outubro 25, 2006

,,,,, O Morbidman tem um irmão mais novo chama-se Morbidman-Naif,,,, Visite-o

As Sanções contra a Coreia do Norte

O perigo de uma catástrofe está aí presente e a forma de a contornar está muito mal ajuizada. Embora a resolução exclua o uso da força a situação permanece quente e com hipóteses de estourar. Num País como este tem de haver muita sensibilidade no tratamento da mesma. Todos sabemos como está a situação no que diz respeito ao modo de vida deste povo, extremamente má. A Península está dividida, os do Sul estão muito bem e os do Norte estão muito mal, isolados, acusados e ameaçados.

Numa situação destas é um barril de pólvora prestes a rebentar, pressão em cima deles é a pior coisa que se pode fazer. Têm um exército de um milhão e duzentos mil soldados prontos para o que der e vier. Não têm nada a perder porque na situação em que estão leva-os a aceitar tudo.

Falarmos para aqui, não leva a nada, sanções ainda pior, ameaças nem pensar. O que eles precisam e o que o Mundo precisa é que chegue lá uma mão estendida sem arrogâncias e estupidez.

Humildade onde ela faz falta, compreensão pelos outros povos que não vivem numa abundância esbanjadora. Tentar compreender os sentimentos de revolta de umas tantas situações à beira de vários ataques de nervos na sua humilhação. Vamos lá ter tento na língua e nas intenções. Não se pode brincar com coisas tão sérias, sérias mas mesmo, mesmo, mesmo muito, muito sérias.

Avancem com as mãos estendidas para a frente. Não estão fartos de conflitos perfeitamente escusados?.

Quanto aos testes nucleares, não há volta a dar, não se pode proibir, é pior, não faz sentido uns podem outros não podem. Não há resolução da ONU que possa dar a volta a isto, daí, há que aceitar o que tem de ser e avançam com métodos de solidariedade e ajuda, sim ajuda a quem precisa. Não sabem que tem de ser assim. O quero posso e mando está fora de contexto.

Eduardo Moreira

outubro 24, 2006

Querem modernização ou não?

Essa gente dos sindicatos ainda não perceberam que a luta sindicalista é, actualmente, bem diferente. Agora está em causa a nossa modernização ou seja o nosso desenvolvimento, para fazermos frente à concorrência que quer a nível mundial quer a nível da EU vergonhosamente estamos cada vez mais atrás e assim sendo não há santo que nos valha. Se não produzirmos competitivamente, continuamos na miséria.
Os nossos inefáveis sindicalistas lêem ainda pela mesma cartilha de há muitos anos atrás, mobilizam as massas para irem buscar uns tostões e estão-se nas tintas para o País, não querem saber nada, se o País vai para a frente ou, sabem que está em curso um esforço enorme em marcha para o desenvolvimento e toca de boicotar com manifestações e greves. Esta hora é de união não de destabilização.
Veio por aí a baixo o Sr. Luís Filipe Meneses de mansinho “blá blá “ que até chegou a falar em moção de censura ao governo. E outros que tais, que como uma carneirada, viram logo o seu discurso para alinharem no bota a baixo consertado, só de sonharem que já ali está a nossa chance.
Só pensam em ir para o poleiro, ignorando completamente os altos interesses do País especialmente numa fase tão crucial como a que estamos a viver. Agora deveríamos estar todos unidos com o governo para darmos decisivamente o salto para a média dos nossos parceiros da EU. Ou agora ou nunca.
O nosso também inefável Marcelo veio nas suas escolhas ajudar a quebrar o caminho em curso por parte do Governo e que “se não recuperamos o deficit agora pose ser daqui por uns anos”. Para esse peditório todos nós já demos. Não queremos esperar mais, se não for agora não o será nunca. O que é preciso Professor é realmente fazer o País andar, não é só debitar um chorrilho de tácticas de jogo e não arriscar uma palavra para impulsionar o País, eu a si hoje só lhe dou 9.
PS: Egoísmo e desprezo pelo País só por sonharem em ser ministros. E horrível. Hipócritas.

Eduardo Moreira

outubro 20, 2006

Tempo de Trovoada

Tempo de Trovoada

Os tempos mudam, as vontades mudam também, parei uns dias por aqui pelo meu Blog, não me zanguei com ele, também não estou com saudades de trovoadas, parece que alguém está irritado lá por cima. Falando de outras trovoadas não há novidades, tudo está a acontecer como eu previ logo no September Elevan. No Iraque é o que se vê, carnificina até demais e no Afeganistão para lá vai. Que falta de sensibilidade nas cabeças de quem manda, decide etc. Às vezes esta gente parece que pode mandar em tudo e já está, faz-se o que os poderosos querem e pronto.

Não sabem, eles não sabem lidar com as pessoas, são uns toscos. São exímios em deitar água nas fogueiras, malvados e ignorantes. Há que ter a humildade e a inteligência de saber ler as situações e a humilhação que incendeiam as almas, há que ir ao fundo das questões e observar as raízes bem profundas. Ouvi o Presidente Bush dizer que não abandonará o Iraque enquanto não transformar aquele País com uma Democracia.

Tem que se saber quem muda o que tiver que mudar, e devia mudar, são os seus próprios cidadãos. Já nos vai lembrando o Vietname, mas não vamos por aí.

Uns podem ter armas nucleares outros não, o que é isto? Acordem, não é com proibições que se chega lá, muito menos com as sanções aos meninos de escola. O Irão vai vagueando, numa atitude de balanceamento para um lado e para outro, tem a sua personalidade e não gosta que o tratem como um arguido. Todos querem os seus povos a viverem melhor numa situação de igualdade e aí só há que ajudar, ajudar, ajudar e respeitar e então todos vamos marchando com o passo mais acertado.

Quanto à personagem de Bem Laden, ouve quem dissesse que era impossível lidar com quem não se conhece, ultimamente já se vai dizendo que poderá haver diálogos, com certeza que sim e esse é sem dúvida a vitória de todos.
Para com a Coreia do Norte aplicasse o mesmo critério, não os encontem à parede... as caldeiras estão a ferver haja bom senso. Todos merecem respeito e merecem ser ajudados não o contrário.

Foi mais um desabafo a acabar com uma pequena paragem. Até em mim caem trovoadas como a destes dias, mas logo logo aí vem um clima bem ao nosso estilo, não o devemos estragar.
Eduardo Moreira

outubro 08, 2006

Proibir a Coreia do Norte

Alguém acredita que isso vai resolver alguma coisa? Não, nada. A resoluções da ONU, serão sempre letra morta neste caso. O País tem um problema que não consegue engolir e as ameaças com sanções só vão espicaçar ainda mais um País que vê o que era a Coreia e não uma parte dela. È certo que tudo isto teve a aprovação das entidades que decidem, mas, as coisas não se resolvem assim. A outra parte da Coreia, os seja a Coreia do Sul é qualquer coisa que a Coreia (do Norte) não vai ultrapassar nunca e o que está escrito, não passa disso.

Não se pode dividir um País por mais que os do Sul se sintam bem (muitos) com a presença dos EUA instalados lá na outra parte o que acontece é que o orgulho da gente do Norte, está muito ferido e humilhado e não será o poder da força que vai resolver, mesmo sabendo-se de que a parte Norte, vive, ou sobrevive muito mal, especialmente o grande povo. A grande decisão será a reunião e aí a do Sul terá de dar o passo e com humildade chegar-se aos seus irmãos mandando os amigos e protectores do Sul irem para sua casa.

As armas são a única esperança da parte Norte, não se vislumbra, para eles, outra solução para reunir a Coreia, humildade mais humildade, ao fim e ao cabo são irmãos que estão desavindos e irmão não mata irmão. Neste caso dramático está-se a chegar à catástrofe. No Norte aparecem os testes a grandes poderios de destruição massiva, é a derradeira esperança de satisfazer o ego e acabar com a humilhação de não serem tratados com dignidade, trazendo o Povo, meio ou completamente anestesiados, aceitando todos os sacrifícios para lavar a alma que outros acham que podem manter ou resolver pelo poder bélico.

Quase ninguém acredita numa possível reconciliação pacifica, mas também ninguém acredita numa resolução com as sanções da ONU, por isso é imperioso que haja humildade parte a parte e os do Sul têm de ser os primeiros a avançar com uma atitude de irmandade para com os irmãos ricos e desenvolvidos, é essa a tarefa e ninguém encontrará outra a não ser esta, sem ódios recalcados.

Eduardo Moreira

outubro 03, 2006

O Palácio da despedida

Era uma vez uma pessoa que vivia num Pálacio, não era um palácio de brincar, era um Palácio a sério. Havia muita alegria dentro dele e também fora dele, tudo era belo e alegre, era como se fosse o País das maravilhas e dos sonhos que teimavam em querer ser verdadeiros e sinceros como em tantas ilusões, os sonhos eram tão reais e autênticos que parecia que não iriam acabar nunca a não ser que houvesse alguma ameaça no ar, quiçá uma ameaça verdadeira que viria de forma irreversível e cruel, não sua caminhada desconhecida, ou não, real ou virtual, mas que prometia chegar.

O subconsciente tem destas coisas, guarda zelosamente os segredos quando assim o entende e quando outros valores bem mais importantes se impõem na selva da vida, ou na vida selvagem. A beleza da vida é assim, tem espinhos nos caminhos e no seu próprio caminho, sabe tudo, parece que o mais singelo pormenor está previsto no nosso próprio caminho. Será que a Mãe natureza é assim tão perspicaz? Estou em querer que sim, é como na criação, tudo meticulosamente perfeito para todos os “items” a mais pequena folha que cai da árvore é sem dúvida o fim do seu percurso do seu caminho, mas na Primavera logo vem outra folha nova, tenra e feliz a cumprir a infalibilidade da criação do redentor.

Os caminhos como o de cada um de nós tem os seus picos onde nos podemos picar e há picos que picam muito e outros nem tanto, será que nós todos temos de passar pelos picos da vida? ou sabemos contorna-los ou precisamos deles para melhor caminharmos no nosso próprio caminho da vida. Temos sempre ensinamentos que não podemos desprezar e há que entender esses caminhos que podem ser de tortura no intuito de nos moldarmos aos ziguezagues da vida acreditando que, como já se disse acima, o equilíbrio em que todos nos devemos manter é o mesmo que vemos quando olhamos para o céu estrelado e saboreamos a suavidade em com que os astros dia a dia fazem a sua dança encantada sem falhar. Já nós por cá não estamos sempre bem sintonizados.

Voltamos ao Palácio dos sonhos e queremos encarar a realidade fora do Palácio, então é como um acordar para a verdade que não queríamos enfrentar mas não há outra opção e então há o tal caminho que está ruim, com muitas silvas e muitos picos, porém é um caminho que tem de ser percorrido aceitando ou não as realidades doridas e crescendo com elas ou não consoante o carácter que se caracteriza ou não, dentro de nós.

Eduardo Moreira

setembro 26, 2006

A Mística Benfiquista

Dentro de algumas horas eles vão-se encontrar outra vez, eles são o Benfica e o Manchester United. Sem se estar a contar o Benfica fez-se em brios e derrotou o Manchester na Luz, estava toda a gente muito céptica, ainda com o treinador Holandês em quem eu nunca acreditei que pudesse ser um bom treinador. Não me enganei, ele já regressou à Holanda e o seu companheiro das conquistas em Portugal, um tal Co Adriaance, eram boas pessoas mas nem um nem outro mostrou ter algum jeito para comandar jogadores de futebol.

O grande clube que é o Benfica, não está bem, o seu treinador está pior ainda, pois ainda não atinou no discurso certo para galvanizar os jogadores. Há quem diga que ele é bom, mas, penso eu, ele peca por falta de carisma no sentido de levar os jogadores, é por eles que passa tudo, desde que estejam bem envolvidos num espírito de vitória, levados por uma liberdade de acção em que as coisas saem de forma espontânea. Não é fácil lá chegar mas, chega-se, o contrário disto é exigir tácticas e técnicas que a própria exigência rejeita e vai tudo por água a abaixo.

Falando agora no jogo que vai decorrer dentro de horas acontece uma coisa engraçada é que o Benfica ganhou no ano passado e este ano fala-se em vingança da parte do ilustre derrotado no passado jogo. Ora aqui entra um fenómeno estranho que é aquela história da vingança que vai bailando na cabeça dos jogadores, que é negativo para quem quer vingar e positivo para o outro lado que beneficia da ansiedade do vingador.

Para além desta teoria há também um factor importante que é a grandeza do Benfica, ou seja, há uma mística tão grande naquele estádio que os jogadores e o público transcendem-se completamente quando, num jogo, como o de hoje, dois colossos da arte do futebol se defrontam com toda aquela carga psicológica, arrastando uma magia que dá gosto viver, por isso lá estarão 60 e tal mil crentes.


Quem, vai ganhar? É sem dúvida a gente da casa. “Para cá do Marão mandam os que cá estão”.
Dizem muito bem os trasmontanos.

Eduardo Moreira

setembro 22, 2006


Falar na Paz

Mahmoud Ahmadinejad deu uma cambalhota de cento e oitenta graus nestes últimos dias e fez muito bem. Aqui está como de momento para o outro duas pessoas intransigentes, passam a ser duas pessoas normais, que é o mesmo que serem sensatos e dialogantes independentemente do que tenham dito antes, pois em primeiro lugar está o bom senso e especialmente nos tempos que passam é mesmo isso que faz falta.

Alguém disse e muito bem que “temos de falar com os nossos inimigos” e é verdade, não se pode, especialmente quem tem a responsabilidade de evitar grandes conflitos ou outra coisa muito diferente que é a guerra invisível, sim aquela que veio sem se saber de onde e sem se saber bem onde estão os protagonistas e quem são. Quem tem um grande arsenal de armas acha, e mal, que pode resolver tudo num fechar de olhos e já está, grande erro. Este raciocínio aconteceu no dia 11 de Setembro de 2001. Eu tive a clara visão do que ia acontecer quando os vi ir de armas e bagagens lá para os lados do Afeganistão, foram bombas e mais bombas e o resultado é zero, não se resolveu nada tudo piorou.

Quando acontece o que aconteceu na bela cidade de Nova Iorque é porque há um forte vazio de vida e recalcamento por parte de um povo que se sente deveras humilhado, muito humilhado. Será que ao Sr. Presidente dos EUA não lhe ocorreu que haveria outras coisas a esclarecer, o porquê ?. Antes de arrancar com o arsenal militar.

Isto veio a lume agora pela reviravolta aparente ou não, nas palavras de Mahmoud Ahmadinejad e também de G.W. Bush, pareceu que com algumas palavras se poderia evitar uma guerra.

Aprendam a dialogar e aprendam a saber ler o que se passa no mundo e no mundo também está a responsabilidade de se chegar aqueles que precisam de apoio e nunca queiram resolver as coisas pela espada como dizia Moisés. Os tempos são outros.

Eduardo Moreira

setembro 21, 2006

As pedras, o Outono e a Primavera

Elas são tantas tantas que eu não consigo dar conta delas, as pedras, elas são todas diferentes, não estou a falar delas em especial, das muito bonitas, estou a falar delas todas, todinhas, algumas nem as faço mexer de tão pesadas serem. È um trauma que eu tenho por elas, até já gosto delas de tanto trabalho me darem.

Elas começaram a perseguir-me há uns anos atrás, foi em 2003. Já passaram três anos e continuo com elas, é uma boa relação, eu fui procurando por elas e elas foram aparecendo, especialmente quando, vencido pela necessidade de terra, elas, oportunistas vieram também, foram toneladas e toneladas delas, também amante da terra fui remexendo e elas continuaram a aparecer.

Já têm feito jeito, às vezes é preciso pedra muita pedra. Às vezes aproveito-as para ornamentar o jardim e as cazolas das árvores, mantêm as terras mais frescas. Mas tem sido uma perseguição, eu, teimoso procuro a terra, essa que não se cansa de rebentar pela Primavera e como por milagre, vem daí as ervas, as plantas etc. tudo rebentando, quase num desafio de quem mais belo quer apresentar, é um espanto o renascer da vida todos os anos.

Estou ansioso pela Primavera, oxalá não haja nenhuma catástrofe agrícola, às vezes acontece, mas nós cá estamos a preparar coisas que queremos ver reviver numa Primavera nova e linda. É o milagre da criação é a vida a dar vida, é o equilíbrio suave e seguro que mantém a orquestra filarmónica em harmonia e perfeição, a este conjunto de maravilhas há quem lhe chame Deus.

O Outono vai já começar depois de amanhã dia 23 de Setembro, é a despedida do Verão, que foi bem quente, quiçá, quente de mais, tudo fugia para as sombras, ou para a praia e também para o ar condicionado. Eu não sei para onde fugia, talvez fugisse de mim mesmo a pensar em algo que se desejava muito, o ser humano é assim, quer sempre atingir o limite na vida, salvar a Pátria e acabar com a miséria. Mas quando assim não é, o que é não é nada, é o desistir o perder da alma e esta é a que tem de estar sempre bem viva.

Voltando às pedras, que eu amo, vou pondo sempre pedra sobre pedra e assim se constrói o nosso castelo o castelo das nossas ilusões, das nossas paixões, na caminhada do êxito ou não.

Eduardo Moreira
As pedras, o Outono e a Primavera

Elas são tantas tantas que eu não consigo dar conta delas, as pedras, elas são todas diferentes, não estou a falar delas em especial, das muito bonitas, estou a falar delas todas, todinhas, algumas nem as faço mexer de tão pesadas serem. È um trauma que eu tenho por elas, até já gosto delas de tanto trabalho me darem.

Elas começaram a perseguir-me há uns anos atrás, foi em 2003. Já passaram três anos e continuo com elas, é uma boa relação, eu fui procurando por elas e elas foram aparecendo, especialmente quando, vencido pela necessidade de terra, elas, oportunistas vieram também, foram toneladas e toneladas delas, também amante da terra fui remexendo e elas continuaram a aparecer.

Já têm feito jeito, às vezes é preciso pedra muita pedra. Às vezes aproveito-as para ornamentar o jardim e as cazolas das árvores, mantêm as terras mais frescas. Mas tem sido uma perseguição, eu, teimoso procuro a terra, essa que não se cansa de rebentar pela Primavera e como por milagre, vem daí as ervas, as plantas etc. tudo rebentando, quase num desafio de quem mais belo quer apresentar, é um espanto o renascer da vida todos os anos.

Estou ansioso pela Primavera, oxalá não haja nenhuma catástrofe agrícola, às vezes acontece, mas nós cá estamos a preparar coisas que queremos ver reviver numa Primavera nova e linda. É o milagre da criação é a vida a dar vida, é o equilíbrio suave e seguro que mantém a orquestra filarmónica em harmonia e perfeição, a este conjunto de maravilhas há quem lhe chame Deus.

O Outono vai já começar depois de amanhã dia 23 de Setembro, é a despedida do Verão, que foi bem quente, quiçá, quente de mais, tudo fugia para as sombras, ou para a praia e também para o ar condicionado. Eu não sei para onde fugia, talvez fugisse de mim mesmo a pensar em algo que se desejava muito, o ser humano é assim, quer sempre atingir o limite na vida, salvar a Pátria e acabar com a miséria. Mas quando assim não é, o que é não é nada, é o desistir o perder da alma e esta é a que tem de estar sempre bem viva.

Voltando às pedras, que eu amo, vou pondo sempre pedra sobre pedra e assim se constrói o nosso castelo o castelo das nossas ilusões, das nossas paixões, na caminhada do êxito ou não.

Eduardo Moreira

setembro 13, 2006

Uma noite de chuva

Depois de largos meses fugindo ao poder do calor do Sol, hoje pelo fim da tarde a caminho da noite o céu cobriu-se de nuvens e com a ajuda do vento, daí a nada começaram a cair as primeiras gotas frescas, depois já quase frias.
As terras agradecem, pois, têm estado quentes, assim como as árvores, com um sol agressivo começaram a ver cair as folhas queimadas numa antecipação do Outono.

Foi, sem dúvida, bem recebida a água empurrada lá do céu. Parece um bocado aborrecido esta lenga-lenga melancólica e patética, mas, pergunto eu, quem não sente alguma ternura por umas gotas de água fresca depois de um verão quente e ambíguo. Faz-me lembrar alguém que uma vez disse, deixa lá, amanhã é outro dia vamos beijar e abraçar com to o amor e toda a ternura

E pronto, o melhor é falar de futebol, ao menos aí a gente até vê onze mangas de cada lado a darem o litro por um golito e a alegria louca da festa que vai do rectângulo relvado até aquelas bancadas cravejadas de sportinguismos, neste caso.
Foi ontem mesmo, ali sim viu-se um belo jogo, bem disputado e com um excelente golo de Marco Caneira, não estou a dizer isto por ser o meu clube mas foi hino ao desporto e à juventude e ao treinador do Sporting Paulo Bento.


Falando agora do treinador do Benfica, els até tem muitas características para ser bom, mas, desconfiei dele logo de início e naquele jogo com o Boavista fez-me pressentir qualquer coisa e que vinha aí asneira, especialmente quando lhe lembraram que nunca tinha ganho no Bessa. Notei aí algum menosprezo, ligeirismo o que é fatal e correu bem mal.

Outro caso foi com o último jogo internacional, ou seja, no jogo em que o Rui Costa fez um grande jogo assim como o Nuno Gomes. Acontece que F. Santos não soube gerir os jogadores em campo quando já tinha a vitória garantida e não substituiu R. Costa estando já ele com queixas apôs entradas duras, o mesmo aconteceu com N. Gomes que também estava indiscutivelmente a pedir substituição.

Fernando, Fernando mais atenção na gestão dos jogadores e menos tiques de sabichão.

Eduardo Moreira

setembro 07, 2006



PEZINHO DO PICO

Popular

Eu fui ao Pico, piquei-me,
Ai sim piquei-me, piquei-me lá num silvado,
Ai sim piquei-me, piquei-me lá num silvado.
Nunca mais eu vou ao Pico,
Ai sem o Pico sem o Pico ser podado,
Ai sem o Pico sem o Pico ser podado.

Eu fui ao Pico, piquei-me,
Ai sim piquei-me, piquei-me lá num picão,
O pico nasce da silva,
Nasce da silva e a silva nasce do chão.

Ó meu amor nada, nada,
Ó meu amor nada, nada, nada não.
Nada trago em meu peito,
Ai em meu peito, de que te faça quinhão.

Ponha aqui o seu pezinho,
Aí ponha aqui, ponha aqui, que não faz mal.
Que esta moda do pezinho,
Ai foi do Pico, foi do Pico pró Faial.

setembro 06, 2006

Finlândia-Portugal
Jogadores: Ricardo, P.Ferreira(sup), R.Carvalho, Costinha, Deco, Tiago(sup), Nani, N. Valente, Petit, Nuno Gomes, Caneira, Ricardo Costa.
5.56 Hino Nacional Português.
5:58 Hino Finlandês
18 Graus de temperatura.
Início: 06:00 pm

Aos 07 m pressão sobre as Quinas. Ricardo faz boa defesa. Bom desempenho de Nani, 6:8 s. 21:40 Golo da Finlândia.
Finlândia 1 Portugal 0. Portugal tem pela frente uma Finlândia aguerrida e muito bem fisicamente actuando com muita garra.27:17 grande remate de meia distância por Ronaldo. 35:35 canto a favor de Portugal. Nani 7 ataques.41:20 Golo de Nuno Gomes. Finlândia 1 - Portugal 1.
Nani 8 ataques. Recebe assistência aos 45 m. + 3 m 10 s. Acaba a 1ª Parte.

Começou a 2ª parte. Tiago e H. Almeida. Segunda-parte dinâmica para Portugal no início. Ricardo Costa expulso. 52 m.
Já tinha um amarelo. 57 m entra Ricardo Rocha. 59:21 Grande defesa. 81:30 Livre perigoso contra Portugal, defende muito bem Ricardo.

Entra Tiago aos 84 m. Pressão sobre as quinas, mas o empate deve estar garantido. Imussão no último minuto Portugal arrancou um empate com menos um desde o início da segunda parte.

Eduardo Moreira
Without you - From Nilson

Well I can´t forget this evening,
and your face when you were leaving,
but I guess that´s just the way the story goes,
You always smile but in your eyes your sorrow shows,

Yes it shows.

Well I can´t forget tomorrow,
When I think of all the sorrow,
I had you there and then I let you go.
And now it´s only fair to let you know,
What you should know.

I can´t live is living is without you,
I can´t live, I can´t live anymore.
I can´t live, if leaving is without you,
I can´t live, I can´t live anymore.

setembro 05, 2006

A descoberta do não acaso

Estou a ver o jogo Portugal-Polónia, aos 42:00 está a zero zero, tenho visto intermitantemente, ora vejo, ora não vejo. Tenho outros encantos, que têm a ver por exemplo o “digitalizador de textos e também com as conversações internacionais via ICQ e também com outros trabalhos que sempre estão presentes no local.
Os meus cães fazem-me companhia, sempre atentos, aos movimentos dos vizinhos.

Os amigos, não se sabe se existem ou não, agora é tudo materializado, e não foi sempre assim? Há a arborização, que está em curso, é interessante como uma coisa aparentemente tão vulgar e é tão significativo. É algo que fica e a gente vai olhando o seu crescimento e a sua beleza, quiçá a suas possíveis maleitas.
As árvores de fruto são mais sensíveis, requerem mais cuidados, em contrapartida também nos enchem de orgulho, com as suas Primaveras, lindíssimas flores e mais tarde os frutos. Depois é a criação, o fazer criar, produzir, embelezar e algum produto, filho da terra e da vontade de quem foi preparando as terras e as suas disponibilidades.

Estamos já a 5 de Setembro de 06. O tempo menos quente agora e mais fresco depois, talvez com chuva também. E é uma nova fase da maravilha da Natureza que nunca se esquece nem se engana. Segue o seu percurso, uma infinidade, contrapondo a beleza da transformação que sempre está a acontecer.
O mundo também vai andando no seu caminho para se ir refazendo, aprendendo devagar, a desfrutar deste milagre contínuo, quais visitantes trabalhadores turistas que se vão preparando para partir e deixar a vaga para os novos visitantes.

Vale a pena vir por cá, aquele tempo que está programado e que os que estão vão sendo tentando prolongá-lo o mais que puderam, mas sempre com a certeza que, não foge muito ao que está traçado, é preciso pois absorvê-lo e prolongá-lo o melhor e mais possível. È o paraíso, é a nossa visita e é aquilo que nós não sabemos e se assim é, é porque assim tem de ser.

Entretanto o jogo já vai nos 65 minutos e Portugal ganha à Polónia 2-0. Sub 21.

Eduardo Moreira

setembro 01, 2006

A fuga ao Sol


A fuga do Sol

Tirando uns mergulhos na praia, estes meses, Junho, Julho, Agosto e o recém-chegado Setembro fazem-nos correr para as zonas com ar condicionado, fresquinho. O todo poderoso Rei Sol é implacável na sua autoridade e poder. É a nossa principal luz. Por vezes andamos ofuscados, mas não é por culpa do Sol é por outras coisas, coisas sem valor, olhando para a frente, temos luz, logo, temos tudo o que é preciso, pois o esplendor solar, qual vitrina ou janela para espreitar e logo nos parece que temos tudo, nada nos falta.

Pela noite manda-nos descansar, para que, melhor pela manhã os possamos apreciar, o Sol a Luz. Na escuridão da noite vemos as estrelas brilhar lá em cima, espectáculo maravilhoso, vemos as constelações. Variando, como que para continuar o encantamento, aparece a Lua, reflectindo uma luz suave a convidar-nos para o velho romantismo que tanto gostamos de absorver com avidez e deleite.

Mas eu estava em fuga do sol, nestes meses veraneantes, é verdade, mas mesmo implacável como é nestes meses, ele é sempre a luz que nos bronzeia e no faz mais rebeldes a atrevidos, pondo os corpos entregues à natureza que é pura e sadia e gosta da nossa nudez mergulhada nas dançarinas ondas do mar.

Sempre, abertas para nos receber fazendo-nos sentir leves e livres naquele mar azul fresco e limpo numa lavagem de espírito e carregamento de energias e esperanças para um Outono de imensos motivos de postais ilustrados a desfazerem-se e refazerem-se no Céu.

Eduardo Moreira

Primeiro de Setembro - O Barro



Primeiro de Setembro - O Barro

No campo alentejano, aqui estou a desbravar o barro, barro bem barro, fechado duro e imponente, dá que fazer quando se quer trabalha-lo, mas também é moldável quando comandado pela mão humana. Saem peças muito belas e o cheiro também é bom, a água, nas púcaras de barro, está sempre mais fresquinha e faz parte da nossa vida, quando pela sua personalidade, se impõe também, pela sua verticalidade.

Duros e moles consoante o caso são também os Iranianos, que puseram os americanos zangados, porque não, não vergam às exigências dos senhores de Washington e outros que tais. Não aceitam que os “maus” tenham o direito de desenvolver a energia nuclear e outros desenvolvimentos, não enxergão que não se podem armar em Rei Salomão e apontarem quem são os bons e quem são os maus.

Além desse abuso, nem sequer estão a ser inteligentes, pois as sanções, além de serem ineficazes, não vão de encontro ao que se pretende, ou seja, que não se façam descriminações, humilhando quem já está muito humilhado, alimentando assim um mau estar, uma arrogância constrangedora.

Tenham juízo meninos, as coisas já não são o que eram e se querem continuar a viver com uma espada por cima das vossas cabeças, tem de aceitar os outros tal como querem ser e não serem o que os outros querem conseguir à martelada. Assim não, venha lá daí, alguma humildade e falem com todos.

Eduardo Moreira

agosto 29, 2006

Outra Biblioteca

Outra Biblioteca

A vida num correr, corre, corre e foge-nos das mãos, tantas coisas se passam é como o encolher das balizas, as tantas não se acerta nela. Tudo vai encolhendo, até o futebol parece que quer baralhar tudo, mas aí cuidado, por razões que a gente sabe, ainda é do melhor que nós temos. 4º Lugar no Campeonato do Mundo, é um espectáculo.

Mas os sinais, parecem feios mas não são, parece que se quer arrumar a casa e há pessoas que têm de compreender que as coisas já não podem ser como eram, chegou a vez de trabalhar melhor no desporto rei e os sucessos vão ser maiores. Portugal está a modernizar-se, vamos daí, até o passaporte não deixa passar nada.

As nossas Forças Armadas e Policiais estão em todo o lado e sempre com boa presença. Até em Timor que um local que me diz tanto. Amo-te tanto amo-te tanto.

Não conseguem por aquela gente ocupada e com dinheiro no bolso e no banco, vem aí a força do Petróleo de Timor-Leste e a cambada a governar deixa muito a envergonhar.
Anda ali muita mãozinha da reacção, querem ver o jovem País completamente esfrangalhado, (já é a segunda vez que escrevo esta palavra, gosto tanto dela, amo-te tanto).

Aquela gente da Austrália é uma desgraça, desde o primeiro minuto que os topei, vieram com más intenções, querem tomar conta dos desgraçadinhos. Vai de quanto pior melhor para reinar, mas há mais para destabilizar, exactamente o contrário do que deviam fazer.

Acho que não vou dizer mais nada, está-se a esgotar o meu tempo.
Mas que nós ainda vamos dar cartas, vamos. Somos gente de bem.

Eduardo Moreira

O Sindroma deles

O Sindroma deles

Há dentro de cada um de nós vários tipos de traumas que são quase sempre de difícil interpretação. Quantos, verdadeiros sábios, são apanhados por estes estranhos devoradores de valores técnicos que ficam por aí mesmo sem provarem a doce alegria de tornar os seus sonhos em realidade.

Mas é assim mesmo, todos temos a nossa aura brilhante, mas quantos a apagam com traumas e teimas. Contudo, há sempre a possibilidade de exorcizar as ditas e mostrar que as ferramentas estão cá dentro e é preciso sabe-las usar.

A Vida é uma incógnita para todos nós, uma coisa sabemos nós e em muitos e muitos anos ninguém se lembra de que a espada está sempre por cima da nossa cabeça e um dia cai. Nós sabemos que não nos devemos importar com isso, talvez se saiba, num tempo.

Agora tenho de acabar, também estou a prazo, estou numa biblioteca pública.

Tudo muito bom.

Eduardo Moreira

agosto 28, 2006

CANÇÃO - Fernando Pessoa

CANÇÃO - Fernando Pessoa

Sol nulo dos dias vãos,
Cheios de lida e de calma,
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!

Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe,
Com externo calor brando
O frio da alma disfarce!

Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos força
De a não mostrar a ninguém!

agosto 24, 2006


Mourinho adormece sentado (01)-(11)- (2-1)

José, pensou para ele, estamos já a ganhar 1-0 ao Middlesbrough, que por sina, não temos sido felizes com este clube, e vai daí, inebriado, ainda com os sucessos dos anos anteriores, sentiu-se bem no conforto das loas passadas e foi esperando que a inevitável vitória estava garantida e o tempo foi passando.

As ameaças no início da segunda parte, foram ignoradas, os jogadores também estavam seguros, é só deixar passar o tempo e com mais um golito, tudo acaba bem como é costume.

Eu, um simples espectador no conforto da minha casa, comecei a mexer-me muito no sofá, era notório um ganhar de confiança por parte do Middlesbrough. Por parte de Mourinho, nada, apatia, pensei: terá adormecido na sua imensa autoconfiança?

O meu coração batia mais rápido, vem o empate, Mourinho continua sentado. Pensou ele, vou já fazer uma mudança, o Middlesbrough crescia, o shelsea tremia já muito enervado, e a reviravolta consumou-se.

Assim não José, um adormecimento sentado?.

Eduardo Moreira

agosto 23, 2006

O Irão não desarma


O Irão não desarma,
desafia a ONU promete manter programa nuclear.

Obviamente o Irão não aceita as exigências da América e da Europa, um País, seja qual for não pode ser tratado deste modo, com menosprezo e arrogância. Não há nada a fazer, não podem nem devem proibir, outros países produzem Energia Atómica e o Irão tem o mesmo direito que os outros, não pode ser tratado de qualquer maneira. É uma humilhação que só piora as coisas.

A única maneira de este assunto poder ser tratado é deixá-los fazer o que, por si, tem direito e engloba-lo no mundo onde as pessoas são de confiança, e essa será a base da segurança, num ambiente de respeito e lealdade, assim sim, se constrói uma base de igualdade.

Não podemos classificar uns como bons e outros como maus, assim, aumenta a desconfiança e o tal ódio de estimação que teima em aumentar cada dia que passa.
Quanto ao enriquecimento de Urânio e até o construir da bomba atómica, não devem proibir nem têm esse direito, tão pouco é inteligente fazê-lo.

A segurança real está em deixar de considerar uns bons e outros maus, os considerados maus só o são porque há um mundo marginalizado que precisa de ser respeitado e não achincalhado.

As atitudes arrogantes de países que se acham com poder para ditar as suas leis, estão enganados e têm de cair na realidade, e ser inteligentes e humanos. Dizer que se não aceitam a bem aceitam a mal é horrível para quem tem o desplante e estupidez de dizer tal coisa. Assim como ter a barbaridade de dizerem que continuam a fazer eliminação selectiva, é de bradar aos céus.

Eduardo Moreira

agosto 21, 2006


O futuro o presente e o passado, mesclado

Diário das loucuras. Prá história.
2ª feira 34ª semana. Tudo treme, medo e medo, o sussurrar de mais este e outro acontecimento, é a toda a hora, já estamos habituados, já não sabemos viver sem um bocadinho de pica, nada de monotonias. O futuro é o que se vê, está à vista, o presente está em moda, é sempre a abrir, na maior. Fazer a história bem em cima, com um pitadinha de futuro e também de passado bem repassado.

Estamos fartos de falar em guerra e nos atentados, mísseis para aqui Roquetes para ali, outros armamentos em afinação. É o presente, é o que é. O passado faz-nos lembrar grandes coisas, que nós lembramos com um sorriso, outras vezes nem por isso, algumas são bem longínquas outras não, mas sorrimos sempre, já passou.

Fala-se muito em violência doméstica, que coisa primária. É bom que alguém acorde esses valentões. Um chorrilho de bom futuro: assaltos à mão armada, corridas ilegais, de carros, bares a saque, burlas com cartões, sida, etc.

Todo o mundo vai fingindo que controla alguma coisa mas tudo vai piorando. Que fazer? Num futuro próximo é o salve-se quem puder. O que é que fazem as pessoas que não têm emprego e (ou) não trabalham? boa coisa não é certamente.

Em Timor foram muito inteligentes, despedem militares e não lhes dão outra ocupação, os jovens, e não só, andam na rua a vaguear, logo asneira da grossa. As pessoas têm que ter uma ocupação e dinheiro. Os espertos em Timor, e não só, não vêm isso, até vão ter muito petróleo, têm crédito, estão a fazer o quê? ninguém gosta de ir para a cadeia, haja emprego e dinheiro e tudo mexe bem. Cambada...

Será que há alguém que dê rumo neste planeta. Falta de imaginação.

Eduardo Moreira

agosto 17, 2006

Israel a Guerra e as famílias

Israel a Guerra e as Famílias
Através do ICQ tenho conversado muitas vezes com uma senhora israelita que, considerando-a minha amiga, pelo que temos conversado, veio ontem a lume algum azedume entre nós, pela simples razão de não estarmos de acordo em muitos pontos de vista em relação às relações entre Israel e o Mundo Muçulmano.

Mais zangada ficou quando eu lhe disse que tinha escrito no meu blogue que Israel estava a ser arrogante desde o início do conflito, que depois de 33 dias está agora em banho-maria até chegarem as tropas do Líbano e do da ONU e outras que se preparam para chegar. A minha amiga, afinou mesmo, compreende-se, perdeu um irmão numa das guerras que tem havido e teve agora um filho envolvido neste conflito.

Também não alinhamos no mesmo diapasão quando à forma de dar a volta ou dar solução a este interminável ódio de estimação que grassa nesta região. Melindrou-se quando lhe disse, que através das armas só aumenta a rivalidade, por mais que lhe disse-se, que esse terá de ser sempre o bom caminho, não aceita nem acredita.

Argumentou imenso sobre as características dos radicais islâmicos, comparando com os cerca de 60 milhões de Árabes que vivem em Israel e ao redor de Israel, mas não concebe qualquer solução a não ser pelas armas. Por mais que eu argumentasse sobre uma evolução lenta e consequente no diálogo para a Paz, não aceitou e considera que eu sou um ingénuo, mas não vislumbra uma saída para as crises a não ser pelas armas.

Fui-lhe dizendo que coisas estão a mudar e não para melhor no diz respeito a Israel, dado que no outro lado, há já algum poderio organizativo e militar, assim sendo, só há duas alternativas, ou deixam-nos avançar para armamento muito perigoso ou então terão de destruir toda o sua potencial capacidade militar o que também é muito arriscado, inclusivamente a nível mundial.

A Senhora não acredita na hipótese mais razoável, que será o bom senso de todos.
Houve uma altura recente em que li duas coisas horríveis:

1)
Ou aceitam as coisas, que nós queremos, a bem ou a mal.
2) Nós continuaremos com a eliminação selectiva
.

Quem terá dito tais coisas?

Eduardo Moreira

agosto 15, 2006


Dia 15 de Agosto, Dormição da Santíssima Mãe de Deus

A última grande festa do ano litúrgico bizantino (que nos Minéa termina no dia 31 de agosto) é mariana: Dormição da SS. Mãe de Deus, Kóimesis no grego e Uspénie no eslavo eclesiástico, palavras que aludem justamente ao ato de dormir. E a tradicional representação iconográfica de 15 de agosto mostra a Virgem estendida no leito de morte, rodeada para o último sono pelos apóstolos, vindos prodigiosamente dos lugares onde pregavam o evangelho, tendo ao centro Jesus Cristo que acolhe a sua alma, representada como uma menina envolta em faixas e por ele sustentada.
A partir do dia 1 de agosto, o Oriente bizantino prepara-se para a festa com um jejum (do qual também fala São Teodoro Estudita, morto no ano 826) e dado que, além da pré-festa do dia 14 de agosto, os textos litúrgicos falam do trânsito de Maria SS. ao céu até o dia 23 de agosto, pode-se afirmar que este é o mês mariano dos fiéis ortodoxos e greco-católicos.
A celebração dessa solenidade no dia 15 de agosto foi fixada com um edito do imperador do Oriente, Maurício (582-602), confirmando uma tradição, sem dúvida, mais antiga. No Ocidente, a festa foi introduzida, juntamente com outras três festas marianas, pelo papa Sérgio I, coincidindo as datas de sua celebração. Quanto ao conteúdo, o tropário principal assim sintetiza o mistério:

agosto 14, 2006

O blogue, MorbidMan, está a fazer um ano


O blogue, MorbidMan, está a fazer um ano

Foi em Agosto, quente como é costume, no espreguiçar do muito e do pouco que se pode fazer, vem o desabafo, coisas muito importantes e outras nem tanto, há sempre um fervilhar de acontecimentos, queremo-las fixar, marcá-las no tempo, dar o palpite, suspirar a vontade da contribuição, nas batalhas de levar o que achamos melhor para o caminho certo de lançar um país para o seu lugar merecido.

Também no mundo temos a veleidade de querer intervir, nem que seja de forma virtual, intervenientes sim, parados não, nada está seguro, tudo está periclitante, há um jogo manhoso por esse mundo fora, há coisas que vêm de muito longe no tempo, e o homem não esquece, os genes fazem o seu trabalho, passam de uns para os outros, em todos à razões, em quase todos à religiões, em muitos há ódios, em muitos não nada disso, há a paz para viver, na sua, em bem.

Hoje de manhã, teoricamente uma guerra entrou em pausa, por quanto tempo não se sabe, sabe-se que as guerras continuam, é como que fazem parte da vida, as bombas caiem sem dó, das pessoas também não há dó, nem das crianças, que não sabem bem o que é aquilo, que destrói e aumenta a vontade de vingança e as guerras continuam.

Com tanta coisa boa que há para fazer, melhor seria que se chegasse a um consenso de que é tempo de parar, já somos crescidos, com tanto trabalho para se construir e sentir o sabor da paz e tranquilidade, para os meninos, meninas, novos e velhos. Vai-se para o sofrimento, o terror. Neste planeta lindíssimo que tudo dá, que a todos nos encanta com a sua beleza, os rios os mares, as florestas, os animais, as aves cantando, esbanjadoramente tudo nos oferece.

Eduardo Moreira

agosto 10, 2006

Quente, muito Quente


Quente, muito Quente

No tórrido Alentejo, escapa-se quando se tem uma biblioteca com ar condicionado, muitos livros à escolha, podem levar-se para casa, todos os jornais do dia, revistas um bom ambiente e acesso à Internet.

Na bela Vila que é Grândola, é assim está-se bem, há outro lugar para os internautas, onde têm cerca de dez bons computadores. Tem o nome “o lugar da net” e os mais novos lá estão a navegar por onde lhes der na veneta. Também lá aparecem alguns mais velhos (cotas) como eu.

É interessante o projecto para todo o País, onde toda a gente pode ter contacto com todo o Mundo, em qualquer Aldeia há um centro cultural apoiado pelas Câmaras e assim a malta mais nova e os outros vão entrando pela descoberta desta ligação ao nível do Globo onde se pode espreitar pelos mais diversos temas, assim como a comunicação “on line” para todos os nossos amigos ou conhecidos.

Esta abertura ao Mundo no interior é relativamente recente, mas já está implantada e isso é que interessa o importante é mesmo, neste caso o Alentejo, imenso, com muita gente ainda isolada e logo tudo vai mudando, ensinando, mudando. Faz-me lembrar aquele rapaz que é o único na Aldeia, tem as suas cabras e ovelhas, mas o alcance dele é total.

Daqui a pouco, 1h e 15 minutos, estamos a ver o jogo de futebol Portmouth-FCP, acompanhamos os movimentos, bem quentes de todo o Mundo. Mas são coisas muito graves para estarmos aqui a falar disso. A mais recente, que fez assustar o Reino-Unido, foi a ameaça de ataque a aviões de e para os EUA, ao que se sabe foi desmantelado já e ainda bem, mas há muita coisa a resolver, mas tem de ser bem profundamente.

E pronto, por enquanto temos as nossas vilas, aldeias e cidades, sem receios, e esperemos que continuem assim, ou ainda melhor.

Eduardo Moreira

agosto 09, 2006

Co Adriaance


Co Adriaance

Pinto da Costa esteve bem, este treinador assim com o que foi despedido por parte do Benfica, estava na cara de qualquer um, que estas duas peças estavam, a ver o filme ao contrário, apanhei-os logo de início, muita parra e pouca uva, não se davam ao trabalho de conhecer os jogadores que já cá estavam, era experiências umas atrás das outras.

Estou plenamente convencido de que Adriaance não teria sucesso no FCP, falava demais e sabia muito pouco, mais um casmurro, era a sua táctica de sempre que sempre resultou mal, teve sorte no FCP. Metia-se onde não devia e descarregava lá para a Holanda, falando das contas financeiras do Clube como se fosse mais do que um treinador.

Baralhou muito e construiu pouco, já era tempo de Pinto da Costa fazer alguma, depois da vaga desgraçada de compras e vendas de jogadores e troca de treinadores, foi tempo mau para o FCP e para o Presidente, foi um chorrilho de disparates. Esperamos que desta acerte e recupere as contas.

Eduardo Moreira

agosto 08, 2006

Almeida Garret

OLHOS NEGROS

Por teus olhos, negros,
Trago eu negro o coração,
De tanto pedir-lhe amores…
E eles a dizer que não.

E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são;
Que os azuis dão muita esp´rança.
Mas fiar-me eu neles, não.

Só negros, negros os quero:
Que em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim…
Nunca mais dizem que não.

agosto 07, 2006

A arrogância de Israel 2

A arrogância de Israel 2

A maneira como se comporta, continua a ser de arrogância presunção, acham que são os maiores e sabem que têm o irmão grande que sempre os vai apoiar. Esquecem-se porém que por esse caminho nunca resolverão o seu próprio problema, nem com a ajuda do mano. O melhor seria pensarem melhor e mudarem da atitude sobranceira.

Os Estados Unidos, perante o problema das torres gémeas, Set.2001, decidiram avançar com as armas, não resolveram nada, O Afeganistão está como está e o Iraque pior ainda, o ódio aumentou o B. Laden está em parte incerta e o Mundo está pior.

Pressenti logo o que se iria passar, muita gente a morrer em todas as frentes e muita destruição e não se chegou a nada, a não ser ser pior a emenda do que os sonetos todos.

Avizinham-se grandes catástrofes, que eu não queria ver, mas tudo indica tal. Israel continua a tratar os vizinhos autoritariamente, sobranceiramente, ainda pensa que vence sempre e portanto não muda de atitude. Orgulhosamente em direcção ao desastre para todos, muito grande.

Quando as pessoas não se dão com os vizinhos que vieram depois, mesmo protegidos pelas leis do ONU, não há nada que lhes valha, ou se mudam ou andam sempre em guerra e, desiludam-se não se ficam sempre a rir, o mais certo é ficaram a chorar. Os ventos não sopram sempre para o mesmo lado. Haja tino na cuca ou então desastres muito grande vêm por aí. Resolver as coisas com o poderio militar não é nem saudável nem inteligente.

Eduardo Moreira

agosto 06, 2006

Eras tão formosa


Manuel L. L. Monteiro

I
Eras tão formosa
Ó linda moçoila
Perfume de rosa
Maçãs de papoila
II
Que lindos caminhos
Trilhámos, trilhámos;
Fomos amiguinhos
Com amor andámos.
III
Linda pastorinha
Eu te conheci.
Eras tão meiguinha
Nunca mais te vi.
IV
Linda pastorinha
Eu não te esqueci
Tudo o que deste
Eu te dei a ti.

agosto 05, 2006

SONHO INVENTADO

Inquietação – Sofia Muller

SONHO INVENTADO

Num sonho inventado
Da escuridão se faz luz
Do desejo, realidade
Sem barreiras nem tabus,
Mas num sonho inventado
Ultrapassa-se a imaginação
Dirijo a minha própria vida
Tenho o comando na mão,
Tudo ganha forma e sentido
Não há vítima nem culpado
Salta o desejo reprimido
Num sonho inventado.

agosto 03, 2006

A arrogância de Israel


A arrogância de Israel

Fica-lhe mal, ao estado de Israel, a forma sobranceira como se apresenta, em relação aos seus vizinhos. Algum bom senso e humildade ficar-lhe-ia muito bem.

O facto de se ter umas forças armadas do mais fino engenho que se conhece, não lhe dá o direito a tentar subjugar os seus vizinhos pela força.

Foi-lhe atribuído um espaço, depois, holocausto na segunda guerra mundial, para se estabelecer e viver, não se lembrou porém de muita coisa, uma delas, é que havia e há uma grande hostilidade entre Muçulmanos e Israel, e a solução é só uma:

Ou se entendem, num passo de grande altruísmo e inteligência por parte de Israel ou vão continuar a aumentar o ódio e aumentar as capacidades de destruição, parte a parte.

Isso só pode dar em coisas horríveis. A humilhação imposta ao mundo Islâmico alastra-se por todo o globo. Quem não se dá com os vizinhos, que são predominantes, só tem é de se mudar para outro lado, ou mudar a forma de estar na vida, sem arrogâncias bélicas e de superioridade.
É tão simples como isso. Outro holocausto não.

Eduardo Moreira

agosto 01, 2006

Não estou para...ficar sem...


Não estou para...ficar sem...

Há pessoas que não têm amor a ninguém, acontece, isso do amor deve ser um disparate. Não se sabe porque é que se fala tanto do dito amor. Mas que ele existe, existe. Muitas vezes ele está disfarçado, é envergonhado, discreto e às vezes parece meio tontinho da silva, mas é a força das forças, quando ele quer, ninguém o segura.
Traz a vida, porque a vida é quando o amor quer e como se costuma dizer “QUEM QUER TEM”, aqui está a essência da criação e a criação só acontece quando a gente a quer, obviamente com AMOR.

Ele é a mais força que existe, há quem lhe chame DEUS. As pessoas dizem valha-me Deus e não é só porque os padres nos ensinaram assim, é porque as pessoas encontram ali a força de que necessitam, logo que acreditem, é como uma pequena ervinha na terra que quer crescer e ter cada vez mais células e mais, até os unicelulares querem progredir e ter mais células.

Quem, sem querer, ou por puro egoísmo, não tem amor, não tem mesmo, acha até esquisito que quase toda a gente tenha amor por outros sejam quem, por quem, ou o que for. Há pessoas que, o amor é querer ter tudo, não perder nada, é como que uma gula, ou uma alarvice, ter isto ou aquilo, porque quer, é a lei. Quem sabe, se pode aprender o que é o amor, é que viver sem amor e só ganância de ter tudo e mais alguma coisa, então aí está uma pessoa, mas de pedra e as pedras são frias e as coisas que se querem só por querer, logo nunca têm nada só frieza das pedras.

Eduardo Moreira

julho 28, 2006

Comigo me desavim



Sá de Miranda

(Coimbra, 1481-1558)

(COMIGO ME DESAVIM
)

Comigo me desavim
Sou posto a todo o perigo:
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse;
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim
?

julho 27, 2006

Outra vez Simão


Outra vez Simão

Lembro-me da saga de Simão no ano passado em que chegou a rumar para Inglaterra e depois voltou para trás, porque eram os milhões para aqui e para ali, dás 20 milhões não dás, vai, não vai. Foi de arrepiar, sempre é um ser humano, tem os seus sentimentos, tem os seus anseios de mudar. Enfim, eles disseram, não dão os 20 não vai, pronto.

Como ele conseguiu, ainda, fazer uma época boa é que eu não sei, sei que deve ter uma boa capacidade de ultrapassar estas trapalhadas e ir em frente.

Este ano, com o mesmo Simão, depois do Mundial, logo se tem falado, vai para ali, vai para acolá, o acordo está a um passo, entretanto vem o Presidente do Valência e diz que já não quer, quer um jogador em troca, aqui diz-se que não, aos 20 milhões, talvez 18.

Aguenta Simão, és bom jogador e espero que mais esta embrulhada acabe por dar sossego e te prepares para uma boa época, mas, até agora, só fumaça.

O Figo é que está na maior, é campeão mais uma vez, desta vez em Itália, (graças à correcção dos mafiosos) para além da Taça. Foi campeão espanhol. Barcelona 1998/99 e pelo Real Madrid em 2001/2003.

Espero que o meu Sporting faça alguma coisa, não tenho fé, desculpem, mas cá no fundo ainda há uma esperança, quem me garante que um quase estreante nestas coisas chamado Paulo Bento não se inspire no Papa Bento XVI e vai daí surge um segundo Mourinho. Não é impossível.

Eduardo Moreira

julho 26, 2006


Bush ainda não sabe as razões da Guerra

Quando se deu o 11 de Setembro de 2001, os EUA não sabiam ou não queriam saber das razões que levaram aqueles “terroristas” suicidas e homicidas a desviarem aviões comerciais contra torres (World Trade Center) e contra o Capitólio em Washington e outro que se despenhou, presumivelmente seria contra a Casa Branca.

Quando se deu esta tragédia contra a Nação mais poderosa do Mundo, cuja Nação eu gosto muito, especialmente Nova Iorque, Filadélfia, toda a Nova Jérsia, onde eu já vivi durante 4 anos, de 1995 a 1999.

Estava porém em Paris quando se deu o 11 de Setembro 2001, festejava as minhas bodas de prata com a minha mulher. A primeira reacção que tive foi de que os EU não deveriam retaliar, adivinhei logo as tragédias que daí viriam, numa ânsia de vingança ou de arrasar tudo o que parecesse ser culpado.

Sabiam alguns nomes, como por exemplo o Bem Laden, (aquele que Clinton não conseguiu apanhar) sabiam que era provável que estivesse no Afeganistão, e vai de ataques e mais atraques etc.

Não quiseram ir ao fundo da questão, para depois analisarem as razões (deles) porque tinham (têm) tanto ódio aos EU. Num mundo menos selvagem do que já foi, e com as responsabilidades que têm aqueles que vão à frente, talvez uma elite que encontrou, de repente, quase um mundo à sua frente para avançar, livre, não como outros, agarrados a passados muito pesados.

Há duas coisas que os da frente têm que reter e perceber para bem do Mundo todo:

1ª - Há que perceber os que estão mais atrás e esperar por eles com ajuda e amizade.

2ª – Quando numa zona, com uma certa predominância os vizinhos não se entendem ou não gostam do vizinho muito rico. Este não tem outra solução senão mudar-se.

Eduardo Moreira

julho 24, 2006


A grande volta

O fim-de-semana que passou foi, ou devia ser, saudável, deu-nos a volta à França em bicicleta, com as lindas imagens de Paris com a chegada dos ciclistas, é um descanso para a vista e uma boa sensação olhar para um País como França um País da EU, ver os corredores espraiarem-se pelas e excelentes estradas numa festa desportiva.

Por cá também tivemos um bom espectáculo com os Veleiros no Tejo, milhares de pessoas que iam desde o Terreiro do Paço até Belém, com a nossa Sagres à frente passando por baixo da majestosa Ponte 25 de Abril com os belos Veleiros e centenas de outras embarcações num agrupamento de festa e beleza enchendo de prazer todos os que aguentaram um sol quente, até, por volta das 12:30, todos foram saindo deixando o Bugio para trás, rumando para Cádis, com a promessa de voltarem em 2008.

Eram dezenas os veleiros com a Sagres três mastros e o Crioula quatro mastros, portugueses e outros de Espanha, França, Inglaterra, Rússia, Alemanha e tantos outros, todos muito briosos.

Há também a grande volta que se prepara sempre, porque há sempre uma volta que se deve dar. Para melhor.

Entretanto neste momento, já a paisagem é diferente, há uma quinta que se quer compor, devagar e bem. Uma força em força. Total.

Eduardo Moreira

julho 22, 2006


O Satanás de tudo é capaz

Ele está sempre atento, apanha os mais distraídos nas teias de vermelho pintadas, agarra as vítimas ferozmente tomando-lhe a mente, transformando o tino num cruel destino de carácter distorcido. Brinca com as palavras, brinca com o ser, diverte-se. Tolda tudo a seu favor, avança sempre que não encontra resistência e esta tem de reagir depressa para fugir a um domínio que pode ser de muitos anos ou para sempre.

O mais forte está sempre do outro lado, o lado do amor, este, verdadeiro, é imbatível quando se quer. Só isto o Querer. É com uma felicidade doce que é recebido, o vermelho tomba para o lado, a luz aparece, tudo se ilumina e uma força inaudita rompe todas as amarras, rasga a desgraça e começa a crescer uma alma nova limpa e cheia de vontade de viver.

Há sempre uma esperança, mesmo que quase esteja desvanecida numa escuridão invisível e ameaçadora, o caminho está aberto e as estrelas brilham mais forte na noite longa e triste de um estado de espírito estranho mas real que impediu o amor de amar.

Eduardo Moreira

julho 20, 2006

A terceira semana


A terceira semana

Uma viagem uma paragem para almoço e a continuação do percurso que nos levaria a um lugar lindo de se ver, um rio que corria, florestas, montanhas, pinheiros muitos, estradas boas e outras de sobe e desce, uma paz, gente agradável, preços não especulativos, sensação de paz, boa disposição, gente em tratamento de águas, um cheiro permanente a águas sulfúricas.

Ao longo do Rio Vouga havia mesas e bancos de pedra, para as pessoas instalarem as suas merendas. Óptimo também para os artistas sacarem dos seus pincéis e paletas e passarem para a tela a sua arte e os lindos motivos sempre com o Vouga vadiando rio abaixo. Os patos e os gansos alimentavam-se, cuidavam das crias e lavavam-se, quase com vaidade, sentindo-se felizes e aconchegados, variando o pão que as pessoas lhes atiram com umas esperas de girinos no correr do rio.

A vida dentro do INATEL Palace era saudável para o corpo e para a mente, as refeições eram boas, muita fartura, self-service, aliás, naquelas terras, Beira-Baixa Interior, S. Pedro do Sul, respira-se fartura, tudo muito verde e tudo a produzir.

Na parte boa para a mente, a alma e coração, havia a animação cultural, onde, no interior das instalações da INATEL ou no exterior, quase todos os dias havia música e dança, que intervalava com a animação no Largo Rainha D. Amélia, um bom lugar para muita gente se esticar na dança e festa até as 23 00h ou mais um bocadinho. Não faltava aí uma Biblioteca Pública onde eu aproveitava para o “post” quase diário, no Blog.

Pudemos também acompanhar a saga da nossa selecção, que foi longe, mas não gostei do jogo com a Inglaterra, nem com a França, aliás dei conta disso nos respectivos “posts”.

Isto foi a primeira semana de férias, a segunda foi Monte com companhia e a terceira está a ser no mesmo sítio, trabalhando para a restauração, não da República mas da parte velha do Monte da Azinheira, ou Monte da Cerca. Com alguma solidão mas também paixão pelo que está feito e pelo que está por fazer.

Eduardo Moreira

As Obras


As Obras

Reconstruir não é tarefa fácil, para transformar as coisas velhas em coisas assim, assim é preciso haver uma grande entrega e uma grande paixão e também tostão, quando o tostão é pouco a magia ainda é maior.

Primeiro é o pó que se foi instalando durante anos, encantadoras são as teias de aranha, elas, as aranhas fazem a sua teia, bem tecida, qual melhor tear fabricando excelentes tecidos de fibra ou de algodão, sarjas de 3 ou de 4, o produto, ou seja os tecidos, vão-se enrolando a uma velocidade maior ou menor, conforme a qualidade do tear, se é totalmente automatizado com são os de Alemanha ou Suiça, é um gosto vê-los produzir metros à hora, se são portugueses, semiautomáticos nem o rolo da fazenda se vê mexer.

Mas, estávamos a falar nas obras em casas velhas, cujas têm de se ir fazendo aos poucos levados pelo prazer de recuperar as coisas e estimular a vida, talvez o estimulo seja o mais importante, recriar, inventar, sonhar, vergar a mola, tudo isso nos faz ver a vida de forma diferente, damos mais valor a coisas simples, como, por exemplo cuidar das árvores, que nós próprios plantamos, com carinho para as ver ficar verdes no Inverno ou no Verão.

As pinturas também são importantes, escolhem-se as cores para cada quarto ou sala de acordo com as pessoas que as irão usar. Para o quarto da menina será lilás, por exemplo.

São as janelas que se mudam, são as pinturas a óleo ou vitrais que se colocam nas paredes, tudo muito naífe, mas é a prata da casa. São os sonhos que não acabam nunca.

Sempre que um homem sonha as coisas pulam e avançam, com suor e amor e as loucuras da vida.

Bom e agora vamos continuar o combate com os inquilinos indesejados como, as trabalhadoras Aranhas, os descuidados Cavalozes, as Lagartixas e Lagartos e as venenosas Osgas.

Eduardo Moreira

julho 19, 2006

Tempo Quente, sem chuva


Tempo Quente, sem chuva

Ontem houve chuva, hoje não, só calor, tudo muito quente, como? Por exemplo, lá para os lados do médio oriente, Líbano, Israel. Estão a matar e a destruir, não sei para quê, fica tudo na mesma, excepto para os que morrem e para aqueles que perdem os seus e para os perdem os bens e o seu ritmo de vida. As entidades que poderiam fazer alguma coisa, não o fazem, não querem, ou não sabem, e todos falam em diálogo quando sabem que nada disso tem resultado nem resultará.

Para resultar, deveriam os dois contendores abdicar de alguma coisa. Israel, no meio daquela vizinhança nunca terá sossego, logo, apesar de estar legal à luz da direito internacional, mas isso não lhes resolve nada, os vizinhos não os querem lá e não os vejo a cederem, e continuam, quiçá, cada vez mais, com tanta humilhação só os leva para mais radicalismos.

Deviam acordar no seguinte: numa acção bastante divulgada e esclarecedora, com apoio internacional, os Israelitas, numa atitude elevada, de altruísmo, de acordo com o seu nível de desenvolvimento cultural, mudar-se-iam para outro lado, longe da Palestina e os Islamitas deveriam levar a sua religião para uns níveis menos radicais a partir dos seus próprios lideres espirituais. Os EUA deveriam ter uma acção de reconciliação com todo o Mundo Árabe. Parece simplista, mas é a solução e com isso a Paz. Carnificina e guerras não. Não se pode viver toda a vida com ameaças a quem quer ter também potencial armamento nuclear. Com ameaças só se agudizam as posições. O importante é saber que todos podem ter, se querem, mas sabendo-se que não as utilizarão, porque não faz sentido.

Eduardo Moreira

julho 18, 2006

Sol e Chuva

Pela manhã o céu estava cinzento, talvez como eu, prometia chuva, chuva boa para uns e má e feia para outros. Para mim era boa, tinha árvores de fruto e de sombra á minha espera. Havia dias que não tiveram água para aguentar a calma, estavam encalmadas, as arvores, queriam água, água do céu ou a outra, a das torneiras. Entretanto eu cheguei reguei, sabia que vinha aí chuva mas não esperei, reguei. Mais tarde veio a chuva do céu, com trovoadas e trovões e essa foi para todas as árvores e plantas e para a própria terra que também tinha direito. Foram belas, as chuvadas, e vêm para aí mais, para bem de quem a quer.

A terra e as plantas ficam felizes quanto têm o que gostam, as pessoas também, as pessoas são muito sensíveis e estão sempre a mudar de “disposição” umas vezes estão felizes, outras vezes não. E vá lá saber-se porquê. São felizes quando têm amor e infelizes quando não têm. E que o é a felicidade? É as coisas correrem bem, mas às vezes tudo corre mal e estamos assim como num carrossel, ora vai para cima ora vem para baixo, o que é mau é quando num carrossel imaginário as pessoas não procuram saber porque é que se está mais em baixo do em cima ou vice-versa? Os seres humanos têm a capacidade do diálogo, sabem fazer análises e reflectir.

A nossa mente diz-nos tudo, e manda-nos fazer as nossas escolhas, do que acha bem e do que acha mal. O próprio corpo faz uns avisos, pouco perceptíveis, quando as pessoas já não ouvem, e é perceptível quando querem ouvir.

As pessoas muitas vezes não dialogam porque não merece a pena a situação está tão degradada que não à volta a dar, é só continuar e aguentar até ao fim.

Temos as nossas ferramentas mas não as sabemos ou podemos utilizar. Temos de conhecer bem os outros e conhecermo-nos a nós próprios e não permitir que as coisas que estão na moda é que valem e pronto, na dignidade e no amor é o nosso carácter que manda a nossa consciência é que manda e manda sempre bem quando as bases são as boas, as da nossa integridade.

E, para mim, oxalá que chova, onde estou a terra gosta da água e a água é que nos lava e acho que bem precisamos às vezes.

Eduardo Moreira

julho 14, 2006


A Desagregação da Família

Viu-se ontem O Presidente da República preocupado, e muito bem, com a desagregação da família em Portugal. É um facto e uma tendência que não podem ser ignorados. Estamos a atravessar uma fase em que vale tudo, e quase toda a gente, como carneirinhos, seguem as pisadas dos mais avançadinhos, muito prá frentex, para não ficarem mal vistos, no quanto pior melhor.

Se desbaratarmos a célula de família, que é a nossa principal força numa vivência digna, responsável, inteligente e eficaz, então é o princípio do fim em qualquer nação, ou em qualquer ponto do planeta. Hoje, não obstante se falar muito em solidariedade e em diálogo, consensos etc. O Mundo está em crise muito grave e prestes a poder entrar num carrossel de conflitos que é inimaginável onde poderá chegar, uma coisa é certa, numa situação dessas, as famílias são as primeiras unirem-se, indo agarrar o que puderem para enfrentar as derrocadas, nas famílias o mais importante para todos, são as crianças, e daí virá sem dúvida, uma força, que, aparentemente não se sabe de onde vem, mas vem, aparece, nem que seja dos quintos dos infernos ou do Céu.

Toda a gente se quer mostrar muito de, cabeça aberta, e acho muito bem, considerando mentalidades anacrónicas, muito arreigadas, ainda incutidas de um passado recente fechado, snobe, piroso, egoísta, presunçoso, soberbo etc., mas, os valores da dignidade, da decência e do carácter, não são renováveis, são para os sentir e usar sempre, elevando-nos assim, à nossa essência natural, vinda da criação, da natureza, do amor, de Deus.

Eduardo Moreira

julho 13, 2006

Depois de S. Pedro do Sul


Depois de S. Pedro do Sul

S. Pedro e o Palácio (Inatel Palace) numa deslumbrante paisagem natural, com o rio Vouga vagueando por ali abaixo sereno e poluído, contudo sabe sempre bem ouvir a água correr serenamente, indiferente aquilo o Homem faz às águas que vêm das serras e vão sendo conspurcadas pelas descargas sem tratamento, sem as esperadas ETAR. Estações de Tratamento de Águas Residuais.

Vale-nos o verde, este está presente, especialmente nesta época, por todos os montes e vales, as terras são generosas e até esbanjadoras, dá gosto fazer um passeio de carro e ver todas aquelas aldeias fixadas, muitas, em locais de difícil acesso, porém em todos os lugares as pessoas aproveitam ao máximo, tudo o que naquelas circunstâncias podem obter. Muitos queixam-se do isolamento, mas lá têm a sua casa, umas melhores outras menos boas, mas, no fundo, sentem-se confortáveis com os seus pertences.

Nas Termas de S. Pedro vê-se muita gente em tratamento de diversas maleitas, especialmente de origem bronco respiratório, pessoas de todas as idades e também crianças, há muitos tipos de tratamento como: Doenças do Foro Reumatismal,
Do Foro O.R.L e vias respiratórias, Medicina Física e de Reabilitação, Caracterização da Água Minero-Medicinal. Muitas pessoas contentam-se com o molhar das mãos directamente do repuxo de água sulfúrica bastante quente que jorra permanentemente no Largo D. Rainha Dona Amélia.

Conclusão, é uma visita que nos leva a sentir o paraíso ali mesmo à nossa frente no meio de uma floresta particularmente de pinheiros e toda uma diversa florestação.
Deliciei-me passeando junto ao rio, sentindo a pureza do ar que se respira e uma paz pura e aconchegadora.

Não se deve esquecer os vinhos de Lafões e do Dão que alegram aquela linda região da Beira Baixa Interior.

Eduardo Moreira

julho 09, 2006

Jogo da Bola e o País


Jogo da Bola e o País

Foi excelente a participação de Portugal no Campeonato do Mundo, porém isto é mais um paliativo no inferno em que o nosso País se encontra.

Temos de nos concentrar agora no desenvolvimento deste País atrasado que nos leva há humilhação vai para muitos anos.

O que precisamos é de alinharmos com os nossos parceiros da EU e de uma vez por todas pormos o País a crescer e a acertar as contas da balança comercial, se vendemos dez não podemos comprar vinte. E por os portugueses eles próprios a arrancar com este velho para a luz da competição actual.

Vejo nos nossos responsáveis alguma tendência para as grandes obras, emblemáticas, como O TGV, fui sempre contra, primeiro está a canalha a assumir as suas responsabilidades de jogar para vencer. E não adormeçam com tanto futebol e lamechada.

Eduardo Moreira

O Filosofo

O Filosofo . descodificar

A palavra, o Nada, A guerra, o Preconceito, O ódio, A dignidade, carácter isso? O disparate, A gula, Humana? A alarvice, O alapar. O ignorar

Quando um homem não tenha a esperteza saloia, cria-se o preconceito, parvo, e que qualquer um enrola, daí ao desprezo é um passo. Forever
È uma beiça de desprezo endoirada com a mãozinha fatal, parecido a um esgar raivoso.
A esperteza saloia é que é o maior. Anos quase trinta, salpicados de veneno, do puro.
Vale zero, é passível de enganar, facilmente, que sorte. Sou esperteza, carago, dá-se a volta e já está, quando se vai para lá, já se vem para cá. Está enrolado. Têm-se tudo, sem uma única preocupação, Otário. O resto controlado, não estou para. É só dar a pancada. Massa faltou nunca, sem vaca. Viagens para todo o lado, claro, estrangeiro, é só enrolar, sempre a dar. Mais pancadas. Há não...desborbulhagem, desmêdulagem, sai sempre envenenado, beiçadesprezada. Semprepoucochinho até práscriazinhas. A espouzinha,
Baú. Enfia-se e pronto. Dá-se voltaaconversa. Descartável. È pancada. Muito trabalhada dá em nada? Civilizar? Bravura?. Nada é impossível. There is lots of love. Informal, descodificar.

The Philosopher

julho 07, 2006

Rezar não chega


Rezar não chega

Agora que já passou a euforia do Mundial, resta-me dizer que não gostei do jogo a partir do penalty que foi um bocadinho forçado, tendo em conta que a dita falta começou com um embrulhamento de pernas e pés sem qualquer intenção e inteligentemente aproveitado pelo Thiery Henry Obviamente os franceses encetaram uma táctica de defesa, semelhante ao que aconteceu no jogo com o Brasil.
Admira-me que não houvesse uma táctica preparada para este caso, pois os jogadores a partir do momento em que a França se colocou à frente ficaram perdidos no campo sem um sistema de jogo previamente estudado. (Exemplo Brasil)
Foi ver os nossos craques, todos, de cabeça perdida, esforçando-se desmesuradamente sem qualquer tipo de estudo de jogo para estas circunstâncias.
Já tinha chamado a atenção para o jogo com a Inglaterra em que , passámos por sorte, dada a forma como a nossa equipa estava a jogar. Remates em surpresa nada, era um jogo de passe e mais passe, denunciando qualquer hipotético remate. Como foi no jogo com a Inglaterra. Por exemplo o Figo e o C. Ronaldo não faziam um remate sem antes darem dois, três toques em corrida ou mais, claro, quando saía o remate já estavam os caminhos fechados. Onde é que o treinador entre neste disparate? Rezar não chega.

Eduardo Moreira

julho 06, 2006

Spam ataca

Spam ataca

Uma intromissão abusiva, é aquilo que me está a acontecer, não obstante vários e-mails enviados no sentido de pararem com esta ilegalidade.

Vão ser accionadas as medidas para acabar com este abuso, incluindo provocando desestabilização no modo de apresentação na visualização dos "posts".

Eduardo Moreira

julho 05, 2006

Museu do Caramulo

Museu do Caramulo

Neste dia expectante futebolisticamente, nada melhor que visitar o Museu do Caramulo, é excelente Museu de Arte, são dezenas e dezenas, de obras oferecidas por variadíssimos artistas, um bom exemplo de mecenato, o Museu está bem vivo e recomenda-se uma viagem á serra do Caramulo, não só pelo valioso Museu mas também pelo meio ambiente envolvente de verde e tranquilidade.

O Museu do Caramulo foi fundado por Abel de Lacerda em 1953,com a participação dos principais coleccionadores de Arte e artistas plásticos, num raro exemplo do mecenato em Portugal.
João Lacerda, continuador da obra, cria em memória do seu irmão, falecido em 1957 a Fundação Abel de Lacerda, à qual junta 60 veículos de selecção, nascendo o primeiro Museu Automóvel de Portugal.
O Museu do caramulo é assim, uma invulgar e preciosa exposição de Artes Plásticas e de Automóveis antigos.

Como disse acima, hoje é um dia especial, aí está o Portugal-França que nos enche de orgulho e a hora é de ansiedade. Fico por aqui e Vamos a eles Portugal.

Eduardo Moreira

julho 04, 2006

S. Pedro do Sul


A Nossa Bandeira - S.Pedro do Sul

Estou a norte, viajo pelas serras e vales, vejo um Portugal amado, vejo a nossa bandeira levantada em todos os locais onde ela se pode fixar, como seja nas janelas, nas varandas, nos carros e camionetas, nas mãos das pessoas mais novas ou menos novas, nos altos das serras, nas terras cultivadas, nas mãos, nas casas em construção, nas cabeças dos rapazes e raparigas, caxecóios no pescoço, nos artistas que animam as festas, nos locais menos acessíveis como no monte mais alto das serranias etc. é impressionante, Portugal é uno e indestrutível.
Que mais precisamos nós para termos um País à altura do culto que temos por este nosso rectângulo à beira mar plantado, com extensão por esse Atlântico fora, encontrando as belas ilhas da Madeira e Açores, mais ainda se pode avançar e encontrar pedaços de Portugal por esse mundo fora, chegando até ao outro lado do Mundo e pelos cinco Continentes.
O Futebol está a dar-nos conta, mais uma vez, destas realidades, mas não será só o jogo da bola, serão outros poderes, que estando ainda encobertos e indecisos, precentem-se a perder os medos e as vergonhas, e mais tarde ou mais cedo saíram do seu casulo histórico e saltem ao encontro da realidade. O Futebol é só uma pequena amostra. Desfraldem essas bandeiras amanhã e porque não, no jogo a seguir, vamos a isso. Viva Portugal

Eduardo Moreira

julho 03, 2006

S. Pedro do Sul – INATEL·


S. Pedro do Sul – INATEL·

Segunda-Feira, céu limpo, Rio Vouga descendo preguiçosamente para o seu destino, o Mar, muitas árvores e sombra. Um Portugal a Norte, lindo de se ver e sentir, o rio passa a escassos metros do INATEL Palace, zona das Termas, espectacularmente restaurado em 1997. O lugar e as águas sulfurosas de tratamento convidam-nos a uma esperança, especialmente para aos mais idosos, de uma vida mais saudável, sem as penas de um dia a dia penoso.
O verde domina completamente estas terras a Norte, faz-nos lembrar um Paraíso inventado e um sentir de delicias naturais, em cada canto algo cresce, nada é desperdiçado, a Natureza rejuvenesse-se por ela própria e o homem também não descuida o aproveitamento da frescura e das boas terras, faz-nos ver a fartura esbanjadora que a Natureza nos dá, pena é que muitas vezes o Homem em vez de saber aproveitar a dádiva, estraga-a.
A Natureza não se cansa nunca na criação e na dádiva, é um toque de Deus.

Eduardo Moreira

julho 02, 2006

PORTUGAL-INGLATERRA


PORTUGAL-INGLATERRA

Directo de S. Pedro do Sul, Varzea das Termas.

Os nossos guerreiros puseram-nos os nervos em franja, parecia o jogo do remata tu Manel, parece que estavam com vergonha de rematar à baliza, foi exasperante, especialmente a jogarem contra dez. Contudo acabaram por nos orgulhar a todos com a vitória, mérito especial para Ricardo. Para além de um excelente trabalho de grupo, uns autênticos herois, terá de se ter em conta o factor sorte. Isto indica uma mentalização para este facto no jogo com a França, na próxima quarta-feira. Esperamos todos que se preparem para um jogo muito difícil, mesmo sem a sorte anterior temos condições para superiorizar a França. Vamos a isso guerreiros em calções mostrem outra vez a vossa classe. Mas, por favor não tenham vergonha de rematar à baliza, essa táctica resultou parcialmente, mas queremos mais.

Eduardo Moreira

junho 29, 2006

O que anda por aí


O que anda por aí

1º. O Futebol traz a malta enriquecida, rica de entusiasmo e em expectativa, no fundo somos todos que estamos na guerra em calções, o pelotão da frente está a fazer desgraça aos primeiros inimigos que apareceram, ficaram por terra, vencidos 23 rapazes habilidosos e determinados, não é necessário serem fisicamente fortes como nas antigas batalhas com armaduras e outros artefactos, basta o jeito de saber lidar com a redondinha, e nós temos jeito, bom temos jeito para mais coisas, para acertar o passo, no que diz respeito ao “défit” é que não, lá está a EU onde pertencemos, sendo dos primeiros. Mas contas não é connosco definitivamente, mas os nossos da bola põem a cabeça em água às grandes potências. No Sábado dia 01 de Julho aí está o País inteirinho a enviar pensamentos positivos para os nos 23 mais o brasileiro que também tem jeito p´ra arte da guerra em calções. Anda aí Filipão mais os portugas.

2º. Os nossos irmãos lá do outro lado do Mundo, Timor-Leste, estão divididos, uns querem a Fretilin, o partido em maioria outros são contra, os mais velhos querem que prevaleça um primeiro-ministro arranjado à pressa outro querem que se vá ao fundo da questão, ou seja dissolução do parlamento e arrancar do zero, ir a novas Eleições. Terá que ser, talvez assim dado que com remendos também não se chega lá, mas para isso têm de se acalmar e aceitar o que sais das eleições livres, ou seja a voz do povo.

Parece-me que houve falta de tino e não só por parte do governo que estava e de outras forças que já estão sobe detenção em casa. Não gostei nada do que se passou e aquela loucura de despedir os militares foi de bradar aos céus, eu até senti um arrepio na espinha quando li essa notícia, estava-se mesmo a ver o que aí vinha. Depois detestei aquela intervenção da Austrália, que, parecia tudo menos ajudar Timor-Leste, uns crápulas.

3º. Palestina e Israel, que turma meu Deus, se um diz mata o outro diz esfola. Ora agora matas ora agora mato eu. Os Israelitas têm um cidadão seu (jovem de 19 anos) capturado pelos Palestinianos, que ameaçam matar, vai daí Israel pega na sua forte artilharia (tanques mais que muitos) aviões, mísseis etc. têm tanto material que até fazem uns raides à Síria, parando mesmo sobre a cabeça dos Sírios até estes fazerem disparos anti aéreos. Eles não se entendem e ninguém sabe como é que isto vai parar. Como na guerra dos calções não é de certeza, aqui, acabam todos suados, mas não morre ninguém, bebem-se umas cervejas (mais aqueles que ganham) e passa à história, amigos como dantes. Há, e não destroem pontes nem centras eléctricas.

Já agora. Que ganhem os nossos. Bora neles.

Eduardo Moreira

junho 28, 2006

O VIANDANTE de Carlo

O VIANDANTE de Carlos de Oliveira

Trago notícias da fome
Que corre nos campos tristes:
Soltou-se a fúria do vento
E tu, miséria, persistes.
Tristes notícias vos dou:
Caíram espigas da haste,
Foi-se o galope do vento
E tu, miséria, ficaste.
Foi-se a noite, foi-se o dia,
Fugiu a cor às estrelas:
E, estrela nos campos tristes,
Só tu, miséria nos, velas.  








junho 27, 2006

Grândola - Esposição de Trapologia

Grândola - Esposição de Trapologia
Autora: Helena Chainho, Artista com Grândola e o Alentejo no Coração
Pelos campos, manhã cedoPisando a geada fria,Pensando na fantasia,No direito à liberdade,Recusando a caridade,Cantando com emoção,Sem matar a ilusão,A vontade de querer,E a vontade de viverEu trago no coração. Da terra que me deu vida,De tão bela natureza,De tão selvagem belezaQue não se pode esquecerQue tudo dá para comer,Onde o silêncio é saudadeOnde a paz e a lealdadeSão fortunas de valor,São primaveras em flor,Terra da fraternidade Entre planície e montado,Adiando o que é urgente,Do direito que se sente De ter algo para comer,Onde tanto há por fazer,Tanta terra p´ra dar pãoDe doer o coraçãoPor tudo quanto morreuO povo jamais esqueceuLá diz a velha canção

junho 26, 2006


Portugal e o Futebol

Vá lá andamos todos contentes, dá para esquecer outros males, vibrei muito com o jogo e com o resultado, são agora as nossas guerras de calções e são também as nossas ilusões, somos um País pobre, temos por este rectângulo fora e ilhas muita gente sem saber como educar os filhos e com razão, muitos e muitos também não tiveram tempo de aprender e saber o que é uma nação onde toda a gente vive a valer e não se sente humilhado por ter de ir para essa Holanda ou Inglaterra e França e para mais longe, já que cá morria-se e morre-se de miséria.

Temos a nossa Pátria no coração, não há um pingo de divisão de norte a sul e Ilhas, bom as ilhas, se as coisas não melhoram, às tantas, largam o Continente e governam-se melhor sozinhas e estão no seu direito, toda a gente quer viver melhor, para empatas já basta.

Nós gostamos muito de futebol e de muitos outros desportos também, somos bons nisso, e agora envoltos na alegria e arte dos irmãos brasileiros ainda mais, mas digo eu, todos esses procuram também quem lhes encubra e alivie as feridas e a miséria como o Gana, o Equador, México, Ucrânia, Brasil etc. e pronto assim se vai vivendo bem mal para os menos afortunados, porque a fina flor, essa vive muito bem e sentem-se confortáveis. Mas a vergonha é para todos.

Se assim não fosse, senhores com “tiques” do Império, teriam de saber que o País é de todos e prioridade primeira teria sido tirar as rendas dos punhos e pedalar para apanhar aqueles que souberam, tiveram a inteligência de saber que a Pátria deles e a de todos os Portugueses só realmente é uma Nação digna se o seu povo, todinho, não for iletrado, mantido no obscurantismo o povinho, inchando assim os apinocados e pirosos.

A hora é de arregaçar as mangas e não recuar um milímetro perante os desafios que temos pela frente, o nosso belo futebol afaga-nos a alma mas já chega de mesuras não vamos querer que, não mais um português ande desdentado por não ter dinheiro para ir ao dentista, se assim não for, não somos uma Pátria somos um sub País.

Eduardo Moreira