agosto 15, 2005

É preciso conhecer as raízes do ódio no Médio Oriente


É preciso conhecer as raízes do ódio no Médio Oriente


A 11 de Setembro de 2001, estava eu em Paris, quando depois de jantar, telefonei para casa e a minha filha me deu, muito emocionada, a notícia do ataque às torres gêmeas em Nova Iorque. Logo me veio à cabeça a Palestina. Pois, tal como ainda hoje, os ataques e as vinganças eram contínuos. Senti também a convicção de que, num caso destes, os EUA não deviam retaliar. Claro que ninguém iria concordar com tal opinião. Era pedir demais ao Presidente dos EUA, era conserteza uma medida revolucionária e muito arriscada para ele, já que, parece, cerca de 80% por cento dos Americanos queriam (querem) mesmo ouvir as palavras que ouviram do seu Presidente “vamos arrasa-los” Mas teria sido (é) melhor ir saber dos motivos de tanto ódio, ir às causas e mostrar, dar exemplo, “nós aqui não somos desses, não respondemos na mesma moeda, sangue e morte, por isso é que somos os maiores o mais civilizados, os mais democratas, temos, pois, de dar o exemplo, o problema aqui não se cura com bombardeamentos.

Morbido. Dez, 2003

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