V.P.V. Contra o Mundo, 28-05-06
A heresia está implantada, mas não é bom. A turma não entende a razão da existência da Igreja, talvez tenha ficado mais baralhada com o livro de Dan Brown, o Código Da Vinci. Eu li o livro e não me acrescentou nada, estou de acordo com algumas insinuações, que não vou aqui dizer quais são, cada um que interprete o que a sua alma ou a inteligência descortinar.
Quando Ratzinger substituiu João Paulo II, foram fortes as vozes apreensivas sobre o seu alegado conservadorismo, pois, parece que estavam à espera de alguém que sentado na cadeira Papal fosse assistindo impávido e sereno ao desmembrar da Igreja e concorrer para a heresia populista arrastando a moral e os valores da dignidade para o “quanto pior melhor” agora que em certos aspectos se chegou a um “top” em que já, quase, não é necessária uma Igreja severa e feroz, não expansionista e suave.
É interessante toda trama histórica que se encontra no livro, foi um sucesso de vendas, tudo bem, escrevi sobre os envolvimentos uns “posts” atrás, uns pensamentos muito “naifs” nem podia ser outra coisa, mas para mim o importante é, e sempre foi a força e o ânimo que nos dá a Igreja, a religião, a nossa humanização.
Quando era miúdo, até aos treze anos, frequentei bastante a Igreja, acho que apanhei a sua essência logo nessa idade, mas aconteceu algo que me levou a deixar de frequentar as práticas religiosas e curiosamente o responsável pelo meu abandono da frequência nas práticas religiosas na Igreja foi um Padre, que, como ser humano que é, foi injusto e quase violento comigo.
Nunca mais assisti a uma missa, ou uma ou duas vezes desde os treze anos. Mas, isso não alterou nada em mim, pois, passado pouco tempo, nem estava zangado com o Padre nem constrangido pelo abandono da prática católica.
As coisas foram ficando muito claras na minha cabeça e sem dúvidas sobre a existência da Religião e a influência positiva que exerce nas pessoas nos bons e maus momentos, é essa a sua missão, independentemente das terríveis práticas que noutros tempos eram exercidas pelos Papas, Cardeais, Bispos ou Padres. Isso não mexe absolutamente nada com a religião ou a Igreja são coisas diferentes, o espírito religioso é que conta.
Às vezes, as pessoas estão bastante doentes e os “médicos” receitam, fortes doses de, por exemplo, antibióticos, metaforicamente falando claro, mas esquecem-se de lhe ir reduzindo a medicação, não sei porquê, o que leva as pessoas a nunca se curarem, o que é mau e Deus não deve gostar disso.
A. Eduardo Moreira