janeiro 06, 2006

Molengas, diz M. Filomena Mónica


Molengas, diz M. Filomena Mónica

1. Excessos de VFFF (Vinho, Fado, Futebol e Feriados). Magnifico debate de Fátima Campos Ferreira – Prós e Contras – na 2ª feira dia 4 de Janeiro 06. Foi dos melhores debates que assisti nesse excelente programa.
2. Estamos a querer chegar lá, e já não é sem tempo, só há duas opções e não é “socialismo ou fascismo” é, se queremos ser um País desenvolvido ao nível dos nossos parceiros na EU ou se queremos continuar como até aqui dando um passo para a frente e dois para trás.
3. Sabemos que não é fácil dado ao nosso passado, aos nossos costumes com séculos de História. A nossa história é riquíssima, mas, nada é estático, tudo vai mudando, já não estamos orgulhosamente sós, estamos orgulhosamente em grupo, integrados num grupo fabuloso, com países, poderosos que, naturalmente, já se digladiaram e que agora querem estar unidos numa união forte, capaz de equilibrar com outras grandes potências neste nosso planeta que há bem pouco tempo eram países pouco desenvolvidos e estão agora num crescimento fortíssimo ameaçando uma harmonia que se conseguirá com a resposta de quem já foi superpotência e agora tem ao seu nível democrático e humano a capacidade liderar um mundo com preocupações de ambiente, de igualdades sociais, de justiça e manutenção da Paz.
4. Quanto ao nosso país, é aqui que entra a “opção” queremos estar na EU com toda a dignidade ou como os parentes pobres que deviam estar a convergir e não a divergir no crescimento da nossa economia como vai acontecendo.
5. Para avançarmos temos de abdicar da mentalidade (alguém falou em reforma de mentalidades) que se falou no início e entra aqui o VFFF, ou seja, arregaçamos as mangas, todos, e deitamos ás urtigas os hábitos ancestrais de molengas e excessos VFFF. Vamos ser realistas e não queixinhas ou então aí está a humilhação para sempre.
6. Maria Filomena Mónica foi directa à questão ou seja disse claramente sem mas nem meios mas, dizendo que os portugueses são molengas e sendo molengas jamais sentirão o orgulho de colocar o nosso País no lugar que ele merece considerando o seu passado e até a nossa humanidade a nossa maneira de ser, no bem receber e no bem fazer se para isso estiveram motivados. Obrigado Filomena, obrigado Fátima.

A. Eduardo Moreira

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