novembro 02, 2005

VÉU DE NOIVA - Escolástica Cordeiro


VÉU DE NOIVA

És um sinal de Deus, és como um rasto
De Sol imenso, clandestino Amor,
És a perplexidade, és o fulgor
Que assusta e arde como um holocausto.

Tu és o que vem do tempo antigo,
O grito que sufoco na garganta
Passaro azul e ao passar me canta,
As velhas canções de Amor e de amigo.

Porque me tardaste, se em rima e suor
Todo o meu Amor recitei de cor
E se foi contigo que eu entrei na dança?!

Tu és a coroa, o meu véu de noiva,
A oração urdida em que se louva,
O tempo da loucura e da esperança
.

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