setembro 21, 2005

Ainda o Sep 11,2001

Ainda o Sep 11,2001

Não Retaliar o ataque – 11 Set. 2001 – falar com eles? -
Não retaliar foi essa a primeira ideia que me aflorou à cabeça neste dia marcante. Coloquei mesmo esta questão a várias pessoas conhecidas e a resposta era quase sempre – nem pensar, têm de se apanhar, vivos ou mortos – onde é que eu já ouvi isto?
Ouvi porém, na rádio, algumas pessoas, com a mesma opinião que a minha – os EU não deveriam retaliar, ou seja, deveriam mostrar que eram um país evoluído e não actuavam ao mesmo nível deles, que sendo seres humanos, como outros quaisquer, fizeram algo desesperado, homens que se prepararam durante mais de dois anos, numa idade jovem e promissora, para, simplesmente morrer ao cumprir uma missão a que se propuseram. Ora isto merece uma reflexão, são homens do nosso planeta, o que é que os leva a tal extremo?
Do país dos sonhos esperaríamos outra resposta, que infelizmente não houve.
Não me fiquei por perguntar aos meus amigos se a opinião deles era igual à minha, escrevi (Meu caro DN, 21 Jan. 2003 “É preciso conhecer as raízes do ódio no Médio Oriente) perguntando se o Presidente do país dos sonhos não deveria tomar uma decisão de grande coragem, até talvez contrária à maioria dos americanos, e, reflectir elevando-se. Assim lá do alto do seu magnífico país, da única superpotência no nosso planeta o seu Presidente abriria a primeira porta de diálogo para o interlocutor, interlocutor esse que não importava quem era, eram muitos certamente.
Como se pode ver, é sempre muito simples encontrar o INTERLUCOTOR o que é preciso é vontade e coragem, é não ser arrogante. Quando não se compreende isso é muito fácil arranjar desculpas, que não é possível dialogar porque ninguém reivindica o que quer que seja e blá blá. E vai de prevenção para cá e prevenção para lá e as coisas a piorar.
Não houve cão nem gato que não criticasse o Dr. Mário Soares por ter alvitrado o caminho da reflexão e o diálogo, até um dos meus preferidos cronistas das sextas, sábados e domingos, no DN, Dr. Vasco P. Valente vem com os exemplos da História que “Aqui-del-Rey “ tem que ser com bombas. A compreensão para aqueles que se sentem humilhados, oprimidos, arrasados numa luta desigual, é já um diálogo, as atitudes justas e honestas é o princípio para desarmar qualquer um, em qualquer situação.
Infelizmente as minhas previsões no artigo que escrevi, (acima mencionado) estavam certas, actuou-se, e nada mudou, de forma medieval. Assim de nada vale a civilização que recebe diariamente informações de Marte, que tem o melhor e mais sofisticado sistema de segurança interna no mundo, pois o “inimigo” é invisível, o ódio não é detectável.
Deixemos pois a arrogância, dêem p.f. o primeiro exemplo de uma sociedade civilizada. Eles são seres humanos como todos os outros e também não querem ver morrer todos os dias os seus filhos, maridos, amigos. Como se sente alguém a lutar numa luta desigual, tantas vezes tanques contra pedras. E os mísseis, os aviões, etc.

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