RECUPEREI-TERecuperei-te! Como não interessa!
E clandestino é em mim que habitas,
É no meu universo que gravitas,
Pássaro azul, cantando à minha porta.
Que abro de par em par, mas em segredo,
A vida inteira fui tecendo a ponte,
Com fios de loucura e de horizonte,
Porque sem ti e vida era um degredo.
Foi em Janeiro que tu me chegas-te,
Tronco, raiz, cerejeira haste,
Longíncua-mente flor e paraíso.
Amei-te desde os tempos de criança,
Quero legitimar a minha esperança,
Porque me dói, Amor, o teu sorriso

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