maio 07, 2006

Bolívia

O Folhetim do Gás e do Petróleo da Bolívia (3)

Este folhetim tem já características novelescas insinuando outros envolvimentos e outros objectivos, Evo Morales afirma que agiu em nome da dignidade, ou seja, devolver ao povo os seus recursos naturais e seguidamente a nacionalização dos recursos minerais e florestais e, no fim talvez a divisão da terra. A população maioritariamente índia e maciçamente pobre, espera uma redistribuição de riqueza.

As nacionalizações têm vindo a crescer, os países do Médio Oriente nacionalizaram os seus hidrocarbonetos após os “choques petrolíferos” de 1967 a 1973. A Arábia Saudita nacionalizou a Aramco em 1976, aliás a Bolívia também já o fez por duas vezes. Não há dúvida que as coisas não estão fáceis, pois, tendo as maiores reservas de gás da América do Sul, não têm o seu escoamento pelo mar. O que traz muitas dificuldades logísticas, a Petrogas do Brasil terá sempre um importante papel a desempenhar, negociando.

Esta decisão de Morales tem outras ambições para além de um mero acordo de preços com o Brasil e outros. Há uma maioria índia que sempre esteve excluída do sistema político e estas coisas não se podem nem devem eternizar, estamos em tempos de democracia, com as exigências e cuidados que se impõem.

Os dados estão lançados, há que os saber ordenar, Lula da Silva, Morales, Hugo Chavez, Michelle Bachelet, O Uruguaio Tabaré Vazquez, o Argentino Néstor Kirchnér, quiçá Fidel de Castro?. Será que a América Latina se vai unir de uma vez? Ou não vão encontrar um modelo que sirva todos, quando todos o precisam desalmadamente.

A. Eduardo Moreira

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2 comentários:

JFMN disse...

Morales é genuíno. É isso que o distingue de quem o não compreende.

JFMN disse...

Evo Morales é autêntico, nisso se distinguindo dos que não o compreendem. Et pour cause.