fevereiro 17, 2006

O Embaixador do Irão em Portugal

O Embaixador do Irão em Portugal

Nunca tinha visto vpv tão zangado, ainda por cima, ou não, com Freitas do Amaral. Vasco não percebeu que o Ministro dos Negócios tem de negociar, não está propriamente a tecer crónicas e também não está a dissertar sobre História, está consciente de que neste momento está em causa um risco muito grande para todos nós incluindo o mundo do Islão.
O mundo do Islão, não está preparado para esta democracia que também está a pedir reforma, não compreende a tremenda diferença no modo de viver no Ocidente. É certo que há muitas injustiças de um lado e de outro, com a grande diferença de riqueza extravagante e mal aproveitada.
Quando um povo se encontra numa situação humilhante, apesar da potencial produção de combustíveis e também agarrado a uma religiosidade extremada, só precisa de compreensão por parte daqueles que têm esse dever, pois têm aproveitado muito das reservas desses Países, umas vezes tão amigos outras nem por isso, consoante lhes interessa ou não.
O Professor Freitas do Amaral é uma personalidade impar no nosso País, uma figura importante na nossa democracia. Caiu-lhe o Carmo e a Trindade pela posição que assumiu nesta complicada, desonesta e perigosa situação em que cada vez mais estamos metidos. As publicações das caricaturas foi uma péssima ideia dos autores e de quem lhes dá cobertura, pois, não é o mesmo de quem discute futebol, em que se diz o que se quer e fica tudo bem.
Quando pessoas têm de se fazer suicidas para recuperar as terras que consideram suas e para se defenderem, não é com mais bombardeamentos que se resolve alguma coisa. Quando só se conhece a lei da bala as coisas complicam-se muito, como se está a ver. Quando se deu o 11 de

Setembro 2001, a primeira reacção que tive foi “não retaliar” dialogar, dialogar (escrevi na altura). Parece absurdo mas não é, é ser-se realmente humano e democrata, ser capaz de Perguntar porquê. Agora já se vai falando. Será tarde?

A. Eduardo Moreira

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