maio 17, 2006

Timor-Leste Independente

Timor-Leste Independente

Timor-Leste Independente está a passar uma crise de crescimento. Tudo começou quando demitiram 595 militares, das Forças Armadas Timorenses, até tive um arrepio na espinha quando soube dessa decisão, adivinhava-se logo um montão de problemas, despedir militares e não lhe facilitar condições de vida é suicídio público.

A Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente) no poder desde a independência tem agora que saber ganhar ou perder, o essencial é pôr o País a andar.
O País vai realizar o Congresso com 600 delegados para eleger o Secretário-Geral.

Até ontem, só o embaixador nos EUA e na ONU, José Luís Guterres, tinha apresentado a candidatura a Secretário-Geral (que passa formalmente pela aceitação de que o seu nome seja proposto pelo partido).

Os militares que foram demitidos foram para as montanhas, e, receosos do que pode acontecer, exigem o desarmamento das actuais forças armadas para poderem regressar.
O que se passa é lamentável, creio que houve uma falta de bom senso no relacionamento com os militares, e também alguma desleixo no que concerne ao povo, que continua a viver muito mal.

Penso que não seria difícil ser solidário com o povo e apoiá-lo financeiramente, dado que já começaram a receber as receitas do poço de petróleo, o único já a funcionar, conseguir créditos seria um princípio para evitar as crises e pôr o País a trabalhar na restauração e no estudo etc.

É constrangedor ver este sucesso da democracia, derrapar para conflitos, foi belo demais para isso acontecer. A vitória que foi a Independência de Timor tem muita gente envolvida, a primeira é o próprio povo Timorense, outra será para Portugal e a ONU e o seu Secretário Geral C. Annan.

Abel Ximenes, que se demitiu e afirmou no dia dos violentos confrontos de 28 de Abril que "só um louco investiria em Timor-Leste", foi ontem anunciada a candidatura a presidente do partido do secretário para a coordenação regional da Zona III do Governo de Alkatiri, Egídio de Jesus, ao lado da candidatura a secretário-geral de José Luís Guterres.

Abel Ximenes, com a frase que fez, mostra que há muito que fazer para inverter estado de espírito, e que se devem criar as condições para os investimentos, obviamente bem acompanhados e fiscalizados, abrindo as portas para os Timorenses irem pegando nos seus próprios projectos, alcançando assim o desenvolvimento de todo o Povo de Timor-Leste.


A. Eduardo Moreira.

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