
Selecção Nacional de Futebol em Perigo
Hoje, que é o dia em que F. Scolari vai apresentar os nomes dos escolhidos, ocorre-me algo que me preocupa, ou seja: uma possível falha logo na primeira fase do campeonato.
Isto porque estou a ver um conjunto de factores propícios ao desastre.
1º. O primeiro jogo vai ser com a selecção de Angola, o que nos agrada a todos o facto deste grande País estar pela primeira vez nesta competição Mundial. Porém, este jogo com Portugal pode ser uma armadilha natural, ou seja, há aqui um jogo de “quase irmãos” e ainda por cima, com a catalogação de fácil para as nossas cores, ora isto pode levar a uma desagradável surpresa para nós. Ninguém consegue alhear-se a uma toda sensibilidade que só não atingiria um robot, os angolanos estão nisto pela primeira vez e têm montões de razães para entregarem toda a alma e o resto, pelo seu próprio País e para mostrar capacidade, frente ao irmão mais velho. Por outro lado os manos mais velhos, apesar do seu profissionalismo e o seu estatuto de vedetas internacionais, terão irremediavelmente algumas quebras de concentração. Quem é que não se lembra do jogo com Angola aqui uns anos atrás? Cuidado.
2º. Seguidamente teremos os Iranianos, são bons jogadores, tem todas as razões do Mundo para darem tudo ao extremo. O seu País está nas bocas do Globo, pelas razões que todos conhecem, (Um político disse que o Irão será proibido de aceder à energia nuclear e enriquecimento de Urânio a bem ou a mal, logo, eles vão jogar a saberem que têm um espada prestes a cair-lhe na cabeça. (não têm nada a perder, só a ganhar).
3º. Aí está o México, com bons jogadores, um grande País também, com os onze que estiverem no relvado a serem capazes do o comer para não saírem vencidos. É um País que, como toda a América do Sul, estão a querer desembaraçar-se de umas quantas teias que os enredam e não os deixam crescer, e desenvolver os seus sofridos países. Logo aí, ninguém pode contar com facilidades.
4º. O último ponto que me leva não estar sossegado é o seguinte: Ficamos em 2º lugar no Europeu de 2004 em casa, logo estamos com a fasquia alta, há uma certa autoconfiança, perigosa, os jogadores vêm moralizados, inclusivamente muitos acabaram de ser campeões, há o fenómeno Mourinho, tudo isto pode trazer rasteiras, alguma polémica com as escolhas das selecções, tudo isto pode ser um encalho no esquema.
4º. O Seleccionador andou por aí um pouco embrulhado com uns acenos de Inglaterra (talvez bluff), um tanto arrogante e com as casmurrices do costume. Em 2004 no Europeu, não quis aproveitar um guarda-redes que vinha de conquistas europeias, estando no melhor de toda a sua carreira, mas não isso deita-se para as urtigas, não quero saber disso para nada, quem sabe a casmurrice e a arrogância levou-nos “quiçá” a perder o Europeu. Gosto do Ricardo é excelente, mas naquela altura era o 2º. Melhor. Não acredito que ele falhasse aquele golo com a Grécia.
Ainda sobre o seleccionador, as coisas podem ser diferentes agora, pois é o segundo mandato, vai sair, é obvio que quer fazer o seu melhor, mas, talvez lhe vá faltar o que teve de melhor em 2004, a áurea motivadora e união, que tão bem sabe incutir nos jogadores.
Podia ter esperado pelo jogo da final da Taça, para decidir sobre o jovem Quaresma, mas, mais uma fez orelhas moucas, Quaresma foi fundamental nas vitórias do FCP, mas o Sr. Scolari preferiu envia-lo, desmotivado para a selecção de sub-21. Cabeça dura.
A. Eduardo Moreira
Isto porque estou a ver um conjunto de factores propícios ao desastre.
1º. O primeiro jogo vai ser com a selecção de Angola, o que nos agrada a todos o facto deste grande País estar pela primeira vez nesta competição Mundial. Porém, este jogo com Portugal pode ser uma armadilha natural, ou seja, há aqui um jogo de “quase irmãos” e ainda por cima, com a catalogação de fácil para as nossas cores, ora isto pode levar a uma desagradável surpresa para nós. Ninguém consegue alhear-se a uma toda sensibilidade que só não atingiria um robot, os angolanos estão nisto pela primeira vez e têm montões de razães para entregarem toda a alma e o resto, pelo seu próprio País e para mostrar capacidade, frente ao irmão mais velho. Por outro lado os manos mais velhos, apesar do seu profissionalismo e o seu estatuto de vedetas internacionais, terão irremediavelmente algumas quebras de concentração. Quem é que não se lembra do jogo com Angola aqui uns anos atrás? Cuidado.
2º. Seguidamente teremos os Iranianos, são bons jogadores, tem todas as razões do Mundo para darem tudo ao extremo. O seu País está nas bocas do Globo, pelas razões que todos conhecem, (Um político disse que o Irão será proibido de aceder à energia nuclear e enriquecimento de Urânio a bem ou a mal, logo, eles vão jogar a saberem que têm um espada prestes a cair-lhe na cabeça. (não têm nada a perder, só a ganhar).
3º. Aí está o México, com bons jogadores, um grande País também, com os onze que estiverem no relvado a serem capazes do o comer para não saírem vencidos. É um País que, como toda a América do Sul, estão a querer desembaraçar-se de umas quantas teias que os enredam e não os deixam crescer, e desenvolver os seus sofridos países. Logo aí, ninguém pode contar com facilidades.
4º. O último ponto que me leva não estar sossegado é o seguinte: Ficamos em 2º lugar no Europeu de 2004 em casa, logo estamos com a fasquia alta, há uma certa autoconfiança, perigosa, os jogadores vêm moralizados, inclusivamente muitos acabaram de ser campeões, há o fenómeno Mourinho, tudo isto pode trazer rasteiras, alguma polémica com as escolhas das selecções, tudo isto pode ser um encalho no esquema.
4º. O Seleccionador andou por aí um pouco embrulhado com uns acenos de Inglaterra (talvez bluff), um tanto arrogante e com as casmurrices do costume. Em 2004 no Europeu, não quis aproveitar um guarda-redes que vinha de conquistas europeias, estando no melhor de toda a sua carreira, mas não isso deita-se para as urtigas, não quero saber disso para nada, quem sabe a casmurrice e a arrogância levou-nos “quiçá” a perder o Europeu. Gosto do Ricardo é excelente, mas naquela altura era o 2º. Melhor. Não acredito que ele falhasse aquele golo com a Grécia.
Ainda sobre o seleccionador, as coisas podem ser diferentes agora, pois é o segundo mandato, vai sair, é obvio que quer fazer o seu melhor, mas, talvez lhe vá faltar o que teve de melhor em 2004, a áurea motivadora e união, que tão bem sabe incutir nos jogadores.
Podia ter esperado pelo jogo da final da Taça, para decidir sobre o jovem Quaresma, mas, mais uma fez orelhas moucas, Quaresma foi fundamental nas vitórias do FCP, mas o Sr. Scolari preferiu envia-lo, desmotivado para a selecção de sub-21. Cabeça dura.
A. Eduardo Moreira

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