maio 30, 2006




Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

maio 29, 2006


A Saga de Timor-Leste ainda não acabou

As notícias chegam-nos todos os dias, quando se esperava que agora tudo seriam boas notícias, inclusive o facto de terem começado a receber as tranches do primeiro poço de petróleo. Infelizmente as coisas complicaram-se. Também não será de admirar, pois o País tem muitas diversidades, deste as etnias assim como a forma como vivem, estando a maior parte a viver no limite da sobrevivência.

Estão ainda a adaptar-se às novas regras de um País independente. Há depois o factor de quem governa, a tendência é, sempre, nos primeiros anos, a de ganharem os que lutaram pela independência e expectacularmente, depois de 25 anos, ter-se concluído com um sucesso enorme.

Os desafios agora são outros, é preciso saber gerir a reconstrução de País e entender o povo e dar-lhe tempo para outros desafios e lutas de desenvolvimento. O despedimento de militares foi desastroso. Atenção ás sensibilidades.

Depois do Congresso, as coisas não acalmaram, hoje há um Conselho de Estado, Xanana assumiu o Comando das Forças Armadas e tudo leva a crer que as coisas vão mudar para melhor.

Senti um arrepio quando ouvi a notícia do afastamento de militares (horrível) depois achei estranho não ver Xanana envolvido no processo. O bom senso do Presidente, as ajudas e o passar de algum tempo, tudo se resolverá com as próximas eleições, sendo estas realmente democráticas e escolhendo, mesmo os melhores.

Todos os portugueses estão ao lado de Timor-Leste em qualquer circunstância.

A. Eduardo Moreira

Da Vince

V.P.V. Contra o Mundo, 28-05-06

A heresia está implantada, mas não é bom. A turma não entende a razão da existência da Igreja, talvez tenha ficado mais baralhada com o livro de Dan Brown, o Código Da Vinci. Eu li o livro e não me acrescentou nada, estou de acordo com algumas insinuações, que não vou aqui dizer quais são, cada um que interprete o que a sua alma ou a inteligência descortinar.

Quando Ratzinger substituiu João Paulo II, foram fortes as vozes apreensivas sobre o seu alegado conservadorismo, pois, parece que estavam à espera de alguém que sentado na cadeira Papal fosse assistindo impávido e sereno ao desmembrar da Igreja e concorrer para a heresia populista arrastando a moral e os valores da dignidade para o “quanto pior melhor” agora que em certos aspectos se chegou a um “top” em que já, quase, não é necessária uma Igreja severa e feroz, não expansionista e suave.

É interessante toda trama histórica que se encontra no livro, foi um sucesso de vendas, tudo bem, escrevi sobre os envolvimentos uns “posts” atrás, uns pensamentos muito “naifs” nem podia ser outra coisa, mas para mim o importante é, e sempre foi a força e o ânimo que nos dá a Igreja, a religião, a nossa humanização.

Quando era miúdo, até aos treze anos, frequentei bastante a Igreja, acho que apanhei a sua essência logo nessa idade, mas aconteceu algo que me levou a deixar de frequentar as práticas religiosas e curiosamente o responsável pelo meu abandono da frequência nas práticas religiosas na Igreja foi um Padre, que, como ser humano que é, foi injusto e quase violento comigo.

Nunca mais assisti a uma missa, ou uma ou duas vezes desde os treze anos. Mas, isso não alterou nada em mim, pois, passado pouco tempo, nem estava zangado com o Padre nem constrangido pelo abandono da prática católica.

As coisas foram ficando muito claras na minha cabeça e sem dúvidas sobre a existência da Religião e a influência positiva que exerce nas pessoas nos bons e maus momentos, é essa a sua missão, independentemente das terríveis práticas que noutros tempos eram exercidas pelos Papas, Cardeais, Bispos ou Padres. Isso não mexe absolutamente nada com a religião ou a Igreja são coisas diferentes, o espírito religioso é que conta.

Às vezes, as pessoas estão bastante doentes e os “médicos” receitam, fortes doses de, por exemplo, antibióticos, metaforicamente falando claro, mas esquecem-se de lhe ir reduzindo a medicação, não sei porquê, o que leva as pessoas a nunca se curarem, o que é mau e Deus não deve gostar disso.

A. Eduardo Moreira

maio 25, 2006

Sanções e mais Sanções

 

Eles aí estão, a Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia estão mais próximo de um compromisso sobre a aplicação de sanções ao Irão pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

Aqui, a uns anos atrás, usava-se e abusava-se de castigos físicos aos meninos e às meninas, quando eles ou elas se portavam mal. Ora, parece que há ainda quem pense que se pode usar esse método para resolver coisas bastante graves e complexas. Será que não é compreensível de que essas coisas já não se resolvem pela força, por mais força que se tenha.

 

Uma frase simbólica que apareceu há quase um mês atrás: Eles serão impedidos de produzir armas nucleares a bem ou a mal. (USA); Nós continuaremos a usar a

Eliminação selectiva. (Israel).  E esta?     


De onde lhes vem esta arrogância? E desfasastes. Não se pode estar a humilhar mais Países como Irão e tantos outros. São seres humanos, tal qual como os outros e tem direito a ter, os outros (até vizinhos) têm. Não é com sobranceria que se resolvem estes problemas. Eu gosto muito dos EUA, já lá vivi quatro anos, as coisas estavam muito mais calmas por lá, foi antes do 11 de Setembro 2001.

 

Estava eu em Paris quando se deu o “September Elevan”. A minha primeira reacção foi pensar na Palestina, pois estava (como sempre) sobre enorme pressão. Vi logo o rol de desgraças (incluindo para os EUA) que por aí vinham, fartei-me de dizer e escrever que não de devia retaliar nos mesmos termos desse inimigo, que não se sabia onde podia estar, o teria feito. Os EUA deveriam ter dado uma lição equiparada à sua grandeza e a tantas coisas que Mundo aprecia naquele grande e belo País, mas não fez, desceu do seu nível para o nível dos que estão e estavam. Humilhados.

Venham com as sanções, ou pior, a bem ou mal.

 

A. Eduardo Moreira                

maio 24, 2006

Timor-leste. Atingi um

Timor-leste. Atingi um

 

Não há dúvida de que a crise que atravessa o Jovem País independente, não é coisa que de ânimo leve, alguém pudesse esperar, depois de uma jornada tão emocionante como a sua chegada a independência, tendo sido um exemplo para o Mundo e orgulho para vários países e pessoas.

 

Está na cara que, apesar da complexidade do País, era (é) possível contornar todos os obstáculos com uma boa dose de bom senso. O erro principal foi a história da despensa de 591 militares, não importa se eram disciplinados ou não, importante era mantê-los nos seus postos e dar-lhes tempo para se integrarem na nova Nação.

 

Com certeza que o mesmo se devia usar no mundo diferente que por outro lado, outros viam de forma diferente o seu País. Talvez todos o amassem com a mesma a intensidade, mas num País há várias correntes de opinião.

 

Impunha-se aceitar bem todos e esperar que Timor se fosse também transformando e, desde logo todos tivessem a sua vida com condições, para sentirem o seu País erguer-se para a vida numa comunhão de cidadãos de Timor-Leste Livre e Independente.

 

Ainda estão muito a tempo. Bom senso. Viva Timor-Leste.

 

A. Eduardo Moreira          

 

 

Sub 21 dobrados pelos Franceses

Sub 21 dobrados pelos Franceses

 

Excelente a organização da equipa francesa, também bons os jovens jogadores franceses. Está aí um bom futuro para o futebol francês que anda um pouco por baixo.

 

Em relação aos nossos esforçados, acho que estiveram apáticos, seja, jogaram sem alma, sem uma reacção mostrada. Foi assim, um jogo que, eles pensaram, mais cedo ou mais tarde o golo aparece. Não apareceu porque não houve vontade, daquela que, quando se quer tem-se. Se esperam que as coisas lhe venham do céu, podem esperar sentados.

 

Estávamos a jogar em casa, devia de ter havido aí um pequeno sinal se “raiva”.

Será que todos queriam ser chamados ao Mundial na Alemanha? Creio que com um pouco de determinação, para além de um jogo em que as coisas acontecerão para o nosso lado !!! .

 

Pode ser assim, mais a mais quando se sabe que temos excelentes jogadores nos Sub 21 e se não aproveitamos agora a marcar pontos, fazer história, nesta onda de muito boas equipas, pode acontecer que se passarão muitos anos, numa média mais baixa, as oportunidades de se estar no “top” não se podem desperdiçar. 

Ainda estão a tempo. Mais garra.

 

 

A. Eduardo Moreira

 

 edumor.aemm@blogger.com

maio 22, 2006

América do Sul - uma só grande e bela


Folhetim Bolívia e a esquerda
Estão destroçados os Sul-americanos, as coisas para aqueles lados não são de favor, será que não deviam unir-se, fazer como os Norte-americanos, têm tantos recursos, não é mal nenhum aprender com os outros. Todos fortes, todos ricos. Não é necessário começar a produzir armas sofisticadas, quem sabe, podem dedicar-se a criar riqueza e não dispersar os recursos.
Só se fala numa união à esquerda para terem mais força e imporem-se aqueles que querem usar a seu bel-prazer aquilo que não é deles. A América do Sul devia juntar-se toda no mesmo objectivo crescer, desenvolver. Começar a ter vergonha de tanta desigualdade de tratamento e condição de vida. Não devia ser necessário, mais guerras.
Desenvolvam os campos e as riquezas naturais. Escolas por todo o lado numa América do Sul única. Dois partidos chegam.
Dispam as roupas dos poderosos..? Vistam só roupas e distribuem, todos são Sul- Americanos e todos querem ter uma casa condigna.
A. Eduardo Moreira





Selecção Nacional e os gorditos

A Selecção diz que esta é que está melhor, pois, facilitem e vão ver, estou em crer que vai ser uma desgraça, a motivação deste ano não é mesma de 2004. Estávamos mesmo envolvidos até ao fundo da alma. Era cá, tínhamos um treinador campeão mundial, fez um erro crasso, o que nos pode ter custado ficar em segundo, quando tivemos todas as condições e o seleccionador foi casmurro, para mostrar quem manda (que sisma que ele tem) insistiu no Ricardo, ignorando, pouco inteligente, a alta moral em que estava Baía, campeão europeu, é pedra mesmo.

Estou a escrever isto porque estou convencido de que, se não houver um vaga de fundo regressamos a casa sem aquecer o lugar. O Seleccionador voltou a ignorar quem está melhor. Tem três gorditos, Miguel, Maniche e Costinha. Não têm tempo para recuperar. Estão são ritmo de jogo.

Depois do quase sucesso de 2004, está tudo com fasquia alta e vai ser uma desilusão, as equipas da primeira fase são esguias não se sabe o que acontece, vamos passar do 80 para o 8. O Futebol é a única coisa que nos puxa para cima, mas podemos preparar-nos para o pior, dada a onda negativa que anda no ar.

Estas palavras são mesmo para prevenir. O Seleccionador já não tem que se preocupar com o futuro, está traçado, logo já não está aí a mística da Europa que houve em 2004, os jogadores precisam de uma exorcização, assumir que vem aí o fracasso se não se transfigurarem e isso tem que ser assumido já. Para os jogos amigáveis tem de haver mais inteligência e menos esforço físico, pensem que se estão a preparar para a grande competição, com todos os pormenores estudados. Cuidado com os jogos de preparação nada de derrotas sem excesso de esforço. Nada de facilidades.
A. Eduardo Moreira

maio 19, 2006


Timor – Mari Alkatiri elege combate à pobreza como causa nacional
Gosto muito de Timor-Leste, porque estive lá durante alguns meses, junto a Atauro, isto no ano 1975, precisamente, quando as forças da Indonésia entraram em Díli com muitas armas e bagagens. Era uma força militar enorme, começaram a bombardear a zona de Díli através de navios de guerra, a ideia era abrir caminho para a invasão terrestre. Ninguém na zona poderia impedir a o ataque.

Obviamente, os militares timorenses refugiaram-se nas montanhas, eles sabiam que ali era o seu santuário, ali quem brincava era os de lá. Para nós portugueses houve sempre a sensação (eu tive, fortemente) de que aquilo que se estava a passar, já não era nos tempos das invasões, e vencia do mais forte e pronto.

Estávamos em 1975 o Presidente do EUA era Gerard Ford, que, deu luz verde aos Indonésios, era juntar tudo na outra parte, Timor Ocidental e com certeza cheirava-lhes ali o petróleo. O Presidente da Indonésia era o General Suhartto, achava, aquilo, muito normal, claro, ainda estava nas antípodas da civilização.

Mas a tal sensação que estava na maioria dos Portugueses era a de que, a razão estava do nosso lado e nem Portugal nem o mundo poderiam tolerar tais invasores. Na ONU esteve lá sempre, nos mapas do Globo Timor-Leste Colónia Portuguesa, coisa que eu, privilegiado, pude constatar isso vinte anos mais tarde, em 1995.

Recordo-me da revolta que senti, embora as coisas estivessem já a ser tratadas e pressionadas na ONU e na Indonésia com muito empenho e competência. Muitos interveniente, como: Jaime Gama, António Guterres, Durão Barroso, Jorge Sampaio, etc. Clinton com alguma pressão actuou, ouvi alguma direita dizer que não havia nada a fazer, estava perdido.

Nos tempos de 1999, já com Habib no poder, no meio da matança, os militares da Indónesia pressionados para resolver, não se sabe o quê, pediam mais militares, quando o que era imperioso era que eles saíssem de uma vez e acabassem com o flagelo. Sobe forte pressão, a mais importante por parte do Presidente Clinton, Habib autorizou a entrada de militares australianos, consequentemente, a saída dos Indonésios.

Vive este momento ao minuto, lembro-me que foi no dia 11 de Setembro de 1999. Estava num restaurante e sai para a rua, para ouvir no carro, a notícia, que esperava ansiosamente. Os australianos autorizados a entrar era o mesmo que dizer: Timor-Leste renasceu e será independente como merece.

Esta é razão porque senti um arrepio na espinha quando ouvi de Timor, dizer-se que iam despedir os militares e as consequências que isso iria a ter, por favor pensem no povo e avancem, as condições agora já outras, está tudo nas vossas mãos.
Um abraço
A. Eduardo Moreira

maio 17, 2006

Timor-Leste Independente

Timor-Leste Independente

Timor-Leste Independente está a passar uma crise de crescimento. Tudo começou quando demitiram 595 militares, das Forças Armadas Timorenses, até tive um arrepio na espinha quando soube dessa decisão, adivinhava-se logo um montão de problemas, despedir militares e não lhe facilitar condições de vida é suicídio público.

A Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente) no poder desde a independência tem agora que saber ganhar ou perder, o essencial é pôr o País a andar.
O País vai realizar o Congresso com 600 delegados para eleger o Secretário-Geral.

Até ontem, só o embaixador nos EUA e na ONU, José Luís Guterres, tinha apresentado a candidatura a Secretário-Geral (que passa formalmente pela aceitação de que o seu nome seja proposto pelo partido).

Os militares que foram demitidos foram para as montanhas, e, receosos do que pode acontecer, exigem o desarmamento das actuais forças armadas para poderem regressar.
O que se passa é lamentável, creio que houve uma falta de bom senso no relacionamento com os militares, e também alguma desleixo no que concerne ao povo, que continua a viver muito mal.

Penso que não seria difícil ser solidário com o povo e apoiá-lo financeiramente, dado que já começaram a receber as receitas do poço de petróleo, o único já a funcionar, conseguir créditos seria um princípio para evitar as crises e pôr o País a trabalhar na restauração e no estudo etc.

É constrangedor ver este sucesso da democracia, derrapar para conflitos, foi belo demais para isso acontecer. A vitória que foi a Independência de Timor tem muita gente envolvida, a primeira é o próprio povo Timorense, outra será para Portugal e a ONU e o seu Secretário Geral C. Annan.

Abel Ximenes, que se demitiu e afirmou no dia dos violentos confrontos de 28 de Abril que "só um louco investiria em Timor-Leste", foi ontem anunciada a candidatura a presidente do partido do secretário para a coordenação regional da Zona III do Governo de Alkatiri, Egídio de Jesus, ao lado da candidatura a secretário-geral de José Luís Guterres.

Abel Ximenes, com a frase que fez, mostra que há muito que fazer para inverter estado de espírito, e que se devem criar as condições para os investimentos, obviamente bem acompanhados e fiscalizados, abrindo as portas para os Timorenses irem pegando nos seus próprios projectos, alcançando assim o desenvolvimento de todo o Povo de Timor-Leste.


A. Eduardo Moreira.

maio 15, 2006


Selecção Nacional de Futebol em Perigo
Hoje, que é o dia em que F. Scolari vai apresentar os nomes dos escolhidos, ocorre-me algo que me preocupa, ou seja: uma possível falha logo na primeira fase do campeonato.
Isto porque estou a ver um conjunto de factores propícios ao desastre.

1º. O primeiro jogo vai ser com a selecção de Angola, o que nos agrada a todos o facto deste grande País estar pela primeira vez nesta competição Mundial. Porém, este jogo com Portugal pode ser uma armadilha natural, ou seja, há aqui um jogo de “quase irmãos” e ainda por cima, com a catalogação de fácil para as nossas cores, ora isto pode levar a uma desagradável surpresa para nós. Ninguém consegue alhear-se a uma toda sensibilidade que só não atingiria um robot, os angolanos estão nisto pela primeira vez e têm montões de razães para entregarem toda a alma e o resto, pelo seu próprio País e para mostrar capacidade, frente ao irmão mais velho. Por outro lado os manos mais velhos, apesar do seu profissionalismo e o seu estatuto de vedetas internacionais, terão irremediavelmente algumas quebras de concentração. Quem é que não se lembra do jogo com Angola aqui uns anos atrás? Cuidado.

2º. Seguidamente teremos os Iranianos, são bons jogadores, tem todas as razões do Mundo para darem tudo ao extremo. O seu País está nas bocas do Globo, pelas razões que todos conhecem, (Um político disse que o Irão será proibido de aceder à energia nuclear e enriquecimento de Urânio a bem ou a mal, logo, eles vão jogar a saberem que têm um espada prestes a cair-lhe na cabeça. (não têm nada a perder, só a ganhar).

3º. Aí está o México, com bons jogadores, um grande País também, com os onze que estiverem no relvado a serem capazes do o comer para não saírem vencidos. É um País que, como toda a América do Sul, estão a querer desembaraçar-se de umas quantas teias que os enredam e não os deixam crescer, e desenvolver os seus sofridos países. Logo aí, ninguém pode contar com facilidades.

4º. O último ponto que me leva não estar sossegado é o seguinte: Ficamos em 2º lugar no Europeu de 2004 em casa, logo estamos com a fasquia alta, há uma certa autoconfiança, perigosa, os jogadores vêm moralizados, inclusivamente muitos acabaram de ser campeões, há o fenómeno Mourinho, tudo isto pode trazer rasteiras, alguma polémica com as escolhas das selecções, tudo isto pode ser um encalho no esquema.

4º. O Seleccionador andou por aí um pouco embrulhado com uns acenos de Inglaterra (talvez bluff), um tanto arrogante e com as casmurrices do costume. Em 2004 no Europeu, não quis aproveitar um guarda-redes que vinha de conquistas europeias, estando no melhor de toda a sua carreira, mas não isso deita-se para as urtigas, não quero saber disso para nada, quem sabe a casmurrice e a arrogância levou-nos “quiçá” a perder o Europeu. Gosto do Ricardo é excelente, mas naquela altura era o 2º. Melhor. Não acredito que ele falhasse aquele golo com a Grécia.
Ainda sobre o seleccionador, as coisas podem ser diferentes agora, pois é o segundo mandato, vai sair, é obvio que quer fazer o seu melhor, mas, talvez lhe vá faltar o que teve de melhor em 2004, a áurea motivadora e união, que tão bem sabe incutir nos jogadores.
Podia ter esperado pelo jogo da final da Taça, para decidir sobre o jovem Quaresma, mas, mais uma fez orelhas moucas, Quaresma foi fundamental nas vitórias do FCP, mas o Sr. Scolari preferiu envia-lo, desmotivado para a selecção de sub-21. Cabeça dura.
A. Eduardo Moreira

maio 12, 2006

América Latina – Emancipação económica

Fartos da influência dos EUA, os países da América Latina procuram estreitar laços com a EU. É uma América em mudança que quer ver os seus países na senda da emancipação económica e política e também a autonomia da exploração dos seus recursos de hidrocarbonetos e outros, claro que sempre terá de contar com países, com os quais tem acordos, mas as regras serão sempre do que compra os serviços de terceiros.
Iniciou-se ontem, em Viena a IV Cimeira EU-América Latina e Caraíbas, tendo com protagonista principal o Presidente Venezuelano Hugo Chávez, virando-se para a Europa e especialmente para eles próprios, numa forte tentativa de pegarem nas suas próprias rédias e levar os seus Países ao desenvolvimento e ao fim de atraso e miséria que ainda hoje se faz sentir , especialmente na parte dos nativos.
Há uma forte convergência no espaço da América Latina, no sentido se juntarem as forças e assim mais facilmente rumarem para o desenvolvimento tão merecido, destes povos que têm dentro de si muita alegria de viver e muita música que os envolve nesse grande continente a Sul.
Grandes potências podem e devem emergir, sendo o mais destacado nesse capíitulo o Brasil, que já se pode considerar uma potência clara. Com algum humor Hugo Chaves classifica três Países como sendo o “Eixo do Bem” ou seja Cuba, Venezuela e Bolívia, em contra ponto de vários países no Globo que são titulados.São países como os outros que não podem estar sempre acossados, mas sim chama-los para o diálogo.
O 11 de Setembro do 2001, foi exactamente o estourar de pessoas organizadas, dentro de vários países, muitos, todos “quiçá”, que desenquadrados na sua vivência dia a dia, enfrentando , um modo de vida estranho, dado às suas crenças, aconteceu a tragédia que se catapultou ao tentar-se resolver com as armas.
Mas vamos à América Latina, para além do “Eixo do Bem “ há mais 13 Países da América Latina que terminam o seu mandato este ano ou no próximo e que podem enfileirar com o tal “Eixo”, assim se prevê uma grande convergência, que levará a uma condição única de elevar toda a Améria-Latina ao sucesso esperado e desejado.
São estes os Países que podem incorporar as fileiras: Equador, México, Nicarágua, Colômbia, Peru, Paraguai, Venezuela, Brasil, Cuba, Bolívia, Argentina, Chile e Uruguai.

A. Eduardo Moreira

maio 11, 2006

O Código de Da Vinci ou de Dan Brown

É uma história bem contada, com todos os ingredientes necessários para ter sucesso.
Nos meandros da trama, aparece de tudo, contado ao pormenor, para o leitor poder navegar, sempre com mais entusiasmo. Coisas interessantes, são escalpelizadas até ao tutano, no fundo tudo isso para se chegar aos tempos de vida de Jesus Cristo e como as coisas se passaram, é verdade que a história de Jesus Cristo, de tão magnânime arrastou multidões com ele, embriagados pelos seus sermões e pelas palavras de amor, justiça, igualdade, bondade etc.
Era tão inebriante que se tornou num Deus para as pessoas, ansiadas por aquilo que desejavam, sem saber bem o quê, mas algo mais que ter tiranos a mandar, a matar, a usar pessoas, como de brinquedos se tratassem e, viram ali, nas palavras certas da compaixão algo que seria tão maravilhoso alguma vez poder acontecer, mas a vontade estava ali o querer e, o querer tem poder.

Já se viam milagres em muitos lados, era um milagreiro, que não tinha qualquer tipo de segurança a não ser as suas palavras, nem organizações secretas, os poderosos lá foram desvalorizando o homem e o que se estava a desenvolver, ou seja, uma viragem para valores que ninguém imaginaria virem a ser uma realidade.

Ele Jesus Cristo foi crucificado, e segundos os crentes e a quem lhe interessava, como uma via para uma grande Religião, que seria a forma encontrada de humanizar as pessoas, como sendo um empurrão para os homens viverem sob os altos valores pregoados por Jesus Cristo.

Era uma forma subtil e enganadora no bom sentido, para amaciar espiritualmente o Homem. Mas o ser humano é o que é não vai lá assim tão depressa, a Igreja foi fazendo o seu trabalho bem feito os homens que a governam é que vão falhando e foram-se também aproveitando da Fé, que se ia espalhando, não sabe bem explicar o que é a Fé mas que existe é verdade.

Há medida que as pessoas vão evoluindo no seu carácter e embrenhados nos valores, que para nosso bem, todos querem, também as Igrejas vão amortecendo a rigidez com que em séculos e séculos foram exercendo, muitas vezes de forma muito cruel a sua missão de evangelizar o mundo. Passaram-se tempos horríveis como “o tempo da inquisição”, foi como ter de passar uma vaga marítima muito brava, um salto no tempo.

Hoje esses horrores estão ultrapassados e a evolução foi enorme, porém os sinais do tempo não são muito atraentes, parece que se está a descambar para a desvalorização de valores, a andar para trás, será que terá de aparecer outro Jesus Cristo? Pode muito bem chegar quando for mesmo preciso, pois há por aqui muitos, que são homens ou mulheres que podem render o outro Homem que foi e é Jesus Cristo.

A. Eduardo Moreira

maio 10, 2006


Estónia Ratifica Tratado da EU.

O problema da ratificação do tratado da União Europeia deu ontem, no dia Dia da Europa, um folgo novo no caminho da estabilização e na preparação para os novos alargamentos. Assim, passou a 15 o Estados-membros que ratificaram o texto do tratado, é um sinal positivo, para se darem passos no sentido de se ultrapassar aquilo que foi um “trauma” quando a França e Holanda o rejeitaram.

O tempo vai passando e agora, parece, já haver algumas ideias no sentido de se ultrapassar a crise, o tempo é bom conselheiro e pode assim haver uma luz ao fundo do túnel.

A Roménia e a Bulgária devem entrar na EU no dia 01 de Janeiro de 2007, dependendo da confirmação dada pelo Conselho Europeu.

Há porém algumas reticências em relação a estes países no que concerne aos cumprimentos dos tratados, nomeadamente nas áreas da Justiça e no combate à criminalidade organizada.

Para além dos 25 Países que fazem parte da EU, estão mais 5 perfilados para entrar, que
São: Bulgária, Roménia, Turquia, Croácia e a Antiga República Jugoslava da Macedónia.

Numa segunda fila de espera estão mais 15: Albânia, Andorra, Bielo-Rússia, Bósnia Herzegovina, Islândia, Liechtenstein, Moldávia, Mónaco, Noruega, Rússia, São Marino, Sérvia e Montenegro, Suiça, Ucrânia e Vaticano.

A ideia é uma eficaz EU como chave do relacionamento no Mundo caracterizado com o Velho Continente nos valores e na Paz.

A. Eduardo Moreira

maio 09, 2006


Que é o Dia da Europa ?

Ao verem nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio identificado como "Dia da Europa", muitas pessoas interrogam-se sobre o que se terá passado nessa data e em que ano terá tido lugar esse acontecimento. Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa. Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa". Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário. Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis. Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.

maio 07, 2006

Bolívia

O Folhetim do Gás e do Petróleo da Bolívia (3)

Este folhetim tem já características novelescas insinuando outros envolvimentos e outros objectivos, Evo Morales afirma que agiu em nome da dignidade, ou seja, devolver ao povo os seus recursos naturais e seguidamente a nacionalização dos recursos minerais e florestais e, no fim talvez a divisão da terra. A população maioritariamente índia e maciçamente pobre, espera uma redistribuição de riqueza.

As nacionalizações têm vindo a crescer, os países do Médio Oriente nacionalizaram os seus hidrocarbonetos após os “choques petrolíferos” de 1967 a 1973. A Arábia Saudita nacionalizou a Aramco em 1976, aliás a Bolívia também já o fez por duas vezes. Não há dúvida que as coisas não estão fáceis, pois, tendo as maiores reservas de gás da América do Sul, não têm o seu escoamento pelo mar. O que traz muitas dificuldades logísticas, a Petrogas do Brasil terá sempre um importante papel a desempenhar, negociando.

Esta decisão de Morales tem outras ambições para além de um mero acordo de preços com o Brasil e outros. Há uma maioria índia que sempre esteve excluída do sistema político e estas coisas não se podem nem devem eternizar, estamos em tempos de democracia, com as exigências e cuidados que se impõem.

Os dados estão lançados, há que os saber ordenar, Lula da Silva, Morales, Hugo Chavez, Michelle Bachelet, O Uruguaio Tabaré Vazquez, o Argentino Néstor Kirchnér, quiçá Fidel de Castro?. Será que a América Latina se vai unir de uma vez? Ou não vão encontrar um modelo que sirva todos, quando todos o precisam desalmadamente.

A. Eduardo Moreira

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O Folhetim do Gás e do Petróleo da Bolívia (2)

Evo Morales presidente da Bolívia avança, para já, com negociações, envolvendo o Brasil, Argentina e Espanha tentando encontrar um patamar de entendimento nas alterações efectuadas no que concerne aos resultados da exploração de Gás e de Petróleo.

Foi efectuada uma cimeira de emergência, os presidentes do Brasil e da Argentina chegaram a um acordo de negociação do Gás, enquanto La Paz concordou em continuar com os fornecimentos, por enquanto mantêm-se as negociações que já contam com o apoio de Caracas, pela sua experiência num processo idêntico. O Brasil é um dos Países mais dependentes do Gás da Bolívia (em cerca de 60%). A Argentina está apreensiva com a enorme subida do preço Gás, este aumento também se deve ao facto de Morales ter nacionalizado os sectores do gás e do petróleo.

Este processo nada fácil de gerir, vai ainda fazer correr muita tinta, podendo mesmo recorrer à via judicial. Um dos principais problemas da Bolívia é a falta de condições de armazenamento próprio o que pode levar os países que têm estado a usar as potencialidades energéticas da Bolívia, a chantagem de pressão sobre este país que é o mais pobre da América Latina.

Quanto às negociações em curso, caso não haja entendimento, a Bolívia endurecerá as exigências, podendo recorrer à expropriação. Prevê-se também uma auditoria às contas das empresas envolvidas, segundo Andrés Solis Rada, ministro boliviano da energia. É tempo de ir ao fundo e aos fundos para se fazer uma correcta análise da situação. Hugo Chavez promete apoio a La Paz e financiamento em várias áreas.

As empresas públicas Bolivianas têm tido até agora um papel apenas burocrático e deverá preparar-se para uma acção mais importante e deverá fazer um grande investimento para dar cobertura às mudanças justas e necessárias de Morales, atribuindo-lhe o controlo do processo de produção, distribuição e comercialização dos hidrocarbonetos. O seu ao seu dono.

A. Eduardo Moreira

maio 04, 2006

Vila de Rei

A Sra. Presidente da Câmara de Vila de Rei, corajosa, fez-se à tarefa de repovoar o Concelho, convidou famílias do outro lado do Oceano Atlântico, ou seja do Brasil e os nossos irmãos brasileiros aí estão, para contrariar a desertificação que se está a instalar desde o início dos anos 80, já nessa altura achei isso como algo que iria arrastar o País para tudo menos coisa boa.

Os problemas têm de se atacar logo na hora, não é passados 20 anos que alguém faz alguma coisa, parabéns para a Presidente Irene Batalha, grande coragem. Para os portugueses é uma vergonha, mas é bom que se tenha ido buscar gente capaz de contrariar o nosso imobilismo crasso.

Uma das pessoas que vem é Jornalista, Cecília Fraga, são 60 famílias e 250 pessoas, ou seja 10% da população do Concelho.

Coragem também da parte das famílias brasileiras, que, sem medo, vêm para este País velho e caduco trazendo alguma da sua alegria de viver com descontracção e mente aberta, oxalá se dêem bem e se integrem neste concelho para bem de todos.

A. Eduardo Moreira
Bolívia, um acto de soberania

O Povo da Bolívia vive muito mal, especialmente o indígena. O País é o segundo maior produtor de Petróleo da América Latina e o primeiro na produção de Gás, logo, dadas as carências alarmantes destas pessoas, ao ouvirem falar destas riquezas, ficam com água na boca como se tratasse de uma esperança, talvez remota, de verem uma luz no fundo do túnel com esperanças que as coisas melhorem.

Talvez as pessoas que lutam dia a dia pela sobrevivência, não tenham a noção, para onde vão estas riquezas, dado que a eles nada chega de mudança. Porém o Presidente da Bolívia, Evo Morales, chateou-se com aquilo e deu um murro na mesa, está farto de intermediários, estes, que ficam sempre com o maior parte do bolo.

Estão lá a “dar apoio ao desenvolvimento” O Brasil, (Petrobrás), a Espanha (Repsol YPF), a Argentina etc. O certo é que a Bolívia agradece muito os apoios mas, primeiro tem de estar o seu próprio povo e a seguir estão os outros.

Sapatero ficou um tanto preocupado inicialmente mas logo achou que o assunto “será resolvido mediante “um esforço político e diplomático”.
Lula da Silva também amenizou o problema e disse “foi um acto de soberania” mas a preocupação é muita, dados os altos montantes e empreendimentos, que estão em jogo.

Morales deu um sinal de que as coisas têm de mudar mesmo e não vai lá com “paninhos quentes” deu 180 dias às Empresas para se adaptarem às novas regras, caso contrário têm de abandonar o País.

Têm uma reunião agendada onde estará Hugo Cháves… entretanto Evo Morales não perdeu tempo e mandou a tropa ocupar todas as instalações.

Será que esta a chegar a hora da verdade e as assimetrias têm que se esbater.

O seu ao seu dono.

A. Eduardo Moreira

maio 03, 2006

A crise Iraniana e outras crises que tais.

O Irão já consegue enriquecer urânio a um nível de 4,8 % quando em Abril era 3,6%, está no seu direito de evoluir para a energia nuclear ou outros objectivos, é um País como os outros, logo deverá ter os mesmos direitos. E não é por aí que aparecem ameaças, aparecerão enquanto os descriminarem e os tenham sempre sobre suspeita. Outra atitude que não seja uma não descriminação, não resolverá nada e trará ameaças sérias, com uma, mais, dose de sede de vingança e retaliação.

O Conselho de segurança que decida bem de acordo com o capitulo VII da
ONU e que não se meta em acções militares porque é pior a emenda do o soneto.
Qualquer medida belicista só agravará a situação mundial, a qual já se nos afigura bastante complicada como por exemplo a criminalidade organizada e tantas outras como o alastrar do mau estar em toda a América do Sul, estando Evo Morales já a seguir os passos de Hugo Chaves, nacionalizando os seus recursos de Petróleo e Gás.

Até o jovem País Timor-leste que trouxe para o Mundo o melhor exemplo da vitória da razão, contra quem o quis abocanhar anexando-o como se estivesse-mos ainda no tempo das invasões selvagens. Aí também está um dos maiores orgulhos de Portugal, porque, pequenino e quase sem aliados lá foi dando pontapés nas canelas dos poderosos, insistindo sempre, sempre e lá se conseguiu acabar com a chacina, quando a Indonésia (Presidente Abibe) se viu obrigada a deixar entrar as tropas dos vizinhos Australianos e deixar vencer o bem sobre o mal ou seja, venceu a razão. Mas estava eu a falar nos tumultos em Díli. Não sei como é que se chega ao disparate de despedir tropas e ter salários em atraso, essa brada aos céus. Oxalá que tenham inteligência de gerir a crise e que brevemente vivam bem, as condições estão a caminho.

Mas as coisas não se ficam por aqui, a Alemanha que também já esteve melhor, vai pôr um imposto sobre os ricos.
No Iraque é o “vira o disco o toca a mesma” bombas.
No Nepal querem fazer um 25 de Abril, venham cá aprender a fazer uma revolução dos cravos, sem sangue, com um menino a segurar uma G3 com um cravo enfiado no cano da arma.
O Papa Bento XVI está a ser alvo de sátiras, por parte dos seus conterrâneos na Alemanha.
Vamos ter também um novo Semanário, que se chamará “SOL” e vem para as bancas lá para Setembro. Nem tudo é mau.

A. Eduardo Moreira

maio 02, 2006

Koeman espalhou-se

Insinuou batota, feita pelo treinador e pelos jogadores. É feio, actores do mesmo teatro e pronto vai de sorrisinho e comentário arrogante e indelicado, não se deve rir do trabalho dos outros, fazendo crer palhaçada. Pode, por vezes, haver alguma quebra no empenho, quando as coisas estão perdidas definitivamente o que não era o caso.

O Sr. Koeman pode voltar para a Holanda, ou pode continuar no Benfica, acredito até que esteja fascinado pela envolvência e carisma daquele grande clube, e pela carreira e desafios que se esperam, basta que se cultive um pouco mais e se contenha nos desabafos futebolísticos e tem milhões de pessoas a apoia-lo, fazendo bem o seu trabalho. Sabemos receber bem, mas não abdicamos dos valores da boa educação.

Começou muito mal, mas foi melhorando, especialmente com a performance da Liga dos Campeões, deixou por terra Manchester United e Liverpool, claudicou com o Barcelona. Quanto ao seu conterrâneo Co. Adriaance, também andou muito mal, durante bastante tempo, mas lá endireitou e ganhou. Valeu-lhe as más prestações do Benfica e Sporting.

Continuando por cá os dois, acredito que possam melhorar, mas terão de aprender a conhecer melhor os jogadores e as suas características.

Boa Sorte.

A. Eduardo Moreira

maio 01, 2006


Bombardear o Irão? Não.
Parece que, é quase unânime a ideia de que, tem que se destruir todo o, possível, potencial nuclear do Irão. Vai-se dizendo que se admite só em último caso, só mesmo quando se esgotarem todas as alternativas de diálogo ou persuasão, mas muita gente admite aceitar o que é um grave erro.
Em minha opinião não, o que acontece se essas terríveis ameaças se concretizarem, é, que nada se resolve e tudo fica pior, como aconteceu, quando se iniciou e retaliação ao ataque da Torres Gémeas no World Trade Center. O que levou a este desesperado ataque foi o ódio, por parte dos seguidores de Ben Laden e não só, há uma revolta muito grande contra o Ocidente que já vem de séculos atrás.
Acontece que houve sempre guerras e vinganças, num ciclo vicioso, e o que tem resultado é um ódio acrescido por parte dos que ultimamente mais têm perdido, tem ficado para trás, parados no tempo, agarrados aos seus costumes e valores, considerados agora muito ultrapassados, impedindo qualquer tentativa de uma vivência comum, num mundo de tremendas diferenças.
Nestes novos tempos, já crescemos o suficiente para sabermos conversar seriamente, e já sabemos, sem dúvida nenhuma, de que agora as guerras já não uma brincadeira, os brinquedos são assustadores, já não podem ser só para um lado, há muitos lados e são completamente devastadores.
Em muitos lados as coisas estão tão desequilibradas que, já nada importa, venha o que vier, por outro há grandes evoluções de colossos que não querem, não merecem que volte tudo para trás outra vez, quando a luz está ao fundo do túnel.
As belicistas que tenham calma, se optarem pelos ataques, inebriados com as suas potencialidades e com outras, que estão permanentemente a testar e a desenvolver, então está tudo estragado, fica tudo muito pior, mais revolta, mais sede de vingança, mais miséria etc.
Como se sabe, mesmo não havendo guerras, as coisas estão a caminhar para o descalabro as assimetrias terríveis e as injustiças que por este mundo há e pelo desagregar de valores, pelo vale tudo, o que aí vem é dor, sofrimento, humilhação e destruição.
Agora não se pode pensar em países grandes pequenos, poderosos etc. tem de se pensar na grande aldeia global, chegamos a esse belo patamar. O vizinho está ali precisa de ajuda hoje, tem de se ajudar, amanhã será o outro o fazê-lo. Não há outra hipótese de convivência, tem de ser assim. Façam o favor de entender isso de uma vez, antes que seja tarde demais.
Temos um bom exemplo, vem aí o campeonato do Mundo de Futebol, uns vizinhos de mais perto, outros de mais longe, aí está a Aldeia Global inteira a ver e a vibrar pelos seus, os jogadores dão tudo o que têm, para vencer com as camisolas coladas ao corpo, não com sangue mas com suor e no final, vai um aperto de mão e um abraço o vencedor ao vencido e vice-versa. O Irão irá ser adversário de Portugal no futebol e ainda bem como serão bem vindos os outros adversários.
Se uns têm armas nucleares, os que também querem ter, têm esse direito e um impedimento a isso não trás nada de bom, antes pelo contrário. Para além disso é asneira da grossa.

A. Eduardo Moreira