos proibidos que foram simplesmente “esquecidos”, o que obriga a um esforço suplementar de atenção do condutor. Também se poderia pensar que são apenas os “indisciplinados” dos timorenses a virar tudo do avesso. Mas a verdade é que muitos estrangeiros, alguns dos quais em carros oficiais, fazem precisamente o mesmo, desrespeitando e ignorando os sinais de trânsito. Já que a situação está a normalizar-se e a cidade está pejada de homens a pé ou transportando-se de jeep, de camiões e de tanques, não seria altura de se contribuir para a normalização? É que, ainda por cima, essa tarefa não exige dureza, apenas determinação! O mercado de Comoro foi completamente vandalizado. Os sinais da razia estão lá para quem queira ver. Mas, porque a vida continua e é necessário recomeçá-la, multiplicaram-se pequenos bazares de rua um pouco por toda a cidade, em particular nas zonas com maior segurança, embora à multiplicação não corresponda nenhum aumento de compradores. O dinheiro escasseia…A população refugiada continua assustada. A somar à perda de suas casas, como ainda hoje alguém contava, os prevaricadores depois da obra feita fizeram-se refugiados e introduziram-se nos vários campos da cidade, o que, logicamente, não deixa ninguém descansado.Ao desassossego que acompanha uma qualquer conversa, surgiu um dado novo a reter. É que aqueles que se sentiram perseguidos por serem de uma ou de outra zona geográfica do país, começam a pensar que o melhor é regressarem aos seus distritos, contribuindo com o seu trabalho para o desenvolvimento local.Contam-se muitas histórias. Talvez que a cada conto se acrescente um ponto. De qualquer forma, hoje, tal como em 1999, os ingredientes das histórias são os mesmos. Desgraça, morte, fome, doença, intriga, vingança, roubos e destruição são pontos repetidos em todas as histórias. Para além de muita vergonha a que se junta a raiva por se ter desbaratado o capital conseguido durante os longos anos de resistência que fizeram dos timorenses um povo respeitado e admirado em todo o Mundo. A diferença é que, se em 1999 a luta era para se ganhar a independência, hoje existe o sentimento comum do receio da perda de soberania.
Morbidman.blogspot.com

junho 13, 2006


Manobras Políticas Australianas e não só

É com algum alívio que vejo trabalho sério por parte de Portugal, a desenvolver-se, no sentido de pôr alguma justiça nas manobras de absorção e subjugação de Timor-Leste. É vergonhosa a actuação da Austrália, atolada em manobras dos militares, dignas do pior escroque, envergonhando o seu próprio País.

A ganância e a inveja de militares e governo da Austrália, turvam o carácter de um grande País.

Viva Timor-Leste

Eduardo Moreira

junho 12, 2006

Pauleta
O Primeiro Jogo do Campeonato. Angola-Portugal

Foi bom, os jogadores estavam nervosos, não é de admirar. Para já, tratava-se de um jogo com Angola, há aqui muitos sentimentos, lá no fundo, como se costuma dizer, há qualquer a roer, no bom sentido. O sentimento de irmãos. Angola veio de uma devastadora guerra, Angola está a acordar de um pesadelo enorme, Angola sabe que tem um futuro prometedor pela frente e está a arrancar em força.

Há um misto de sentimentos entre Portugal e Angola, uma história, unidos para sempre, não há a mais pequena dúvida, um caminho paralelo, um respeito mútuo.

Portugal também se está a descolonizar de si próprio, a redescobrir-se como um europeu do Atlântico de Africa e do Brasil, marcante no Mundo e virado para uma competição de competências e desenvolvimento de mangas arregaçadas e menos feriados e pirosices.

Temos andado a dormir na forma, ainda sonhando com Império, cheios de tiques e Srs. Doutores, os últimos na fila da EU com um IVA de 21%, o défit a patinar e um ensino desastroso, os professores acham que não têm nada a ver com a desgraça na educação, talvez sejam os marcianos os culpados. Haja profissionalismo e patriotismo.

Eduardo Moreira


junho 11, 2006

Angola-Portugal World Cup. 11 De Junho de 06
Nada fácil a tarefa dos nossos ONZE. Que peso em cima dos ombros, valha-nos nossa Sª. Do Caravágio, são prá aí 10 milhões de almas envoltas em cachecóis, gorros, etc.

Acima de tudo envoltas em patriotismo, querem que a equipa de Portugal ganhe, porque é o nosso País. Estas palavras dizem tudo, dizem que vimos de 1143, século 12, parece que não, mas significa muito, é uma longa História que está incrustada no mais profundo recanto dos nossos genes, sem misturas, genuíno, aqui não há quebras, não há fracturas, não há ses nem meios ses, não há mas nem meios mas, há um bloco rectangular mais as Ilhas, completamente português rijo e firme, completamente inviolável na sua personalidade e na sua diáspora, a alma dum povo só.

É só uma competição desportiva, mas é também uma afirmação de um povo que tem uma grande alma na sua diversidade, no interagir com outro povos, que trouxe novos mundos ao mundo, que faz parte do Mundo num todo, na diversidade que sempre nos caracterizou, nesse descobrir de novos Países e lugares.

No desporto não há inimizades, há muito suor nas competições e no final vêm os apertos de mão, os abraços, os encorajamentos, as camisolas para os espectadores que cantam ou choram e no dia seguinte começa-se a pensar no próximo jogo.

O Desporto é um bom exemplo, porque não segui-lo?.

Eduardo Moreira

junho 10, 2006

Timor-Leste a esfarrapar?


Timor-Leste a esfarrapar?

A Austrália diz que os dirigentes Timorenses não estão capazes de recuperar o controle do País e que a ONU deve tomar o comando do mesmo?.

Os revoltosos continuam a exigir a demissão do Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri?.

As forças “rebeldes” continuam apetrechadas, organizadas e confiantes?.

Tanto puxam pelo Bebé que acabam por o esfrangalhar. Houve 1975, 1999 e agora 2006. O que é preciso é não desesperar, Timor-Leste tem o direito de ser um País independente e vai sê-lo. É uma questão de tempo. Já há um capital de consciência a nível mundial do que se está a passar, as coisas estão cada vez mais claras, ainda se explora a debilidade do País, mas o caminho está traçado, e esse rumo é o da vitória sobre a ganância e a prepotência.

A voz da razão vai bater mais alto, o peso da história e da justiça impor-se-á.
Hoje é o dia 10 de Junho, dia de Portugal e nós e a nossa História está com Timor-Leste para sempre.

Viva Timor-Leste e o seu povo, que merece que o deixem viver.

Eduardo Moreira

junho 09, 2006

Amanhã dia 1o de Junho, dia de Portugal


Amanhã dia 1o de Junho, dia de Portugal
Povos ibéricos pré-romanos. Os nativos da Península Ibérica foram os designados Iberos que, com a invasão dos povos indo-europeus (Celtas) se fundiriam nos Celtiberos. Série História da Península Ibérica
Portugal Espanha Pré-História
Período pré-Romano
Invasão romana
Hispânia: Citerior e Ulterior Lusitânia ;Galécia Bética e Tarraconense ;Cartaginense
Invasões bárbaras: Suevos e Visigodos Domínio árabe Reconquista Reino de Leão
Portucale
Cerca de 10 000 a.C. a Península Ibérica era habitada por povos autóctones que vieram a ser conhecidos como Iberos. Entre eles estão os Tartessos.
Quatro mil anos depois, a região passou a ser habitada por um povo indo-europeu, os
Celtas que coexistiram pacificamente com as tribos Iberas até ao ponto de se fundirem, dando origem aos Celtiberos que se subdividiram em vários povos, como os Lusitanos, os Calaicos ou Gallaeci e os Cónios, entre outras menos significativas, tais como os Brácaros, Célticos, Coelernos, Equesos, Gróvios, Interamici, Leunos, Luancos, Límicos, Narbasos, Nemetatos, Pésures, Quaquernos, Seurbos, Tamagani, Taporos, Zoelas, Turodos. Influências menores foram os Gregos e os Fenícios-Cartagineses (com pequenas feitorias comerciais costeiras semi-permanentes).
Rufio Avieno no seu poema Ode Marítima (século IV d.C.) relata as aventuras de um navegador grego nos finais do século VI a.C., que descreve a existência de várias etnias iberas na costa meridional atlântica que já praticavam a cultura megalítica e seriam, provavelmente, os responsáveis pelo comércio com o atlântico norte — os Estrímnios e os Cinetes (ou Cónios). A junção das tribos iberas e celtas iria ensinar aos primeiros a cultura agrária, que se juntava à vocação marítima dos nativos. São estes invasores, os celtas, os responsáveis pelos sufixos dunuum e briga em nomes de cidades, como Conímbriga (que viria a dar o nome à cidade de Coimbra), ou Miróbriga (Santiago do Cacém), Caetóbriga (Setúbal) e Lacóbriga (Lagos).

junho 08, 2006


Australianos, arrogantes e malcriados

Eles querem arrastar para o seu lado as forças condutoras, supostamente maleáveis, do jovem País que é Timor-Leste, não querem uma situação em que as riquezas em exploração sejam defendidas de forma eficaz, há uma enorme hipocrisia no relacionamento com o jovem e pequeno País, querem abocanhar o máximo ou tudo.

Por essas razões, ficaram possessos com o pedido, por parte de Timor, para que Portugal enviasse forças para Díli. O Primeiro-Ministro australiano, mostrou logo, sem querer, qual era a sua ambição, puxar as brasas todas para os seus interesses, e, viu na presença de Portugal um obstáculo à sua ganância. Não lhes basta terem um continente só para eles, ainda invejam o pequeno País nos seus primeiros passos de independência.

Ficou muito caladinho com a invasão da Indonésia, já sonhava na parceria com a Indonésia. Os pequenos também têm direito a uma vida de sucesso e de conforto. Debitaram um ódio dirigido a Portugal que é completamente incompreensível, sem qualquer razão aparente, a não ser a sua ganância e inveja.

Tanta riqueza e tanta soberba, não deveriam ficar bem perante o Mundo e responder pelos dilates dirigidos a este País com oito séculos de História. Idiotas.

Eduardo Moreira

junho 07, 2006

Timor, ó Timor-Leste


Timor, ó Timor-Leste

Vibrei contigo e vais-te abaixo, não está certo. Ainda és pequenino na tua Independência, não conheces os perigos, as invejas as soberbas, alguns ódios também, mas tu chegas lá oh Timor. O Xanana Gusmão é um líder nato, honesto, sabe ler nas entrelinhas os perigos eminentes. Para ele o Povo está primeiro, como deveria ser com todos os Presidentes ou Monarcas.

A Manifestação Pacífica de ontem em Díli foi um bom indício de como se pode resolver a crise, sem mais desordem e sangue, mas, as coisas ainda estão longe de se alcançar a Paz, diziam eles ontem. Estou muito longe não posso saber tudo, mas, parece que tudo começou com aquela coisa horrível de despedir os militares, como foi isso possível? Para onde os mandaram? Fazer o quê? Que falta de sensibilidade foi essa? Há que arrancar para a estabilização, e não o contrário.

Vão-se os anéis fiquem os dedos mas a estabilização é prioritária, depois vem o ensino o desenvolvimento, o pé calçado ou descalço, mas o essencial tem de estar lá, e, poder fazer vida normal naquele paraíso terrestre. Aquele sol, aquele mar, aquele arvoredo e o escape das Montanhas.
Se alguém falhou, esse alguém tem de se retratar e assumir as suas responsabilidades, contribuindo altruisticamente para se encontrar a solução e a Paz.

É completamente verdade que há muitas diferenças, mas Timor-Leste é só um e tem um futuro de esperança à sua frente para todos usufruírem, do seu próprio País, sem interferência de quem quer que seja, em Timor-Leste quem manda são os Timorenses e mais ninguém. Prá frente Timor.

Eduardo Moreira

junho 06, 2006

O Sr. Jesus Cristo e o resto


O Sr. Jesus Cristo e o resto
Com tantos pontos altos na teia de acontecimentos em volta deste Mundo mediático, competitivo, muito rico e muito pobre, com grandes tecnologias e sofisticações que, talvez 80% do povo no planeta, não faz a mínima ideia de como essas maluquices todas se desenvolvem. Ele são os grandes livros, como o Código Da Vinci, escrito pelo Sr. Dan Brown, logo a seguir veio o filme do mesmo livro, que vi, no passado sábado, o qual está bem feito, talvez um pouco melhor do que o livro, considerando a parte final, onde se encaminha mais para, uma coisa que os católicos como eu, a assunção do ser humano, o Sr. Jesus Cristo, sobrepondo-se ao ser divino, arrastando assim a hipótese de encontrar ainda a sua descendência.

O tal Sr. Povo, aquele que não se pode deitar tarde, porque tem de se levantar muito cedo e trabalhar no duro, obviamente está a Leste destas trapalhadas todas que se passam por esse Mundo fora. Não dá para se esmiuçar em qualquer desses, tais, acontecimentos, que navegam por esses satélites, internetes, blogs, Sites, Televisões, Rádios. Estão lá no outro lado do Mundo e nós aqui a levar-mos com isso tudo, de manhã à tarde e à noitinha. Como é o caso de Timor, que nos toca, cá deste lado.

Estão pegados com eles próprios e depois vêm lá os vizinhos da Austrália, muito solidários a fingir, e querem mandar e abocanhar o Petróleo comum, é deles e dos Timorenses. Já assim era quando a Indonésia invadiu Timor e pronto, estavam a fazer o arranjinho para dividir aquilo a meias. Enfim. Estão brutos e enraivecidos com os portugueses, mas têm que se acalmar, Timor tem uma boa relação com Portugal desde há 500 anos, e, aqueles lorpas até estão enraivecidos por o Português ser uma primeira língua. Lorpas.

Pois é, há tanta confusão por aí que nem vale bem a pena, perder-se muito tempo. Os Americanos, enganaram-se nos cálculos ou nas contas, diziam%2

junho 04, 2006

Apoio Psicológico aos Artistas da Bola


Apoio Psicológico aos Artistas da Bola.

Está por aí alguém em casa? A campanha da Selecção Nacional no Mundial de 2006, que começa daqui a uma semana, está em risco agravado. Ainda ninguém reparou de que o nosso principal maestro está altamente afectado psicologicamente, ou seja Cristiano Ronaldo. O rapaz tem 22 anos, há uns bons tempos que não brilha, a única coisa que brilha á uma manifesta crise de insegurança e irritabilidade.

Os responsáveis da selecção têm de actuar rapidamente e recuperar o nosso principal astro da bola, sem ele a cem por cento, nada feito. Com uns já entradotes, outros sem ritmo de competição. Não prevejo nada de bom, ou até a catástrofe futebolística logo na 1ª fase. O seleccionador parece que também anda nervoso, mostrando alguma grossura em entrevista para o Brasil. Não estamos no Euro 2004, o estado de graça passou. agora as exigências são maiores. Os erros crassos do Seleccionador repetem-se, o espírito de grupo não é o mesmo. Mas ainda pode vir a ser.

A ideia é mesmo essa, é corrigir o que nos escapou por pouco no Europeu, as condições podem estar aí. Para o sucesso há que esquecer a fasquia alta que se criou na competição anterior e ser realista agora, contando com os nossos campeões em diversas frentes. A humildade e unidade, é determinante.

O C. Ronaldo tem de ser recuperado psicologicamente, está a precisar de ajuda e não deve ser preciso muito para o recuperar. Há por aí alguém capaz de perceber a situação? Com 22 anos os namoros são bons mas não antes da alta competição em marcha. Se for caso disso, porque que não levar a namorada ou namoradas para a Alemanha?
É fundamental o apoio psicológico.

Eduardo Moreira

junho 03, 2006

Uma boa relação, o homem, os meninos e o cão.


Uma boa relação, o homem, os meninos e o cão.

No próximo dia 6 de Junho de 06 vai nascer o dia do “canito”, no dia 01 de Junho foi o dia da criança. Muito bem, as crianças são a alegria dos Pais e de todos nós, quer tenhamos crianças ou não. É quem nos motiva para todos os esforços e realizações, no sentido de nada lhes faltar, temos preocupações com a sua saúde com o seu desenvolvimento etc. No fundo é a nossa mais importante tarefa. Nada supera as nossas ansiedades, logo, não há montanhas que não se ultrapassem para que tudo lhes chegue a uma casa condigna, na alimentação, na educação, no vestir etc.

Num mundo tão inseguro como o que estamos a viver, nada está garantido, e tudo tem que estar preparado, para o que der e, vier. Ainda pensando nas crianças, todos sabemos que a educação tem sido uma desgraça. Lembro-me, como exemplo, nos anos 80 em que tinha filhos e sobrinhos na escola e fazia dó que, praticamente todos os dias via os miúdos a voltar para casa logo que chegavam à escola, porque os professores estavam em reunião, ou porque faltavam, montes de desculpas, pelas razões mais diversas, raramente tinham uma semana completa de aulas, lembro-me de uma professora que no início do ano escolar, passou a manhã inteira a dizer e a rebater que não havia tempo para dar a matéria toda!..

Isto vem a propósito da ministra da Educação sair para a rua com uma acusação justa. Logo vieram os sindicatos (Srs. Poderosos) pedir a demissão da Ministra, nunca se ralaram, os sindicatos, com a ineficiência do ensino. É claro que a Sra. Ministra não generalizou, quem tem a consciência tranquila, sabe disso.

É muito grave a falta de profissionalismo dos professores, pois eles sabem, que o ensino é a chave para o desenvolvimento de um País, e quando este já vem de trás com um défit no ensino altamente gravoso, então pior ainda. É por isso que estamos como estamos. Nos anos sessenta ouvi um professor dizer para um aluno “para acartares cal” não precisas de saber muito.

Os Judeus são os mais ricos e desenvolvidos porque, desde o início da religião, todos tinham de saber ler a Bíblia, logo, sabendo ler, estavam na descoberta da vida, das verdades e do saber. A religião católica estava mais preocupada que houvesse quem soubesse pouco, para melhor viver quem estava no Convento e quem queria analfabetos para melhor os explorar. Gostavam muito dos pobres, por isso queriam sempre mais e mais pobres e ignorantes, eles não sabiam que isso devia ser pecado e também não sabiam que isso era pouco inteligente.

Talvez agora seja a hora da verdade e se aprenda a ser inteligente e temente a Deus. Ser
menos egoísta e mais patriota.

Ainda quanto ao dia do cão, dia 6 de Junho, muito bem. Os meus já têm um dia por ano, como dia do cão, eles só querem que os tratemos bem, e a partir daí eles são felizes e mostram muita alegria quando nos vêm, contagiam-nos com a sua cumplicidade e felicidade, na beleza da vida.

A. Eduardo Moreira