abril 24, 2006


Amanhã comemora-se o 25 de Abril de 1974
Os meninos depois do 25 de Abril

Portugal entrou no Clube dos Países que já viviam em democracia, foi o fechar de uma porta que realmente já não fazia sentido, vivia-mos isolados da Europa e do Mundo como sendo um País obscuro, atrasado, orgulhosamente só. Agarrados ainda ao colonialismo, completamente fora da realidade dos tempos, dos direitos humanos etc.

Veio o tempo da mudança, muita alegria e esperança, mas como seria de esperar, havia as mentalidades para mudar, depressa e decisivamente, pois o Pais ia ser outro, havia que modernizar, depressa e eficazmente, e escola devia ser a primeira prioridade para preparar a juventude e todas as pessoas para os desafios que daí vinham.

Portugal entrou no Clube dos Países que já viviam em democracia, foi o fechar de uma porta que realmente já não fazia sentido, vivia-mos isolados da Europa e do Mundo como sendo um País obscuro, atrasado, orgulhosamente só. Agarrados ainda ao colonialismo, completamente fora da realidade dos tempos, dos direitos humanos etc.

Veio o tempo da mudança, muita alegria e esperança, mas como seria de esperar, havia as mentalidades para mudar, depressa e decisivamente, pois o Pais ia ser outro, havia que modernizar, depressa e eficazmente, e escola devia ser a primeira prioridade para preparar a juventude e todas as pessoas para os desafios que daí vinham.

Nada, falou-se muito em direitos, o que fazia e faz sentido, mas a educação e o desenvolvimento era e é, a pedra chave. Passaram-se 32 anos, entramos na EU, temos muito jeito para o futebol, mas continuamos a regredir em relação à Europa e já ultrapassados por países que estavam, ainda pior do que nós. Uma desgraça.

Na política, nunca tinha visto tamanha hipocrisia, os partidos quando estão na oposição, mandam o País para as urtigas e vai de deitar abaixo, completamente determinados até tirarem de lá o partido que lá se encontra, enterrando o atrasando o País com todo o despudor. È o que se está a passar actualmente, parece que a táctica actual é atemorizar o actual governo para não fazer as reformas que são imprescindíveis. O actual primeiro-ministro também não teve a humildade de propor um acordo de partidos. Nada. Uma desgraça

A. Eduardo Moreira.


Teerão vai safar o nosso Governo

É de pasmar o artigo de Luís Delgado com o título “ Teerão vai safar o nosso Governo”. O homem fala, muito satisfeito, de coisas muito importantes e de grande melindre como de um jogo de futebol se tratasse.
Delgado é de pedra, sensibilidade, zero, está doidinho para assistir aqui do mansinho Portugal, a um cair de bombas arrasando pessoas e países. Calma Delgado, isso não pode ser assim, então uns podem ter armas nucleares e outros não? Eles também são pessoas, seres humanos, têm direito à sua defesa, porque razão é que eles, acham vocês, só querem as armas nucleares para atacar e não para se defenderem, não estarão eles também fartos de sofrer ou, pensará Delgado, que são máquinas insensíveis.
Anda por aí muita gente a assumir que é normal, uns poderem ameaçar outros e pronto! Juram a pés juntos que aqueles são bons e outros maus. Os mais fortes, mais desenvolvidos têm obrigação de dar o exemplo de compreensão e de bom senso e de uma vez por todas descer do seu pedestal e dialogar directamente com todos, saber as razões do ódio e até ajudar na ultrapassagem estas tensões, sempre presentes, ainda a pensar que se resolve de uma vez por todas o problema como diz Delgado. Humildade é preciso Delgado e não EU ou Israel. Ai Ai poderosos e
Defensores de Belicistas.

A. Eduardo Moreira

abril 22, 2006


Alzheimer???...

Casos vividos, dramáticos, levam-me a lembranças dolorosas, vividas, dias, meses e anos, alguns ainda presentes. Parar de viver e tentar por tudo a vida.
Quando se trabalha, quando se tem um entusiasmo, seja qual for, aforrar algum dinheiro para ir ver os familiares que estão longe. Para se fazer férias cá dentro ou lá fora, para simplesmente ter uma vida no dia a dia razoável, mantendo a ambição de melhorar isto ou aquilo. A vida corre com alegria sem lamúrias nem lamentações, tudo está em aberto.

Um relacionamento saudável, nada de azedumes, um viver com umas rugas, com umas dores físicas aqui e ali como que em velocidade de cruzeiro deslizando pelas águas limpas como na plena juventude. E porque não?

Porque sim, sim, não partimos ainda, e há que viver, viver. Todos queremos isso em qualquer idade, mas não podemos viver parados, parados de alegria, seja em situação seja, logo, em casa, tem que se ter a mesma força que se teve quando se criaram os filhos. Aí, as forças iam-se buscar nem que fosse ao inferno, com todos os diabos lá dentro. Havia alguém que dependia de nós. Grandes valores se levantam.

Quando somos mais velhos a vida não acaba, é diferente, e tem de se levar no sentido que agora somos nós que dependemos de nós próprios, sem rendição lenta ou apressada, à espera que apareça um milagre do céu que nos tire todas as dores e tristezas.

Em casa é o mais importante, nada de longos dias quase sem se cruzar uma palavra. Os mais novos têm a obrigação de conversar com aqueles que estão com mais dificuldade de enfrentar tantas mudanças e se sentem desintegrados, especialmente pela sua iliteracia.

Esta situação, no nosso país, deveria envergonhar todos os governantes que isto aceitaram criminosamente para as pessoas e para o País, a mesma vergonha para a Igreja, que desde sempre, de forma egoísta e cruel (talvez também estúpida) dedicaram a pregar a religião arrastando o povo e o País para o atraso que ainda nos está cobrindo de vergonha e humilhação, comparado com os outros países nossos vizinhos.

Quase todos os ilustres (Doutores) (são todos) da nossa terra, ainda hoje, vão para a televisão, com grande exibição, (sempre) usando um vocabulário, que, acho, nem eles sabem bem o que estão a dizer, porque só lhes interessa, que fiquem bem na fotografia, que brilhem. Não ajudam ninguém, nem lhes interessa. Nunca vi ninguém na televisão, por exemplo, a prevenir a juventude que se deixa viciar na droga, com as palavras simples de que quem repetidamente (pouco mesmo) fica viciado para sempre, sendo tão grave que os valores mudam de tal maneira, ao ponto de aceitarem normal, que se roube ou agrida os próprios pais o que antes era impensável.

Tudo isto vem a propósito do artigo no DN de 22-04-06 em que se diz alguma coisa, simples e útil (thanks God) sobre o atroz sofrimento de pessoas que, por vezes abandonadas pelos seus, as levaram a um isolamento e humilhação total no final das suas vidas, “vivendo” com estranhos em lares, em grande sofrimento e vergonha. Será que os nossos não merecem algum amor, ou esta palavra só existe para outros sentidos que ninguém entende muito bem?

A. Eduardo Moreira

abril 10, 2006

Fw: Envio de memória Viva

Leonor pela verdura

Descalça vai para o fonte
Leonor pela verdura
Vai fermosa e não segura.

Leva na cabêça o pote
O testo nas mãos de prata
Cinta de fina escarlata
Saindo de chamelote.
Leva a vasquina de cote
Mais branca que a neve pura
Vai fermosa e não segura.

Descobre o touca a garganta
Cabelos de ouro o trançado
Fita de cor de encarnado
Tão linda que o mundo espanta
Chove nela graça tanta
Que dá graça à formusura
Vai fermosa e não segura.


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abril 07, 2006


Espanhóis e Portugueses fogem do IVA


Manuela Ferreira Leite não foi de modas aumentou o IVA de 17% para 19%, apavorados com o deficit, quiseram levar tudo pela frente para, de um momento para o outro o dinheiro começasse a aparecer como por milagre, Primeiro tentaram esconder, com uma arquitectura complicada, ora vende mais, ora vende mais aquilo, nada resultou como se esperava, pois o problema ou o “monstro” iria levar o seu tempo para se resolver. A Reforma, a dita, que todos queriam tentar conseguir resolver tão encrencado problema, e nada.
Com o Governo de Santana Lopes, lá teve de andar Bagão Feliz, também, com engenharia financeira e pronto, uns raspanetes da EU uma facilidadezinha e aí está, depois de este governo ainda sonhou que havia umas retomas aqui e ali no horizonte e, quiçá, eureka, vamos atacar o touro pelos cornos e domina-lo de vez.

Como por milagre aí estão as Eleições, mesmo a jeito para se começar, uma real reforma, ganha o PS, com maioria, como era de esperar, no meio do drama que se passou. Sócrates assumiu o Comando da missão quase impossível, para já, dada a gravidade da situação do País, devia ter feito logo um acordo com o PSD de Marques Mendes, mas não fez nada. Erro grave.

O Governo mostrou-se decidido, apresentou montes de projectos para arrancarem em grande velocidade, até com o disparate do TGV e Ota. Embora as finanças ainda não dêem sinais positivos, já se mexeu com muita coisa e há um largo sector da população que está agradado com a dinâmica que se está a imprimir, falando-se também numa certa empatia com o governo, nesta missão deveras complicada.

Espantosamente e também agradável foi optimismo, com alguns receios, do melhor cronista português, Vasco Pulido Valente. Acho que foi um tónico de esperança para o País.

Uma coisa que me ficou sempre atravessada foi horroroso aumento do IVA para 21%, meu Deus, esta gente não tem tino, não se pode fazer tudo de uma vez e atacar forte e feio nos cortes do Zé Pagode, puseram o País deprimido e um País assim não anda, o essencial é fazerem as reformas com determinação espaçado no tempo, pensam que resolvem por um lado e matam (o País) por outro. O Povo anda deprimido.

Já agora, quem quer fugir à depressão são os empresários Portugueses e Espanhóis, todos para Espanha. Quem é que aguenta o IVA a 21%? Quem será que lhe apetece fugir também??.

A. Eduardo Moreira.

abril 06, 2006


Navegar no Campo

No campo trabalha-se, nas cidades também se trabalha e muito. Mas no campo é diferente, a gente vai para o campo e trata da terra, a terra é dura e pesada, é como hoje, chove, daí as coisas ainda são mais complicadas, mais trabalhosas, ora chove ora não chove, as pessoas molham-se, sujam-se. Às vezes também há vento frio, outras é só frio e caminhando para o Verão vem o implacável sol, que nos faz destilar suor e mais suor.

Mas tudo isso não é nada, comparado com o criar das coisas, planta-se aqui, semeia-se ali, rega-se, limpa-se, preparam-se as terras, adubam-se, e espera-se que as coisas vão aparecendo. Por vezes é duro, a terra e toda a Quinta em si, é exigente, está sempre a pedia cuidados. Há também as árvores de fruto que sofrem muito no Inverno com as geadas, prolongando-se por vezes até Fevereiro, e há os jardins que querem delicados arranjos, especialmente no início da Primavera.

O Campo é assim, sujo e bruto, mas, dá-nos tudo, dá-nos o prazer do espaço, nosso, ali a trabalhar até suar, isolados, vizinhos afastados, mas amigos, estão lá. E com o dito esforço, o tal suor, o querer criar, construir, as coisas vão aparecendo. Há quem diga, e é verdade, O Homem Quer e a Obra aparece. Com ansiedade vai se esperando pelo florir das árvores e das plantas, pelas sementeiras, como as ervilhas, o alho, as favas etc. há Quintas que têm animais e aí é a riqueza redobrada e também de trabalho.

As pessoas nas Quintas por vezes sentem-se muito isoladas, falhando-lhes um contacto directo, imediato, estar ali, e ao mesmo tempo poder estar em conversa directa com o Globo, o Mundo, inclusivamente com visualização da pessoa quem se quer ver. Já chega a quase todo o País “o sinal” para, por, cabo ou linha telefónica, poder ter acesso a essa possibilidade que nos tira do “tal” isolamento, e manter-nos ligados ao Mundo, ou seja todos ligados, todos em contacto com a evolução e com desafios e os perigos que também fazem parte do nosso dia a dia.
A. Eduardo Moreira

abril 05, 2006


O fernezim do jogo ao minuto

O jogo começa daqui a uma hora, há cânticos e muita festa, o locutor diz que o Moretto deve estar a sair para o relvado. Victor Valdez já apareceu, disse que o Barcelona não era favorito… pois então tácticas psicológicas. Os adeptos do Benfica vão vestindo o Estádio Camp Nou, lentamente vão chegando, antes dos frenéticos apoiantes do Barca. Houve um benfiquista que fez o percurso de Lisboa a Barcelona de bicicleta, cerca de 1500 km. O tempo está fresco, pró frio irá para os 11 graus. Há queixas por parte dos apoiantes do Benfica, relacionadas com um rigor excessivo e abusivo. Um dos adeptos mostra uma imagem de N.S. de Fátima.
Segundo os reporters o Benfica começa com: Moretto, R. Rocha, Luisão, Anderson Leo, Beto, Petit, Manuel Fernandes, Simão e Micolli. O treinador é Koeman. O ambiente de ansiedade, trata-se de defrontar a melhor, (teoricamente) equipa na actualidade integrando o designado melhor jogador do Mundo, Ronaldinho.
São 7:22 e o estádio está quase cheio, são quase 100 mil pessoas. Estrelas já estão no relvado. Ontem dei a passagem do Benfica como certa e continuo convicto. São 7:42, vai começar o Hino dos Campeões, 95 mil pessoas. Roaldinho olha para o céu e reza.
Começou o jogo, (7:45,) bons toques, jogo descontraído, vários jogadores brasileiros (7:49) grande penalidade contra o Benfica. Bola bateu na mão de Petit. Defende Moretto. (0:0) (7:47). Lançamento para Barça. O Estádio tem fases de silêncio. (7:52) Moretto lesiona-se na cabeça, tudo ok, foi choque com Deco. Barça tenta pressionar. 7:57 Benfica mais na defesa. Petit faz atraso longo. Micolli chega à baliza de V.Valdez. Barça pressiona 7:57, (8,04) Golo do Barcelona. Ronaldinho a empurrar a bola, perda de bola a meio campo. 8:06 falta no canto da área contra o Benfica, bola fora. Benfica intranquilo. Falta sobre Simão. 8:15 resultado 1:0 favorável ao Barcelona. 8:14 choque entre Beto e Puyol. Faltam 14 minutos, resultado 1:0. 8:23 grande defesa de Moretto. 8:22 falta perigosa contra Benfica. 8:30 falta sobre R. Rocha. 8:33 fim da 1ª parte.

2ª Parte.
O Benfica começou a parte derradeira, praticamente no mesmo estilo ou seja, suportando manhosamente a pressão dos homens a jogar em casa. A maior perdida foi de Simão, quando a um passe de Micolli em corrida rematou ao lado da baliza de Valdez às 9:15 Beto sai e entra Lauran Robert Karagones também na 2ª parte. A vantagem do Barca, continua a ser periclitante e tudo pode, ainda, acontecer. Livre contra o Barca as 9:20. Substituição: Marcel / M. Fernandes, mais um atacante. 9:27 perigo para o Benfica. Sai Bommel entra Edmilson. Sai Larssan entra Giuly. 9:30 perigo para o Barca. Golo do Barcelona as 9:31. S. Eto. Benfica sai da Liga dos Campeõs ao perder por 2.0 em Camp Nou. Barcelona
.

Jogar, Jogar

Para amanhã, é já amanhã o jogo do Barcelona e Benfica, é expectante, milhões de pessoas vibram de véspera, até eu que não sou muito para essas coisas, no entanto também já estou ansioso, “faltam tantas horas!” alguém me diz cá dentro, eu não… esquisito! Mas é assim, nós, quase todos, vibramos por um bom jogo, um bom despique, pode ser de futebol ou outra coisa qualquer, faz de conta que é uma luta, a luta e a guerra também está dentro de nós.

O Benfica (eu sou do Sporting) vai ganhar esta luta, está traçado, começou o campeonato muito por baixo, ninguém dava nada por aquilo, o Koeman andava (e anda?) baralhado, compraram-se jogadores, alguém avançou, pensou… isto é o Benfica, que é realmente o maior, aquele estádio da Luz, rebenta pelas costuras, quando é preciso lá estarem todos, é campeão europeu, é do povo inteiro, tem passado, tem classe, e vai daí, vendem-se os anéis ficam os dedos, o dinheiro apareceu, não sei como, não interessa, o campeonato começou mal (e ainda está), há que arregaçar as mangas e vamos à liga dos campeões.

As esperanças eram escassas, mas lá foram agarrando os melhores, e o Koeman, com dificuldade, lá foi tentando acertar, aparece por aí um tal Manchester United e como não quer a coisa, pumba, ficaram pelo caminho. A que D´El Rei vinha aí o actual Campeão da Europa, O Liverpool, e pronto, a ninguém passava pela cabeça não serem favas contadas para os Ingleses, mentira, por ali ficaram também, graças a Deus.

Vem aí o Barcelona, que num bocejo aqui outro ali, lá deixaram escapar na Luz a vitória que, estava prevista e bem prevista, pois, pudera, com o tal Ronaldinho, Eto´s etc. Agora no Camp Nou, vai ser o desfile na parada. Será? Se dois gigantes caíram, também pode cair o terceiro, basta pensar que não há dois sem três. Vai ser um escândalo, mas paciência, acontece, o Micoli é baixinho, não têm dado por ele, o mesmo acontece com mais uns quantos baixinhos que estão aí para arrasar e o Benfica vai ganhar, podem acreditar, é a táctica da surpresa.

Sabe-se que os Calalães vão ficar muito tristes, só ganharam uma vez e há bastante tempo, o que custa mais é nos primeiros dias depois vêm as vitórias e pronto ficam felizes outra vez, embora com um caroço na garganta, por muito tempo.

Jogar, jogar; lutar, lutar. Faz parte das nossas vidas desde sempre, será que não virá p´ra aí mais uma de “não há dois sem três”.

A. Eduardo Moreira