agosto 30, 2005

Manuel Alegre e Mário Soares estão de partida


Manuel Alegre e Mário Soares estão de partida para outra velocidade

Está já em marcha uma campanha que dará, sem dúvida os seus frutos, M.A. deu passos importantes para um aprofundamento da democracia, aí estão dois democratas convictos para empurrar a máquina já velha do nosso País.
Vamos ao combate e que ganhe o melhor a bem desta terra que é nossa e está numa encruzilhada. São dois "ícones" da liberdade que levarão a Belém um homem de esquerda, e, desta vez para nos livrarmos de vez das teias que emperram a nossa libertação de nós mesmos e a tempo de acertarmos o passo com os nossos amigos da UE. Vamos a isso que estamos atrasados.
30 de Ago. 05

Ricardo Coração Triste

Força Ricardo contamos contigo..

O Homem é muito sensível. (Ricardo Coração Triste)

As mais pequenas coisas, que são por vezes, são grandes sentimentos, uma inquietação, um andar nas nuvens e por mais que se queira não pára cá em baixo.

Mas é assim mesmo, graças a Deus. Ainda bem que é assim, não somos máquinas programadas (Robôs) temos alma, temos sentimentos, o nosso espírito não está em nenhuma gaiola a fazer sempre o mesmo, é livre para amar, para sofrer, para se revoltar, para se apaixonar, para lutar, para querer. Querer é o mais importante, Querer é poder, é fazer milagres, logo é ser um Deus.

O Homem é capaz de fazer coisas formidáveis, parece, as vezes, quase um invencível, mas não é, o que era o melhor, passa a ser sofrível, é um gigante que passa a anão por via e uma pequena coisa, pequenas coisas que parecem inocentes são arrasadoras até para um Deus.

Coisas podem obcecar o melhor, o nosso cérebro modifica-se perante o nosso Querer, que às vezes é enganoso, transmite ao nosso “software” e daí não sai enquanto não receber um Querer/Desejo muito concreto e firme para voltar a reprogramar o tal “sofware”.

A vontade inabalável do Homem para vencer pode enganá-lo, excesso ás vezes, talvez, também não se pode alterar a “mecânica quase infalível” da harmónica natural vivência do dia a dia, se não se intervir tudo corre quase perfeito, só estar, só viver, só jogar, não se pode incrustar na cabeça que por coincidência normal a “coisa” passa por cima, que vai depois deixar a “coisa” passar por baixo, só jogar e assim é uma garantia.

30 Ago. 05

Leonor vai para a fonte

Nada melhor que um Nu Artístico para suavizar a crise.
Leonor vai para fonte. Numa versão modernaça. Tirou tudo.

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura
Vai fermosa e não segura.

Leva na cabeça o pote
O testo nas mãos de prata
Cinta de fina escarlata
Saindo de chamelote.

Traz a vasquinha de cote
Mais branca que a neve pura
Vai fermosa e não segura.

Descobre a touca a garganta
Cabelos de ouro o trançado
Fita de cor de encarnado
Tão linda que o mundo espanta;

Chove nela graça tanta
Que dá graça à fermosura
Vai fermosa e não segura.

5 set 2005




agosto 23, 2005

Marcelo Rebelo de Sousa/Mário Soares

Menina no Mercado





Marcelo Rebelo de Sousa um génio frustrado

Marcelo Rebelo de Sousa um génio frustrado
Desde sempre que acompanho os comentários do Professor Marcelo de Sousa na Televisão, na TVI e na RTP, porque gosto de o ouvir pronto, é uma pessoa simpática sabe muito. Não fiquei surpreendido com os seus, dele, comentários
sobre a suposta candidatura de Mário Soares à Presidência da Republica. Atacou, nas Escolhas de Marcelo, de forma mesquinha esta candidatura, evidenciando a sua frustração como figura pública e mediática. Caro professor, o país está a precisar de se impor com dignidade como País, já não é sem tempo, estamos fartos de ser o país de camponeses e imigrantes, estamos na hora de mudança, já lá vai o tempo de sermos chacota dos nossos irmãos brasileiros, já suportamos mais essa condição. Como génio da nossa praça o “génio” Marcelo e tantos outros “génios” também, que tão “snobsinhos “ por aí se pavoneiam num país de baixo nível. Não vi o Professor Marcelo e outros pares, “ betinhos” “muito bem” fazerem alguma coisa para o desenvolvimento do nosso país, sem vergonha dos seus compatriotas terem de pegar numa mala (de cartão) e avançarem por esse mundo fora poderem dar aos filhos uma vida de dignidade. Vi Mário Soares e outros lutarem para dar a volta e essa vergonha, a si Professor que até sabe de economia, tudo muito perfeitinho, não lhe vi essa alma, o que vi foi frustração. Mas, deixe lá, isso acontece a muitos, até aos génios.

30 De Agosto de 2005

agosto 20, 2005

Que lástima. A nossa terra



Que lástima a nossa terra

Que lástima, este país. Pergunto ao vento que passa o que se passa no meu país, o meu país cala a desgraça e nada me diz.

Leio a crónica de VPV que muito me diz, mas não me mostra o remédio que irá acordar o meu país. Pergunto aos políticos que temos, porquê este marasmo? Onde estamos? porque estamos assim?.

Já não chega que este povo, há tanto tempo triste e humilhado, com os olhos postos no chão, na cauda do pelotão.

Não há império mas há Nação, queremos que todos tenham instrução, (muito boa instrução) queremos que todos dêem as mãos, está em nós a solução. È grande a competição, ninguém dá nada a ninguém.

Com tantos anos de História, demos novos mundos ao mundo, está hora da coesão, é a hora de olharmos para nós próprios, é o nosso orgulho que está em causa é o carinho com que temos de tratar o nosso jardim/rectângulo á beira mar plantado, mais o nosso imenso mar vigiado, pelos belos arquipélagos Madeira e Açores.

Apesar da depressão, olhando com atenção, pode ver-se em clarão uma projecção internacional insinuada, um despertar da juventude, num grito libertário para a qualidade, para o rejuvenescer de um grande país que é o nosso, que é Portugal.


MórbidoMan
17-08-05

Madeira


Madeira

O meu obrigado a Vicente Jorge Silva, pois, há anos, senti vontade de dizer ao Dr. Alberto J. Jardim que realmente aprecio as pessoas que representam uma região o façam usando tudo o que esteja ao seu alcance, para assim cumprir o seu dever, e, reconheço no nosso caro Alberto João um homem que, ao seu jeito, tem feito muito pelo desenvolvimento pelo lindo e querido Arquipélago da Madeira.

Até aqui tudo bem, só que, desde sempre o Sr. AJJ e seus próximos, ultrapassaram as marcas, ou seja, sempre que queriam pressionar Lisboa, o que acho normal, faziam-no desnecessariamente, insultando os sentimentos das pessoas do Continente, chantageando de forma grosseira, agitando a bandeira da independência.

Caro Dr. Alberto João, senti, sempre que isso aconteceu, vontade de lhe dizer com toda a sinceridade, que, por mim, sendo a vontade da Madeira, pois sejam independentes, embora outras opiniões sejam também legais e compreensivas. Acredite Dr. João gosto como de outra qualquer região de Portugal. (…) Conheço o Arquipélago da Madeira.

Também lhe queria dizer caro Dr. AJ, que, para além do seu excelente desempenho no progresso da Madeira, que muito aprecio, acho que o pior que um governante pode fazer ao seu povo é usar de manipulação e assim endeusar-se, castrando um povo do melhor que pode ter, que é o seu desenvolvimento intelectual.

MórbidoMan
Publicado no DN a 11-02-2003

Justiça Humana

Nu artístico

- Titulo do DN “Justiça Humana”

É fácil melhorar o desempenho da justiça

Justiça...justiça, o que todos reclamam, será a justiça o quê? Ou será na grande maioria dos casos uma manifestação do ódio pelo outro, o criminoso. Vingança... mais das vezes quando da parte de familiares ofendidos à maior ou à menor ofensa, ou significa também “indemnização monetária”, e muito bem quando justificável. A maioria destes casos não configura prisão.

Numa abordagem “naif” não se compreende a tão complicada e ineficaz execução da dita Justiça “ainda punhos de renda” e muito “snobe” e “pirosa”.

Quem somos nós, simples mortais, pois, já lá vai o tempo dos Imperadores que se achavam deuses, sendo todos os restantes “simples mortais”, para castigar alguém.

Assim sendo, não temos o direito de achar que os arguidos culpados têm de ser castigados, logo, só há uma razão para trancarmos alguém na cadeia: aquela que configura o ser humano de ser, essa pessoa um perigo físico, um criminoso de sangue, perigoso para os demais cidadãos, quando na situação de liberdade.

Diante deste quadro, só terá o Juiz de dizer: “caro concidadão, desculpe lá mas terá de viver restrito aos muros de um estabelecimento de protecção até convencer o Juiz de que pode ser libertado sem por isso pôr em perigo os outros cidadãos. Mas para ser ajudado a esse estatuto de recuperado tem de ter um regime de apoio, numa base de ressentimento igual a zero, desconsiderando no aspecto de acusação dos actos passados, visando só, a evolução positiva no caracter, forçosamente difícil, e recuperar o respeito dos outros cidadãos “reprogramando” uma mentalidade, onde a dignidade não seja uma palavra vã.

Ouvi uma doente de anorexia dizer que quando atingiu o peso de trinta e poucos filos o espelho lhe dizia que estava gorda. Problema de “software” só ficará bem quando se conseguir “reprogramar”.

Provada que for uma possível e normal inserção na sociedade, ainda aqui (modelo a considerar) com o apoio de familiares, amigos, empresários etc. numa colaboração com o Estado, que somos todos nós, colaborando com os nossos governantes nesta missão que lhes tem sido impossível de resolver, através de contrapartidas, e, de uma vez por todas, começar a resolver um problema que vai engordando, consumindo e envergonhando uma sociedade no século XXI.

Podemos tirar centenas de pessoas das prisões e inseri-las na sociedade com a ajuda dos familiares, amigos, empresários. Isto a pedido dos responsáveis pela justiça, pedindo ajuda à sociedade civil despendendo para com estes cinquenta por cento do que gastam quando eles estão presos e recuperando-os como cidadãos e como seres humanos que são. E fácil

Mórbido
Publicado no DN em 2003

agosto 15, 2005

Pequenos apontamentos que vêm de Nov 11,2001

Pequenos apontamentos que vêm de Nov 11,2001

Nov. 11,2001·Aproveitando o "Blogge" deixo aqui os ditos (titulo) apontamentos de um tempo que se vem afigurando cada mais sombrio, quiçá aterrador. No mundo e, infelizmente, também, no nosso País. Todos os dias vemos as coisas ficarem mais embrulhadas, sem solução minimamente à vista, isto só nos pode levar a uma 3ª GM. Acho muito difícil o recuo. Vou fazendo o "post" de coisas que escrevi (assumidamente naif) e outros apontamentos da actualidade. Que mais podemos fazer? Mas, quem tem algum poder na mão, quer a nível do País ou a nível internacional que o faça, pois até agora podem limpar as mãos à parede.

MórbidoMan

Seleccionador Nacional Sr. Felipe Scolari



Seleccionador Nacional Sr. Felipe Scolari
Achei desde o início, que a contratação do Sr. Scolari era uma boa opção para seleccionador nacional, frente que estávamos ao Europeu de Futebol a realizar no nosso país. As alternativas, na altura, não se apresentavam viáveis por diversas circunstâncias, algumas derivando do último mundial em que ingloriamente, cedo, fomos arredados. Desde cedo, porém o escolhido seleccionador nacional fez questão em dizer, frequentemente, que todas a decisões eram dele, quem escolhia os jogadores era ele e ponto final. Ora, sendo ele o responsável máximo e reputadíssimo campeão mundial, todo o crédito lhe foi, merecidamente, dado, porém, todo este crédito lhe pode e deve ser retirado, quando a partir do momento em que falhas gravíssimas de sensibilidade e inteligência se afiguram, poderem ser fatais ao desempeno da nossa selecção. Para não ser fastidioso, basta lembrar a mais flagrante, que é o caso do ex-titular, com reconhecido mérito, da baliza portuguesa, Victor Baía que, se, mais não fosse relevante, está desde há muito tempo a atravessar o melhor período da sua carreira, com uma moral elevadíssima, estando a competir ao mais alto nível da Europa, como aconteceu ontem contra o Lyon em França. Se o Sr. Seleccionador não é suficientemente inteligente para perceber o enormíssimo erro que está a cometer e continuando, como é apanágio dos casmurros, nessa teimosia, pois, meu caro, como em primeiro lugar está o interesse deste torneio, que é importantíssimo para milhões de portugueses, eu, no lugar do Sr. Presidente da FPF, convida-o muito cortesmente a meter o seu orgulho e falta de inteligência na sua mala de viagem e rescindir imediatamente o contrato. Tenho a certeza que havia, na hora, quem fizesse melhor, mesmo não sendo campeão do mundo. Lembro mais, que tem muita lógica que uma selecção de jogadores se construa, quando possível, com base noutra que esteja muito bem em todos os aspectos (já tivemos esse caso com sucesso). Se queremos ter sucesso não poderemos ser casmurros, temos de ser práticos e objectivos, colocar os melhores, os mais moralizados, formando a equipa rotinada e esclarecida.
MorbidoMan

É preciso conhecer as raízes do ódio no Médio Oriente


É preciso conhecer as raízes do ódio no Médio Oriente


A 11 de Setembro de 2001, estava eu em Paris, quando depois de jantar, telefonei para casa e a minha filha me deu, muito emocionada, a notícia do ataque às torres gêmeas em Nova Iorque. Logo me veio à cabeça a Palestina. Pois, tal como ainda hoje, os ataques e as vinganças eram contínuos. Senti também a convicção de que, num caso destes, os EUA não deviam retaliar. Claro que ninguém iria concordar com tal opinião. Era pedir demais ao Presidente dos EUA, era conserteza uma medida revolucionária e muito arriscada para ele, já que, parece, cerca de 80% por cento dos Americanos queriam (querem) mesmo ouvir as palavras que ouviram do seu Presidente “vamos arrasa-los” Mas teria sido (é) melhor ir saber dos motivos de tanto ódio, ir às causas e mostrar, dar exemplo, “nós aqui não somos desses, não respondemos na mesma moeda, sangue e morte, por isso é que somos os maiores o mais civilizados, os mais democratas, temos, pois, de dar o exemplo, o problema aqui não se cura com bombardeamentos.

Morbido. Dez, 2003

my old country in transittion






My old country in transittion

My old country in transition

Há qualquer coisa no meu País que me diz que estamos no mau e bom momento quiçá, qual o pior e o melhor. Há muitas coisas que nos deixam fora de nós arrasados de cabeça perdida com tanto pessimismo colectivo. Mas vendo bem também há bons ventos de mudança, reparem só em dois ou três exemplos: Já não somos, definitivamente, o País de emigrantes, camponeses pobres, ignorantes sobre as ordens de prepotentes e pirosos, ainda os há, já se está a "cair na real" estamos todos, os de cima e os de baixo e encarar a realidade e isto é o mais importante de tudo. Império, colónias etc. já era agora vamo-nos impor por nós próprios, temos todos de arregaçar as mangas e deixar de fantasias a fugir para a frente, já vai havendo também gente nossa a mostrar que ainda somos feios mas já sabemos "qual é o mal dos pés." Havia muito mais para dizer mas este vai ser o meu primeiro "posting" acabei de criar o "blog"


Agosto 2005

MórbidoMan