maio 04, 2006

Bolívia, um acto de soberania

O Povo da Bolívia vive muito mal, especialmente o indígena. O País é o segundo maior produtor de Petróleo da América Latina e o primeiro na produção de Gás, logo, dadas as carências alarmantes destas pessoas, ao ouvirem falar destas riquezas, ficam com água na boca como se tratasse de uma esperança, talvez remota, de verem uma luz no fundo do túnel com esperanças que as coisas melhorem.

Talvez as pessoas que lutam dia a dia pela sobrevivência, não tenham a noção, para onde vão estas riquezas, dado que a eles nada chega de mudança. Porém o Presidente da Bolívia, Evo Morales, chateou-se com aquilo e deu um murro na mesa, está farto de intermediários, estes, que ficam sempre com o maior parte do bolo.

Estão lá a “dar apoio ao desenvolvimento” O Brasil, (Petrobrás), a Espanha (Repsol YPF), a Argentina etc. O certo é que a Bolívia agradece muito os apoios mas, primeiro tem de estar o seu próprio povo e a seguir estão os outros.

Sapatero ficou um tanto preocupado inicialmente mas logo achou que o assunto “será resolvido mediante “um esforço político e diplomático”.
Lula da Silva também amenizou o problema e disse “foi um acto de soberania” mas a preocupação é muita, dados os altos montantes e empreendimentos, que estão em jogo.

Morales deu um sinal de que as coisas têm de mudar mesmo e não vai lá com “paninhos quentes” deu 180 dias às Empresas para se adaptarem às novas regras, caso contrário têm de abandonar o País.

Têm uma reunião agendada onde estará Hugo Cháves… entretanto Evo Morales não perdeu tempo e mandou a tropa ocupar todas as instalações.

Será que esta a chegar a hora da verdade e as assimetrias têm que se esbater.

O seu ao seu dono.

A. Eduardo Moreira

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